<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<!-- $Id: manhtml.xml 2940 2005-11-17 22:39:47Z fyodor $ -->
<!-- <?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<!DOCTYPE refentry PUBLIC "-//OASIS//DTD DocBook XML V4.1.2//EN"
"http://www.oasis-open.org/docbook/xml/4.1.2/docbookx.dtd"> -->
<article id="man">
  <artheader>
    <title>Guia de Referência do Nmap (Página Man)</title>
  </artheader>

  <refentry id="man-nmap1">
    <refmeta>
      <refentrytitle>nmap</refentrytitle>

      <manvolnum>1</manvolnum>
    </refmeta>

    <refnamediv id="man-name">
      <refname>nmap</refname>

      <refpurpose>Ferramenta de exploração de Rede e Rastreio de Segurança /
      Portas</refpurpose>
    </refnamediv>

    <!-- body begins here -->

    <refsynopsisdiv id="man-synopsis">
      <cmdsynopsis>
        <command>nmap</command>

        <arg choice="opt" rep="repeat">
          <replaceable>Tipo de Rastreio(Scan)</replaceable>
        </arg>

        <arg choice="opt">
          <replaceable>Opções</replaceable>
        </arg>

        <arg choice="req">
          <replaceable>Especificação do Alvo</replaceable>
        </arg>
      </cmdsynopsis>
    </refsynopsisdiv>

    <refsect1 id="man-description">
      <title>Descrição</title>

      <para>O Nmap (<quote>Network Mapper</quote>) é uma ferramenta em código
      aberto para exploração de rede e auditoria de segurança. Foi
      desenhada para rastrear(Scan) rapidamente redes amplas contudo funciona bem
      com um único anfitrião(host). Nmap usa pacotes IP em estado bruto(raw) sobre
      novas formas para determinar que anfitriões(hosts) estão disponíveis
      na rede, que serviços (nome e versão da aplicação) esses anfitriões(hosts) estão
      disponibilizando, que sistemas operativos (e versões de SO) estão em uso,
      que tipo de filtros de pacotes/firewalls estão em uso e dezenas de outras
      características. Enquanto o Nmap é frequentemente usado para
      auditorias de segurança, muitos sistemas e administradores de 
      redes consideram-no útil para as tarefas de rotina como o
      inventário da rede, gestão de actualizações de serviços
      e monitorizar o uptime de anfitriões ou serviços.</para>

      <para>A saída do Nmap é uma lista de alvos rastreados(scanned) com
      informações adicionais de cada um dependendo das opções utilizadas.
      Uma informação chave é a <quote>tabela de portas interessantes</quote>. Essa tabela
      lista o número da porta e o protocolo, o nome do serviço e o estado. O
      estado pode ser <literal>aberto (open)</literal>, <literal>filtrado
      (filtered)</literal>, <literal>fechado (closed)</literal>, ou
      <literal>não-filtrado (unfilterd)</literal>. Aberto (open) significa que
      uma aplicação na máquina-alvo está escutando as conexões/pacotes nessa
      porta. <literal>Filtrado (filtered)</literal> significa que o firewall,
      filtro ou outro obstáculo de rede está bloqueando a porta de forma que
      o Nmap não consegue dizer se ela está <literal>aberta (open)</literal>
      ou <literal>fechada (closed)</literal>. Portas <literal>fechadas
      (closed)</literal>não possuem uma aplicação escutando nelas embora
      possam abrir a qualquer instante. Portas são classificadas como
      <literal>não filtradas (unfiltered)</literal>quando elas respondem às
      sondagens do Nmap mas o Nmap não consegue determinar se as portas estão
      abertas ou fechadas. O Nmap reporta as combinações
      <literal>aberta|filtrada (open|filtered)</literal>e
      <literal>fechada|filtrada (closed|filtered)</literal>quando não consegue
      determinar qual dos dois estados descrevem melhor a porta. A tabela de
      portas também pode incluir detalhes de versão de software quando a
      detecção de versão for solicitada. Quando um rastreio(scan) do protocolo IP é
      solicitado (<option>-sO</option>) o Nmap fornece informações dos
      protocolos IP suportados ao invés de portas que estejam abertas.</para>

      <para>Além da tabela de portas interessantes o Nmap pode fornecer
      informações adicionais sobre os alvos, incluíndo nomes de DNS reverso,
      suposições de sistema operativo, tipos de dispositivos e endereços
      MAC.</para>

      <para>Um rastreio(scan) típico do Nmap é mostrado em <xref
      linkend="man-ex-repscan" />. Os únicos argumentos que o Nmap utiliza
      nesse exemplo são <option>-A</option> para permitir a detecção de SO e
      a versão <option>-T4</option> para execução mais rápida e os nomes
      de anfitrião(hostnames) de dois alvos.</para>

      <example id="man-ex-repscan">
        <title>Uma amostra de rastreio(scan) do Nmap</title>

        <screen>
# nmap -A -T4 scanme.nmap.org playground

Starting nmap ( http://www.insecure.org/nmap/ )
Interesting ports on scanme.nmap.org (205.217.153.62):
(The 1663 ports scanned but not shown below are in state: filtered)
PORT    STATE  SERVICE VERSION
22/tcp  open   ssh     OpenSSH 3.9p1 (protocol 1.99)
53/tcp  open   domain
70/tcp  closed gopher
80/tcp  open   http    Apache httpd 2.0.52 ((Fedora))
113/tcp closed auth
Device type: general purpose
Running: Linux 2.4.X|2.5.X|2.6.X
OS details: Linux 2.4.7 - 2.6.11, Linux 2.6.0 - 2.6.11
Uptime 33.908 days (since Thu Jul 21 03:38:03 2005)

Interesting ports on playground.nmap.org (192.168.0.40):
(The 1659 ports scanned but not shown below are in state: closed)
PORT     STATE SERVICE       VERSION
135/tcp  open  msrpc         Microsoft Windows RPC
139/tcp  open  netbios-ssn
389/tcp  open  ldap?
445/tcp  open  microsoft-ds  Microsoft Windows XP microsoft-ds
1002/tcp open  windows-icfw?
1025/tcp open  msrpc         Microsoft Windows RPC
1720/tcp open  H.323/Q.931   CompTek AquaGateKeeper
5800/tcp open  vnc-http      RealVNC 4.0 (Resolution 400x250; VNC TCP port: 5900)
5900/tcp open  vnc           VNC (protocol 3.8)
MAC Address: 00:A0:CC:63:85:4B (Lite-on Communications)
Device type: general purpose
Running: Microsoft Windows NT/2K/XP
OS details: Microsoft Windows XP Pro RC1+ through final release
Service Info: OSs: Windows, Windows XP

Nmap finished: 2 IP addresses (2 hosts up) scanned in 88.392 seconds
</screen>
      </example>

      <para>A versão mais nova do Nmap pode ser obtida em <ulink
      url="http://www.insecure.org/nmap/" />. A versão mais nova da página man
      está disponível em <ulink
      url="http://www.insecure.org/nmap/man/" />.</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-briefoptions">
      <title>Sumário das Opções</title>

      <para>Este sumário de opções é mostrado quando o Nmap é executado sem
      argumentos e a última versão está sempre disponível em <ulink
      url="http://www.insecure.org/nmap/data/nmap.usage.txt" />. Ele ajuda as
      pessoas a lembrar-se das opções mais comuns mas não substitui a
      documentação mais técnica do restante deste manual. Algumas opções mais
      obscuras nem estão aqui incluídas.</para>

      <para>
        <literallayout class="normal">Synopsis: nmap [Tipo(s) de Rastreio(Scan)] [Opções] {especificação do alvo}
ESPECIFICAÇÂO DO ALVO:
  Pode-se usar nomes de anfitriões(hostnames), Endereços IP, redes, etc.
  Ex: scanme.nmap.org, microsoft.com/24, 192.168.0.1; 10.0-255.0-255.1-254
  -iL &lt;inputfilename&gt;: Entrada(Input) de listas de anfitriões(hosts)/redes
  -iR &lt;num hosts&gt;: Escolher alvos aleatoriamente
  --exclude &lt;host1[,host2][,host3],...&gt;: Excluir anfitriões(hosts)/redes
  --excludefile &lt;exclude_file&gt;: Lista de exclusões de um ficheiro
DESCOBERTA DE ANFITRIÕES(HOSTS):
  -sL: List Scan - lista simplesmente os alvos para efectuar o rastreio(scan)
  -sP: Ping Scan - apenas determnina se o anfitrião está online
  -P0: Considera todos os anfitriões como online -- salta a descoberta de anfitriões
  -PS/PA/PU [portlist]: rastreio de descoberta TCP SYN/ACK ou UDP para determinadas portas
  -PE/PP/PM: Rastreio(scan) de descoberta ICMP echo, timestamp, and netmask request
  -n/-R: Nunca resolver/Resolver sempre nomes de DNS [default: resolver algumas vezes]
TÉCNICAS DE SCAN:
  -sS/sT/sA/sW/sM: Rastreios(Scans) TCP SYN/Connect()/ACK/Window/Maimon
  -sN/sF/sX: Rastreios(Scans) TCP Null, FIN, and Xmas
  --scanflags &lt;flags&gt;: Customizar as TCP scan flags
  -sI &lt;anfitrião(host) zombie[:probeport]&gt;: Idlescan 
  -sO: Rastreio(Scan) de protocolo IP
  -b &lt;ftp relay host&gt;: FTP bounce scan
ESPECIFICAÇÃO DO PORTO E ORDEM DE RASTREIO:
  -p &lt;port ranges&gt;: Apenas efectuar o rastreio(scan) de portas específicas
    Ex: -p22; -p1-65535; -p U:53,111,137,T:21-25,80,139,8080
  -F: Rápido - Efectua o rastreio(Scan) apenas das portas especificadas no ficheiro nmap-services
  -r: Efectuar o rastreio(Scan) das portas consecutivas e não aleatoriamente
DETECÇÃO DO SERVIÇO/VERSÃO:
  -sV: Rastrear(scan) portas abertas para determinar a informação sobre o serviço/versão
  --version-light: Limitar aos rastreios mais prováveis para identificação mais rápida
  --version-all: Experimentar todos os rastreios para detectar a versão
  --version-trace: Mostrar detalhadamente a actividade do rastreio(scan)
 da versão (para debugging)
DETECÇÃO DO SO:
  -O: Permite a detecção do SO
  --osscan-limit: Limitar a detecção de SO aos alvos promissores
  --osscan-guess: Efectuar o rastreio do SO de forma mais agressiva
TIMING AND PERFORMANCE:
  -T[0-6]: Ajustar o tempo do modelo(template) (maior é mais rápido)
  --min-hostgroup/max-hostgroup &lt;msec&gt;: Tamanho dos grupos de rastreio(scan)
 de anfitrião(host) paralelo
  --min-parallelism/max-parallelism &lt;msec&gt;: Rastreio paralelismo
  --min_rtt_timeout/max-rtt-timeout/initial-rtt-timeout &lt;msec&gt;: Ajustar o
      tempo de retorno do rastreio.
  --host-timeout &lt;msec&gt;: Desistir de um alvo após este tempo
  --scan-delay/--max_scan-delay &lt;msec&gt;: Ajustar esperas entre rastreios
FIREWALL/IDS EVASÃO E DISFARÇE(SPOOFING):
  -f; --mtu &lt;val&gt;: fragmentar pacotes (opcional com dado MTU)
  -D &lt;decoy1,decoy2[,ME],...&gt;: Disfarça um rastreio(scan) com iscos           
  -S &lt;IP_Address&gt;: Disfarçar(Spoof) endereço de origem
  -e &lt;iface&gt;: Usar um interface especifico
  -g/--source-port &lt;portnum&gt;: Usar um determinado numero de porta
  --data-length &lt;num&gt;: Acrescentar dados aleatorios aos pacotes enviados
  --ttl &lt;val&gt;: Ajustar o campo IP TTL tempo-de-vida
  --spoof-mac &lt;mac address, prefix, or vendor name&gt;: Disfarçar(Spoof) o endereço MAC
SAIDA(OUTPUT):
  -oN/-oX/-oS/-oG &lt;file&gt;: Retorna os resultados do rastreio(scan) em XML normal, s|&lt;rIpt kIddi3,
     e formatados respectivamente para o ficheiro especificado
  -oA &lt;basename&gt;: Saida(Output) nos três formatos principais
  -v: Aumenta o nivel de informação apresentada(verbosity) (usar 2x para aumentar o efeito)
  -d[level]: Ajusta o nivel de debugging (Áté 9 é significativo)
  --packet-trace: Mostra todos os pacotes enviados e recebidos
  --iflist: Mostra os interfaces do anfitrião e rotas (para debugging)
  --append-output: Acrescenta, em vez de destruir/substituir,  ficheiros de resultados 
  --resume &lt;filename&gt;: Continuar um rastreio cancelado(aborted)
  --stylesheet &lt;path/URL&gt;: A XSL stylesheet para transformar retorno(output) XML para HTML
  --no_stylesheet: Impedir que o Nmap de associar a XSL stylesheet com retorno(output) XML
OUTROS(MISC):
  -6: Permitir rastreio(scanning) IPv6 
  -A: Permitir detecção do SO e versão
  --datadir &lt;dirname&gt;: Especifica a localização do ficheiro de dados personalizado do Nmap
  --send-eth/--send-ip: Enviar pacotes utilizando "raw ethernet frames" ou pacotes IP
  --privileged: Assume que o utilizador possui os previlégios necessários
  -V: Mostra a versão
  -h: Mostra esta página de sumário de ajuda
EXEMPLOS:
  nmap -v -A scanme.nmap.org
  nmap -v -sP 192.168.0.0/16 10.0.0.0/8
  nmap -v -iR 10000 -P0 -p 80
</literallayout>
      </para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-target-specification">
      <title>Especificação de Alvo</title>

      <para>Tudo na linha de comando do Nmap que não for uma opção (ou
      argumento de uma opção) é tratado como uma especificação de um anfitrião
      (host)-alvo. O caso mais simples é especificar um endereço IP como alvo ou
      um nome de anfitrião(hostname) para ser rastreado(scaned).</para>

      <para>Algumas vezes pode querer efectuar o rastreio(scan) de uma rede
      inteira de anfitriões(hosts) adjacentes.
      Para isso o Nmap suporta o estilo de endereçamento CIDR.
      Pode acrescentar /<replaceable>númerodebits</replaceable> em um
      endereço ou hostname e o Nmap irá efectuar o rastreio(scan) de cada
      endereço IP para o qual os primeiros 
     <replaceable>númerosdebits</replaceable> sejam o mesmo que
      o IP de referência ou o hostname dado. Por exemplo, 192.168.10.0/24
      escanearia os 256 hosts entre 192.168.10.0 (binário: <literal>11000000
      10101000 00001010 00000000</literal>) e 192.168.10.255 (binário:
      <literal>11000000 10101000 00001010 11111111</literal>), inclusive.
      192.168.10.40/24 faria exatamente a mesma coisa. Dado que o afitrião(host)
      scanme.nmap.org está no endereço IP 205.217.153.62, a especificação
      scanme.nmap.org/16 efectuaria o rastreio(scan) dos 65.536 endereços IP entre 205.217.0.0 e
      205.217.255.255. O menor valor permitido é /1, que equivale ao rastreio(scan)
      de metada da Internet. O maior valor é 32, que faz o rastreio(scan) de apenas o 
      anfitrião(host) nomeado ou endereço IP porque todos os bits de endereçamento estão
      fixos.</para>

      <para>A notação CIDR é curta mas nem sempre flexível o suficiente. Por
      exemplo, pode querer fazer o rastreio(scan) de 192.168.0.0/16 mas desejar
      saltar todos os IPs terminados em .0 ou .255 porque eles são normalmente
      endereços de broadcast. O Nmap suporta isso através de endereçamento por
      faixa de octeto. Ao invés de especificar um endereço IP normal, 
      pode especificar uma lista de números separada por vírgulas ou faixa de
      números para cada octeto. Por exemplo, 192.168.0-255.1-254 irá saltar
      todos os endereços na faixa que terminarem com .0 e/ou .255. Faixas não
      precisam ser limitadas ao octeto final: o especificador
      0-255.0-255.13.37 irá executar um rastreio(scan) em toda a Internet buscando os
      endereços IP terminados em 13.37. Esse tipo de amostragem ampla pode ser
      útil em levantamentos e pesquisas de toda a Internet.</para>

      <para>Endereços IPv6 podem apenas ser especificados utilizando o
      endereço IP ou hostname IPv6 completamente qualificado. Faixas CIDR e
      octetos não são suportados para o IPv6 porque eles raramente são
      úteis.</para>

      <para>O Nmap aceita múltiplas especificações de anfitrião(host) na linha de
      comando, e elas não precisam ser do mesmo tipo. O comando <command>nmap
      scanme.nmap.org 192.168.0.0/8 10.0.0,1,3-7.0-255</command> executa o que
      se espera dele.</para>

      <para>Embora os alvos sejam normalmente especificados na linha de
      comando, as seguintes opções também estão disponíveis para controlar a
      seleção de alvos:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-iL &lt;arquivodeentrada&gt;</option> (Entrada a
          partir de uma lista)</term>

          <listitem>
            <para>Lê a especificação de alvos à partir de um
            <replaceable>arquivodeentrada</replaceable>. Passar uma lista
            enorme de anfitriões(hosts) na linha de comando é muito ruim, ainda que seja
            normalmente desejável. Por exemplo, o seu servidor DHCP pode exportar
            uma lista de 10.000 endereços correntes em uso que   deseja
            efectuar o rastreio(scan). Ou talvez deseje o rastreio(scan) dr todos os
            endereços IP <emphasis>excepto</emphasis> aqueles usados para localizar 
            anfitriões(hosts) que usam endereços IP estáticos não-autorizados. 
       Simplesmente gere uma lista de anfitriões(hosts) a efectuar o rastreio(scan)
           e passe o nome do arquivo para o
            Nmap como um argumento à opção <option>-iL</option>. As entradas
            podem estar em qualquer um dos formatos aceites pelo Nmap na linha
            de comando (endereço IP, hostname, CIDR, IPv6, ou faixas de
            octetos). Cada entrada deve ser separada por um ou mais espaços em
            branco, tabulações ou newlines. Você pode especificar um hífen
            (<literal>-</literal>) como nome de arquivo se quiser que o Nmap
            leia os nomes de anfitrião(hostsnames) da entrada padrão (standard input) ao invés
            de um arquivo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-iR &lt;número de afitriões(hosts)&gt;</option> (Escolhe alvos
          aleatórios)</term>

          <listitem>
            <para>Para levantamentos na Internet toda e outras pesquisas, 
            pode querer escolher alvos de forma aleatória. O argumento
            <replaceable>número de anfitriões(hosts)</replaceable> diz ao Nmap quantos IPs
            ele deverá gerar. IPs indesejáveis, tais como aqueles de certas
            redes privadas, multicast e faixas de endereços não-alocadas são
            automaticamente anuladas. O argumento <literal>0</literal>
            (zero) pode ser especificado caso deseje um rastreio(scan) sem fim. Tenha em
            mente que alguns administradores de rede não gostam de rastreios(scans)
            não-autorizados de suas redes e podem apresentar queixa Use esta
            opção por sua conta e risco! Se   estiver realmente aborrecido
            em uma tarde chuvosa, tente o comando <command>nmap -sS -PS80 -iR
            0 -p 80</command> para localizar servidores web aleatórios para
            navegar.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--exclude &lt;host1[,host2][,host3],...&gt;</option>
          (Exclui anfitriões(hosts)/redes)</term>

          <listitem>
            <para>Especifica uma lista de alvos, separados por vírgula, a
            serem excluídos do rastreio(scan) mesmo que façam parte da faixa de rede
            especificada. A lista que   fornece utiliza a sintaxe normal do
            Nmap, portanto ela pode incluir nomes de afitrião(hosts), blocos de rede
            CIDR, faixas de octetos, etc. Isso pode ser útil quando a rede que
            deseja efectuar o rastreio(scan) inclui servidores de missão crítica
            intocáveis, sistemas que reconhecidamente reagem mal a
            rastreio(scan) de portas ou sub-redes administradas por outras
            pessoas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--excludefile &lt;arquivo_exclusão&gt;</option>
          (Exclui a lista do arquivo)</term>

          <listitem>
            <para>Oferece a mesma funcionalidade que a opção
            <option>--exclude</option>, excepto que os alvos a excluir são
            fornecidos em um <replaceable>exclude_file</replaceable> ,
            delimitados por newline, espaço em branco ou tabulação, ao invés
            de na linha de comando.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-host-discovery">
      <title>Descoberta de Hosts</title>

      <para>Um dos primeiros passos em qualquer missão de reconhecimento de
      uma rede é reduzir um conjunto (às vezes enorme) de faixas de endereços
      IP, em uma lista de anfitriões(hosts) activos e interessantes. Efectuar 
      o rastreio(scan) de cada porta de
      cada endereço IP é lento e normalmente desnecessário. É claro que o
      que torna um anfitrião(host) interessante depende muito do propósito do rastreio(scan).
      Administradores de rede podem estar apenas interessados em hosts que
      executam um determinado serviço, enquanto os auditores de segurança
      podem se importar com cada dispositivo que possuir um endereço IP. Um
      administrador pode se sentir à vontade em usar o ping ICMP para
      localizar os anfitriões(hosts) na rede interna, enquanto um profissional externo de
      análise de vulnerabilidades (penetration tester) pode utilizar um
      conjunto diversificado de dezenas de sondagens numa tentativa de
      enganar as restrições da firewall.</para>

      <para>As necessidades para o descobrimento de anfitrião(host) são muito diversas e,
      por isso, o Nmap oferece uma ampla variedade de opções para customizar
      as técnicas utilizadas. A descoberta de anfitrião(host) às vezes é chamada de
      rastreo ping(ping scan), mas ela vai muito além dos simples pacotes ICMP de echo request
      associados com a popular ferramenta conhecida como ping. Os usuários
      podem saltar a etapa do ping inteiramente com uma lista de rastreio(scan)
      (<option>-sL</option>) ou desactivado o ping (<option>-P0</option>),
      ou enfrentar a rede com combinações arbitrárias de sondagens
      multi-portas TCP SYN/ACK, UDP, e ICMP. O objetivo dessas sondagens é
      solicitar respostas que mostrem que um endereço IP está realmente activo
      (é utilizado por um afitrião(host) ou dispositivo de rede). Em muitas redes,
      apenas uma pequena percentagem dos endereços IP está activa em um dado
      momento. Isso é particularmente comum com o espaço de endereçamento
      privado ao abrigo do RFC1918 como, por exemplo, 10.0.0.0/8. Essa
      rede tem 16 milhões de IPs, mas eu já a vi sendo utilizado em empresas
      com menos de mil máquinas. A descoberta de anfitriões(hosts) pode encontrar essas
      máquinas escassamente alocadas em um mar de endereços IP.</para>

      <para>Se nenhuma opção de descoberta de hosts for dada, o Nmap envia um
      pacote TCP ACK destinado a porta 80 e uma procura ICMP Echo Request a
      cada máquina-alvo. Uma exceção a isso é que um rastreio(scan) ARP é utilizado para
      cada alvo localizado na rede ethernet local. Para usuários Unix sem
      privilégios de shell, um pacote SYN é enviado ao invés do ack
      utilizando a chamada de sistema <function>connect()</function>. Esses
      valores default equivalem às opções <option>-PA -PE</option>. Esta
      descoberta de anfitrião(host) frequentemente é suficiente para o rastreio(scan)
      de redes locais, mas um conjunto de sondagens mais abrangentes é recomendado para
      auditoria de segurança.</para>

      <para>As opções <option>-P*</option> (que seleccionam tipos de ping)
      podem ser combinadas. Você pode aumentar as chances de penetrar numa
      firewall enviando muitos tipos de sondagens, utilizando
      diferentes portas/flags TCP e códigos ICMP. Note também que a descoberta
      por ARP (<option>-PR</option>) é feita por default contra alvos na rede
      ethernet local mesmo que   especifique outras opções
      <option>-P*</option> , porque é quase sempre mais rápida e mais
      eficiente.</para>

      <para>As seguintes opções controlam a descoberta de anfitriões(hosts).</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sL</option> (Listagem de rastreio(scan))</term>

          <listitem>
            <para>A listagem de rastreio(scan) é uma forma degenerada de descoberta de
            anfitriões(hosts) que simplesmente lista cada anfitrião(host) da
          rede especificada, sem enviar nenhum pacote aos hosts-alvos. Por default o Nmap
            fará a resolução de DNS dos anfitriões(hosts) para descobrir seus nomes.
            Ainda é surpreendente a quantidade de informações úteis que
            simples nomes de hosts podem dar. Por exemplo,
            <literal>fw.chi.playboy.com</literal> é o firewall do escritório
            de Chicago da Playboy Enterprises. Nmap também reporta o número
            total de endereços IP ao final. A listagem de rastreio(scan) é um bom teste de
            sanidade para assegurar que está com a lista correta de
            endereços IP dos seus alvos. Se os anfitriões(hosts) mostrarem nomes de
            domínios que   não reconhece, vale a pena investigar melhor
            para evitar o rastreio(scan) da rede da empresa errada.</para>

            <para>Uma vez que a idéia é apenas mostrar uma lista dos
            hosts-alvos, as opções de funcionalidade de nível mais alto tais
            como o rastreio(scan) de portas, detecção de SO, ou rastreio(scan) utilizando ping, não
            podem ser combinadas com esta opção. Se   deseja desactivar o
            rastreio(scan) utilizando ping enquanto executa funções de nível elevado,
            leia a opção <option>-P0</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sP</option> (Rastreio(scan) usando Ping)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção diz ao Nmap para <emphasis>somente</emphasis>
            executar um rastreio(scan) usando o ping (descoberta de anfitriões(hosts)), e então
            mostrar os hosts disponíveis que responderam ao scan. Nenhum teste
            adicional (tais como o rastreio(scan) de portas e deteção de SO) é
            executado. Isto é um pouco mais intrusivo que a listagem de rastreio(scan), e
            pode ser usado para os mesmos propósitos. Permite um
            reconhecimento leve de uma rede-alvo sem chamar muita atenção.
            Saber quantos hosts estão ativos é mais valioso para invasores que
            a lista fornecida pela listagem de rastreio(scan) com cada endereço IP e seu
            nome de anfitrião(host).</para>

            <para>Administradores de sistemas frequentemente acham esta opção
            valiosa. Ela pode ser facilmente utilizada para contar o número de
            máquinas disponíveis em uma rede ou monitorar a disponibilidade
            dos servidores. Isto é normalmente chamado de varredura com ping
            (ping sweep), e é mais confiável do que fazer um ping num
            endereço de broadcast, pois muitos anfitriões(rastreio(scan)hosts) não respondem a pesquisas
            com broadcast.</para>

            <para>A opção <option>-sP</option> envia um ICMP echo request e um
            pacote TCP para a porta 80 por default. Quando executada por um
            usuário sem privilégios, um pacote SYN é enviado (usando uma
            chamada <function>connect()</function>) para a porta 80 no alvo.
            Quando um usuário privilegiado tenta rastrear(scan) alvos na rede
            ethernet local, requisições ARP (<option>-PR</option>) são
            utilizadas, a menos que <option>--send-ip</option> tenha sido
            especificado. A opção <option>-sP</option> pode ser combinada com
            qualquer um dos tipos de sondagens de descobrimento (as opções
            <option>-P*</option> , excluindo <option>-P0</option>) para maior
            flexibilidade. Se qualquer uma dessas opções de tipos de sondagens
            e número de porta for utilizada, as sondagens default (ACK e echo
            request) são sobrepostas. Quando firewalls restritivos estão
            posicionados entre o host de origem que executa o Nmap e a
            rede-alvo, utilizar essas técnica avançadas é recomendado. Do
            contrário, hosts podem ser perdidos quando o firewall ignorar as
            sondagens ou as respostas delas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-P0</option> (Sem ping)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção salta completamente a fase
 de descoberta do
            Nmap. Normalmente o Nmap utiliza este estágio para determinar as
            máquinas activas para o rastreio(scan) mais agressivo. Por default, o
            Nmap apenas executa sondagens agressivas tais como o rastreio(scan) de
            portas, detecção de versões, ou detecções do SO contra afitriões(hosts) que
            foram verificados como activos. Desactivar a descoberta de anfitriões(hosts)
            com <option>-P0</option> faz com que o Nmap teste as funções de
            rastreio(scan) solicitadas contra <emphasis>todos</emphasis> os
            endereços IP alvos especificados. Portanto se um espaço de
            endereçamento alvo do tamanho de uma classe B (/16) for
            especificado na linha de comando, todos os 65.536 endereços IP
            serão alvo do rastreio(scan). O segundo caracter da opção <option>-P0</option>
            é um zero e não a letra O. A descoberta de anfitriões(hosts) apropriada é
            desconsiderada como na listagem de rastreio(scan), mas ao invés de parar e
            mostrar a lista de alvos, o Nmap continua a executar as funções
            solicitadas como se cada alvo IP estivesse activo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PS [listadeportas]</option> (Ping usando TCP
          SYN)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção envia um pacote TCP vazio com a flag SYN marcada.
            A porta de destino default é a 80 (configurada em tempo de
            compilação pela variável DEFAULT_TCP_PROBE_PORT no
            <filename>nmap.h</filename>), mas uma porta alternativa pode ser
            especificada como um parâmetro. Até uma lista de portas separadas
            por vírgula pode ser especificada (p.ex.
            <option>-PS22,23,25,80,113,1050,35000</option>), nesse caso as
            sondagens serão tentadas contra cada porta em paralelo.</para>

            <para>A flag SYN sugere aos sistemas remotos que   está
            tentando estabelecer uma comunicação. Normalmente a porta de
            destino estará fechada e um pacote RST (reset) será enviado de
            volta. Se a porta estiver aberta, o alvo irá dar o
            segundo passo do cumprimento-de-três-vias (3-way-handshake) do TCP
            respondendo com um pacote TCP SYN/ACK TCP. A máquina executando o
            Nmap então derruba a conexão recém-criada respondendo com um RST
            ao invés de enviar um pacote ACK que iria completar o
            cumprimento-de-três-vias e estabelecer uma conexão completa. O
            pacote RST é enviado pelo kernel da máquina que está executando o
            Nmap em resposta ao SYN/ACK inesperado, e não pelo próprio
            Nmap.</para>

            <para>O Nmap não se importa se a porta está aberta ou fechada.
            Tanto a resposta RST ou SYN/ACK discutidas anteriormente dizem ao
            Nmap se o hosts está disponível e responsivo.</para>

            <para>Em máquinas UNIX apenas o usuário privilegiado
            <literal>root</literal> é capaz, normalmente, de enviar e receber
            pacotes TCP em estado bruto(raw packets). Para usuários não privilegiados um
            contorno é automaticamente empregado em concordância com a chamada
            de sistema connect() iniciada contra cada porta-alvo. Isso tem o
            efeito de enviar um pacote SYN ao anfitrião(host) alvo em uma tentativa de
            estabelecer uma conexão. Se o connect() retornar com sucesso
            rápido ou com uma falha ECONNREFUSED, a pilha TCP subjacente deve
            ter recebido um SYN/ACK ou RST e o anfitrião(host) é marcado como disponível.
            Se a tentativa de conexão for abandonada até que um timeout
            ocorra, o host é marcado como indisponível. Esse contorno também é
            usado para conexões IPv6, pois o suporte a construção de pacotes
            IPv6 em estado bruto(raw) ainda não está disponível no Nmap.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PA [listadeportas]</option> (Ping usando TCP
          ACK)</term>

          <listitem>
            <para>O ping usando TCP ACK é muito similar ao recém-discutido
            ping usando SYN. A diferença como   poderia imaginar, é que a
            flag TCP ACK é marcada ou invés da flag SYN. O pacote ACK finge
            reconhecer dados de uma conexão TCP estabelecida, quando nenhuma
            conexão existe de facto. Então os anfitriões(hosts) remotos deveriam sempre
            responder com pacotes RST revelando sua existência no
            processo.</para>

            <para>A opção <option>-PA</option> utiliza a mesma porta default
            que a sondagem SYM (80) e pode também obter uma lista de portas
            destino no mesmo formato. Se um usuário privilegiado tenta isto,
            ou se um alvo IPv6 é especificado, o contorno connect() discutido
            anteriormente é utilizado. Esse contorno é imperfeito pois o
            connect() está realmente enviando um pacote SYN ao invés de um
            ACK.</para>

            <para>O motivo para oferecer ambas as sondagens ping, que utilizam
            SYN e ACK, é maximizar as chances de passar por firewalls. Muitos
            administradores configuram routers e outros firewalls simples
            para bloquear a entrada de pacotes SYN excepto aqueles destinados a
            serviços públicos como o site web da empresa ou servidor de
            correio electrónico. Isso evita as demais conexões entradas na
            organização, permitindo aos usuários fazer conexões desobstruidas
            à Internet. Essa aproximação não-orientada à conexão (non-stateful
            ou stateless) consome poucos recursos no firewall/router e é
            amplamente suportada por filtros de hardware e software. O
            firewall de software Netfilter/iptables do Linux oferece a
            conveniência da opção <option>--syn</option> para implementar essa
            abordagem stateless. Quando regras stateless do firewall como
            essas são implementadas, sondagens de ping usando SYN
            (<option>-PS</option>) muito provavelmente serão bloqueadas quando
            forem enviadas à portas fechadas. Nesses casos, a sondagem ACK se
            destaca pois ela simplesmente passa por essas regras.</para>

            <para>Outro tipo comum de firewall utiliza regras orientadas a
            conexão que descartam pacotes inesperados. Esta característica era
            encontrada inicialmente apenas em firewalls de alto-nível, embora
            tenha se tornado mais comum com o passar dos anos. O sistema
            Netfilter/iptables do Linux suporta esta característica através da
            opção <option>--state</option>, que categoriza os pacotes baseados
            no estado da conexão. Uma sondagem SYN tem maiores chances de
            funcionar contra um sistema assim, pois pacotes ACK inesperados
            são normalmente reconhecidos como falsos e descartados. Uma
            solução para esse dilema é enviar ambas as sondagens SYN e ACK
            especificando <option>-PS</option> e <option>-PA</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PU [listadeportas]</option> (Ping usando UDP)</term>

          <listitem>
            <para>Outra opção de descoberta de anfitriões(hosts) é o ping usando UDP, que
            envia um pacote UDP vazio (a menos que
            <option>--data-length</option> seja especificado) para as portas
            informadas. A listadeportas tem o mesmo formato que os discutidos
            anteriormente nas opções <option>-PS</option> e
            <option>-PA</option>. Se nenhuma porta for especificada, o default
            é 31338. Esse default pode ser configurado em tempo de compilação
            alterando DEFAULT_UDP_PROBE_PORT no <filename>nmap.h</filename>.
            Uma porta alta não comum é utilizada como default porque enviar para
            portas abertas normalmente é indesejado para este tipo particular
            de rastreio(scan).</para>

            <para>Ao bater contra uma porta fechada na máquina-alvo, a
            sondagem UDP deve criar um pacote ICMP de porta inalcançável como
            resposta. Isso diz ao Nmap que a máquina está activa e disponível.
            Muitos outros tipos de erros ICMP, tais como anfitrião(host)/rede
            inalcançável ou TTL excedido são indicativos de um anfitrião(host) inactivo ou
            inalcançável. A falta de resposta também é interpretada dessa
            forma. Se uma porta aberta é alcançada, a maioria dos serviços
            simplesmente ignoram o pacote vazio e falham em retornar qualquer
            resposta. É por isso que a porta de sondagem default é 31338, que
            pouco provavelmente estará em uso. Uns poucos serviços, tal como o
            chargen, irá responder a um pacote UDP vazio, e com isso revelará
            ao Nmap que a máquina está disponível.</para>

            <para>A principal vantagem deste tipo de scan é que ele passa por
            firewalls e filtros que apenas examinam o TCP. Por exemplo, uma
            vez eu tive um router broadband sem-fios Linksys BEFW11S4. A
            interface externa desse dispositivo filtrava todas as portas TCP
            por default, mas as sondagens UDP ainda causavam mensagens de
            porta inalcançável, denunciando assim o dispositivo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PE</option>; <option>-PP</option>;
          <option>-PM</option> (Tipos de Ping do ICMP)</term>

          <listitem>
            <para>Além dos tipos incomuns de descoberta de anfitriões(hosts) TCP e UDP
            discutidos anteriormente, o Nmap pode enviar os pacotes-padrão que
            normalmente são enviados pelo popular programa ping. O Nmap
            envia um pacote ICMP do tipo 8 (echo request) ao endereço IP alvo,
            esperando como resposta um tipo 0 (Echo Reply) do anfitrião(host) disponível.
            Infelizmente para muitos exploradores de rede, muitos anfitriões(hosts) e
            firewalls actualmente bloqueiam esses pacotes, ao invés de
            responder como é requerido pela <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc1122.txt">RFC 1122</ulink>.
            Por essa razão, rastreios(scans) puramente ICMP são raramente confiáveis o
            suficiente contra alvos desconhecidos na Internet. Mas para
            administradores de sistemas monitorando uma rede interna eles
            podem ser uma abordagem prática e eficiente. Utilize a opção
            <option>-PE</option> para activar esse comportamento echo
            request.</para>

            <para>Embora o echo request seja a pesquisa padrão de um ping
            ICMP, o Nmap não pára aqui. A padronização do ICMP (<ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc792.txt">RFC 792</ulink>)
            também especifica timestamp request, information request, e
            pacotes address mask request como códigos 13, 15, e 17,
            respectivamente. Apesar do propósito ostensivo dessas pesquisas
            seja obter informações tais como a máscara do endereço e hora
            corrente, eles podem ser facilmente utilizados para descoberta de
            anfitriões(hosts). Um sistema que responda está activo e disponível. O Nmap não
            implementa actualmente os pacotes de requisição de informações,
            pois eles não são amplamente suportados. A RFC 1122 insiste que
            <quote>um anfitrião(host) NÃO DEVERIA implementar essas mensagens</quote>.
            Pesquisas de marcação de hora (Timestamp) e máscara de endereço
            podem ser enviadas com as opções <option>-PP</option> e
            <option>-PM</option> , respectivamente. Uma resposta timestamp
            reply (código ICMP 14) ou uma resposta address mask reply (código
            18) revela que o host está disponível. Essas duas pesquisas podem
            ser valiosas quando os administradores bloqueiam pacotes echo
            request especificamente e esquecem que outras pesquisas ICMP podem
            ser usadas com o mesmo propósito.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PR</option> (Ping usando ARP)</term>

          <listitem>
            <para>Um dos cenários de uso mais comuns do Nmap é o rastreio(scan) da LAN
            ethernet. Na maioria das LANs, especialmente aquelas que utilizam
            a faixa de endereçamento privado ao abrigo do RFC1918, a vasta
            maioria dos endereços IP nuca são utilizados. Quando o Nmap
            tenta enviar um pacote IP em estado bruto(raw), tal como um ICMP echo
            request, o sistema operativo deve determinar o endereço físico
            de destino (ARP) correspondente ao IP-alvo de forma que ele possa
            endereçar adequadamente o frame ethernet. Isso normalmente é lento
            e problemático, pois os sistemas operativos não foram escritos
            com a expectativa de que precisariam fazer milhões de requisições
            ARP contra anfitriões(hosts) indisponíveis em um curto período de
            tempo.</para>

            <para>O rastreio(scan) ARP encarrega o Nmap e seus algorítmos optimizados de
            fazer as requisições ARP. E se ele conseguir uma resposta de
            volta, o Nmap não precisa de se preocupar com os pacotes ping
            baseados em IP, uma vez que ele já sabe que o anfitrião(host) está activo.
            Isso torna o rastreio(sca) ARP muito mais rápido e mais confiável que os
            rastreios(scans) baseados em IP. Portanto isso é feito por default quando se
            faz o rastreio(scan) de anfitriões(hosts) ethernet que o Nmap detecta estarem posicionados em
            uma rede ethernet local. Mesmo se tipos diferentes de ping (tais
            como <option>-PI</option> ou <option>-PS</option>) sejam
            especificados, o Nmap usa o ARP em vez, para cada um dos alvos
            que estiverem na mesma LAN. Se   não quiser de forma alguma
            fazer um ratreio(scan) ARP, especifique <option>--send-ip</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-n</option> (Não faça resolução DNS)</term>

          <listitem>
            <para>Diz ao Nmap para <emphasis>nunca</emphasis> fazer uma
            resolução DNS nos endereços IP activos que ele encontrar.
            Uma vez que o DNS é normalmente lento, isso acelera as
            coisas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-R</option> (resolução DNS para todos os alvos)</term>

          <listitem>
            <para>Diz ao Nmap para fazer <emphasis>sempre</emphasis> uma
            resolução DNS reversa nos endereços IP-alvos. Normalmente isto
            apenas é executado quando uma máquina está activa.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-scanning-basics">
      <title>Fundamentos do Rastreio(Scan) de Portas</title>

      <para>Embora o Nmap tenha crescido em funcionalidades ao longo dos anos,
      ele começou como um eficiente scanner de portas e essa permanece a sua
      função principal. O simples comando <command>nmap
      <replaceable>alvo</replaceable></command> faz o rastreio(scan) a mais de 1660 portas
      TCP no anfitrião(host) <replaceable>alvo</replaceable>. Embora muitos scanner de
      portas tenham tradicionalmente agrupado todas as portas nos estados
      aberto ou fechado, o Nmap é muito mais granular. Ele divide as portas em
      seis estados: <literal>aberto(open)</literal>,
      <literal>fechado(closed)</literal>,<literal>filtrado(filtered)</literal>,
      <literal>não-filtrado(unfiltered)</literal>,
      <literal>aberto(open)|filtrado(filtered)</literal>, ou
      <literal>fechado(closed)|filtrado(filtered)</literal>.</para>

      <para>Esses estados não são propriedades intrínsecas da porta mas
      descrevem como o Nmap as vê. Por exemplo, um rastreio(scan) do Nmap da mesma rede
      como alvo pode mostrar a porta 135/tcp como aberta, enquanto um rastreio(scan) ao
      mesmo tempo com as mesmas opções a partir da Internet poderia mostrar
      essa porta como <literal>filtrada</literal>.</para>

      <variablelist>
        <title>Os seis estados de porta reconhecidos pelo Nmap</title>

        <varlistentry>
          <term>aberto (open)</term>

          <listitem>
            <para>Uma aplicação está activamente aceitando conexões TCP ou
            pacotes UDP nesta porta. Encontrar esse estado é frequentemente o
            objectivo principal de um rastreio(scan) de portas. Pessoas
            conscientes sobre a segurança sabem que cada porta aberta é um
            convite para um ataque. Invasores e profissionais de avaliação de
            segurança querem explorar as portas abertas, enquanto os
            administradores tentam fechar ou proteger com firewalls sem
            bloquear usuários legítimos. Portas abertas são também
            interessantes para rastreios(scans) não-relacionados à segurança pois mostram
            os serviços disponíveis para utilização na rede.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>fechado (closed)</term>

          <listitem>
            <para>Uma porta fechada está acessível (ela recebe e responde a
            pacotes de sondagens do Nmap), mas não há nenhuma aplicação
            ouvindo nela. Elas podem ser úteis para mostrar que um anfitrião(host) está
            activo em um determinado endereço IP (descoberta de hosts, ou rastreio(scan)
            usando ping), e como parte de uma deteção de SO. Pelo facto de
            portas fechadas serem alcançáveis, pode valer a pena o rastreio(scan) mais
            tarde no caso de alguma delas abrir. Os administradores deveriam
            considerar o bloqueio dessas portas com um firewall. Então elas
            apareceriam no estado filtrado, discutido a seguir.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>filtrado(filtered)</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap não consegue determinar se a porta está aberta porque
            uma filtragem de pacotes impede que as sondagens alcancem a porta.
            A filtragem poderia ser de um dispositivo firewall dedicado,
            regras de router, ou um software de firewall baseado em anfitrião(host).
            Essas portas frustram os atacantes pois elas fornecem poucas
            informações. Às vêzes elas respondem com mensagens de erro ICMP
            tais como as do tipo 3 código 13 (destino inalcançável:
            comunicação proibida administrativamente), mas os filtros que
            simplesmente descartam pacotes sem responder são bem mais comuns.
            Isso força o Nmap a tentar diversas vezes só para o caso de a
            sondagem ter sido descartada por congestionamento da rede ao invés
            de filtragem. Isso reduz a velocidade do rastreio(scan)
            dramaticamente.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>não-filtrado(unfiltered)</term>

          <listitem>
            <para>O estado não-filtrado significa que uma porta está
            acessível, mas que o Nmap é incapaz de determinar se ela está
            aberta ou fechada. Apenas o rastreio(scan) ACK, que é usado para mapear
            conjuntos de regras de firewall classifica portas com este
            estado. O rastreio(scan) de portas não-filtradas com outros tipos de scan,
            tal como scan Window, scan Syn, ou scan FIN, podem ajudar a
            responder se a porta está aberta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>open|filtered</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap coloca portas neste estado quando é incapaz de
            determinar se uma porta está aberta ou filtrada. Isso acontece
            para tipos de rastreio(scan) onde as portas abertas não dão nenhuma
            resposta. A falta de resposta poderia também significar que um
            filtro de pacotes descartou a sondagem ou qualquer resposta que
            ela tenha provocado. Portanto o não sabe com certeza se a porta
            está aberta ou se está sendo filtrada. Os rastreios(scans) UDP, IP Protocol,
            FIN, Null, e Xmas classificam portas desta forma.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>closed|filtered</term>

          <listitem>
            <para>Este estado é usado quando o Nmap é incapaz de determinar se
            uma porta está fechada ou filtrada. É apenas usado para o rastreio(scan)
            IPID Idle scan.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-scanning-techniques">
      <title>Técnicas de Rastreio(Scan) de Portas</title>

      <para>Como um novato executando uma reparação automóvel posso perder
      horas tentando usar minhas ferramentas rudimentares (martelo, fita
      adesiva, grifo, etc.) nas tarefas. Quando eu falho miseravelmente e
      reboco minha lata-velha para um mecânico de verdade ele invariavelmente
      pesca aqui e ali em um enorme baú de ferramentas até pegar a coisa perfeita
      que torna a tarefa numa brincadeira. A arte de rastrear(scaning) portas é
      similar. Os peritos entendem as dezenas de técnicas de rastreio(scan) e
      escolhem as que são apropriadas (ou uma combinação) para uma dada
      tarefa. Usuários inexperientes e script kiddies, por outro lado, tentam
      resolver todos os problemas com o scan SYN default. Uma vez que o Nmap é
      gratuito a única barreira para a mestria em rastreio(scaning) de portas é o
      conhecimento. Isso certamente é melhor que no mundo automóvel onde
      pode ser necessário uma grande habilidade para determinar que  
      precisa de um compressor de molas e então   tem que pagar milhares de
      euros por um.</para>

      <para>A maioria dos tipos de rastreio(scan) está disponível apenas para usuários
      privilegiados. Isso acontece porque eles enviam e recebem pacotes em
      estado bruto(raw), o que requer acesso de root em sistemas Unix. Utilizar a
      conta de administrador no Windows é recomendado, embora o Nmap às vêzes
      funcione com usuários sem privilégios nessa plataforma quando o WinPcap
      foi carregado no SO. Requerer privilégio de root era uma séria limitação
      quando o Nmap foi lançado em 1997, pois muitos usuários apenas tinham
      acesso a contas de shell compartilhadas. Agora o mundo é diferente.
      Computadores estão mais baratos, muito mais pessoas tem acesso directo e
      permanente à Internet e computadores desktop Unix (incluindo Linux e
      MAC OS X) são comuns. Uma versão para o Windows do Nmap se encontra
      actualmente disponível permitindo que se use em muito mais computadores
      desktop. Por todas essas razões os usuários têm menos necessidade de
      executar o Nmap a partir de contas de shell compartilhadas e limitadas.
      Isso é muito bom pois as opções privilegiadas tornam o Nmap muito mais
      poderoso e flexível.</para>

      <para>Embora o Nmap tente produzir resultados precisos tenha em mente
      que todas as deduções são baseadas em pacotes devolvidos pelas
      máquinas-alvo (ou firewalls na frente delas). Tais anfitriões(hosts) podem
      não ser confiáveis e enviar respostas com o propósito de confundir ou
      enganar o Nmap. Muito mais comum são os anfitriões(hosts) não-de-acordo-com-a-rfc
      que não respondem como deveriam às sondagens do Nmap. As sondagens FIN,
      Null e Xmas são particularmente suscetíveis a esse problema. Tais
      questões são específicas de determinados tipos de scan e portanto são
      discutidos nas entradas individuais de cada um dos tipos.</para>

      <para>Esta seção documenta as dezenas de técnicas de rastreio(scan) de
      portas suportadas pelo Nmap. Apenas um método pode ser utilizado de cada
      vezm excepto que um scan UDP (<option>-sU</option>) pode ser combinado
      com qualquer um dos tipos de scan TCP. Como uma ajuda para a memória as
      opções dos tipos de rastreio(scan) de portas estão no formato
      <option>-s<replaceable>C</replaceable></option>, onde
      <replaceable>C</replaceable> é um caracter proeminente no nome do rastreio(scan),
      normalmente o primeiro. A única excepção a essa regra é para o rastreio(scan)
      denominado FTP bounce (<option>-b</option>). Por default o Nmap executa
      um rastreio(scan) SYN, embora ele substitua por um rastreio(scan) Connect() se o usuário não
      tiver os privilégios adequados para enviar pacotes em estado bruto(raw)
      (requer acesso de root no UNIX) ou se alvos IPv6 forem especificados.
      Dos rastreios(scans) listados nesta secção os usuários não privilegiados podem
      apenas executar os rastreios(scans) connect() e ftp bounce.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sS</option> (rastreio(scan) TCP SYN)</term>

          <listitem>
            <para>O rastreio(scan) SYN é a opção de rastreio(scan) default e a mais 
            popular por boas razões. Pode ser executada rapidamente fazendo o rastreio(scan) 
            a milhares de portas por segundo em uma rede rápida, não bloqueada por firewalls
            intrusivos. O rastreio(scan) SYN é relativamente não-obstrusivo e camuflado,
            uma vez que ele nunca completa uma conexão TCP. Ele também
            trabalha contra qualquer pilha TCP padronizada ao invés de
            depender de factores específicos de plataformas como os
            rastreios(scans) Fin/Null/Xmas, Maimon e Idle fazem. Ele também permite uma
            diferenciação limpa e confiável entre os estados <literal>aberto
            (open)</literal>, <literal>fechado (closed)</literal>, e
            <literal>filtrado (filtered)</literal>.</para>

            <para>Esta técnica é freqüentemente chamada de rastreio(scan) de
            porta entreaberta (half-open scanning), porque   não abre uma
            conexão TCP completamente. Você envia um pacote SYN, como se fosse
            abrir uma conexão real e então espera uma resposta. Um SYN/ACK
            indica que a porta está ouvindo (aberta) enquanto um RST (reset)
            é indicativo de uma não-ouvinte. Se nenhuma resposta é recebida
            após diversas retransmissões a porta é marcada como filtrada. A
            porta também é marcada como filtrada se um erro ICMP de
            inalcançável é recebido (tipo 3, código 1,2, 3, 9, 10, ou
            13).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sT</option> (rastreio(scan) TCP connect())</term>

          <listitem>
            <para>O rastreio(scan) TCP Connect() é o rastreio(scan) default do 
            TCP quando o rastreio(scan) SYN não é uma opção. Esse é o caso quando o 
            usuário não tem privilégios para criar pacotes em estado bruto(raw) ou rastrear 
            redes IPv6. Ao invés de criar pacotes em estado bruto(raw) como a maioria dos
            outros tipos de rastreio(scan) fazem, o Nmap pede ao sistema operativo
            para estabelecer uma conexão com a máquina e porta alvos enviando
            uma chamada de sistema <literal>connect()</literal>. Essa é a
            mesma chamada de alto nível que os navegadores da web, clientes
            P2P, e a maioria das outras aplicações para rede utilizam para
            estabelecer uma conexão. É parte do interface de programação
            conhecida como API de Sockets de Berkeley. Ao invés de ler as
            respostas em pacotes em estado bruto(raw) directamente dos fios, 
            o Nmap utiliza esta API para obter informações do estado de cada
            tentativa de conexão.</para>

            <para>Quando um rastreio(scan) SYN está disponível é normalmente a melhor
            escolha. O Nmap tem menos controle sobre a chamada de alto nível
            <literal>connect()</literal> do que sobre os pacotes em estado
            bruto(raw) tornando-o menos eficiente. A chamada de sistema completa
            as conexões nas portas-alvo abertas ao invés de executar o reset
            de porta entreaberta que o rastreio(scan) SYN faz. Isso não só leva mais
            tempo e requer mais pacotes para obter a mesma informação mas
            também torna mais provável que as máquinas-alvo registrem a
            conexão. Um sistema IDS decente irá detectar qualquer um deles,
            mas a maioria das máquinas não tem esse tipo de sistema de alarme.
            Muitos serviços na maioria dos sistema Unix irão acrescentar uma
            nota na syslog e às vêzes uma mensagem de erro obscura, quando o
            Nmap se conecta e então fecha a conexão sem enviar nenhum dado.
            Serviços verdadeiramente patéticos irão travar quando isso
            acontecer embora isso seja incomum. Um administrador que vê um
            punhado de tentativas de conexão nos registros vindos de um único
            sistema deveria saber que foi rastreado(scanned) com connect.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sU</option> (rastreios(scans) UDP)</term>

          <listitem>
            <para>Embora os serviços mais populares na Internet operem
            sobre o protocolo TCP, os serviços <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc768.txt">UDP</ulink> são
            amplamente difundidos. O DNS, o SNMP e o DHCP (registrados nas
            portas 53, 161/162, e 67/68) são três dos mais comuns. Pelo facto
            do rastreio(scan) UDP ser normalmente mais lento e mais difícil que
            o TCP alguns auditores de segurança ignoram essas portas. Isso é
            um erro pois serviços UDP passíveis de exploração são bastante
            comuns e invasores certamente não ignoram o protocolo inteiro.
            Felizmente o Nmap pode ajudar a inventariar as portas UDP.</para>

            <para>O rastreio(scan) UDP é activado com a opção <option>-sU</option>. Ele
            pode ser combinado com um tipo de rastreio(scan) TCP como o rastreio(scan)
             SYN (<option>-sS</option>) para averiguar ambos protocolos na mesma
            execução.</para>

            <para>O  SYN UDP funciona enviando um cabeçalho UDP vazio (sem
            dados) para cada porta pretendida. Se um erro ICMP de porta
            inalcançável (tipo 3, código 3) é retornado a porta está
            <literal>fechada</literal>. Outros erros do tipo inalcançável
            (tipo 3, códigos 1, 2, 9, 10, ou 13) marcam a porta como
            <literal>filtrada</literal>. Ocasionalmente um serviço irá
            responder com um pacote UDP provando que está
            <literal>aberta</literal>. Se nenhuma resposa é recebida após as
            retransmissões a porta é classificada como
            <literal>aberta|filtrada</literal>. Isso significa que a porta
            poderia estar aberta ou talvez que filtros de pacotes estejam
            bloqueando a comunicação. Rastreios(scans) de versões (<option>-sV</option>)
            podem ser utilizados para ajudar a diferenciar as portas
            verdadeiramente abertas das que estão filtradas.</para>

            <para>Um grande desafio com o rastreio(scan) UDP é fazê-lo
            rapidamente. Portas abertas e filtradas raramente enviam alguma
            resposta, deixando o Nmap esgotar o tempo (time out) e então
            efectuar retransmissões para o caso de a sondagem ou a resposta ter
            sido perdida. Portas fechadas são normalmente um problema ainda
            maior. Elas costumam enviar de volta um erro ICMP de porta
            inalcançável. Mas, ao contrário dos pacotes RST enviados pelas
            portas TCP fechadas em resposta a um rastreio(scan) SYN ou Connect, muitos
            anfitriões(hosts) limitam a taxa de mensagens ICMP de porta inalcançável por
            default. O Linux e o Solaris são particularmente rigorosos quanto
            a isso. Por exemplo, o kernel 2.4.20 do Linux limita a quantidade
            de mensagens de destino inalcançável a até uma por segundo (no
            <filename>net/ipv4/icmp.c</filename>).</para>

            <para>O Nmap detecta a limitação de taxa e diminui o ritmo de
            acordo para evitar inundar a rede com pacotes inúteis que a
            máquina-alvo irá descartar. Infelizmente, um limite como o do
            Linux de um pacote por segundo faz com que um rastreio(scan) de 65.536
            portas leve mais de 18 horas. Idéias para acelerar o rastreio(scan)
            UDP incluem rastrear(scan) mais anfitriões(hosts) em paralelo, fazer um rastreio(scan) rápido
            apenas das portas mais comuns primeiro, rastrear(scan) por detrás de um
            firewall e utilizar <option>--host-timeout</option> para saltar os
            anfitriões(hosts) lentos.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sN</option>; <option>-sF</option>;
          <option>-sX</option> (rastreios(scans) TCP Null, FIN, e Xmas)</term>

          <listitem>
            <para>Estes três tipos de rastreio(scan) (até mais são possíveis com a opção
            <option>--scanflags</option> descrita na próxima secção) exploram
            uma brecha subtil na <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc793.txt">RFC do TCP</ulink>
            para diferenciarem entre portas <literal>abertas</literal> e
            <literal>fechadas</literal>. A página 65 diz que <quote>se a porta
            [destino] estiver FECHADA .... um segmento de entrada que não
            contenha um RST irá causar o envio de um RST como
            resposta.</quote> Então a página seguinte discute os pacotes
            enviados a portas abertas sem os bits SYN, RST ou ACK marcados,
            afirmando que: <quote>é pouco provável que   chegue aqui, mas
            se chegar, descarte o segmento e volte.</quote></para>

            <para>Quando se rastreia(scan) sistemas padronizados com o texto desta
            RFC, qualquer pacote que não contenha os bits SYN, RST ou ACK irá
            resultar em um RST como resposta se a porta estiver fechada e
            nenhuma resposta se a porta estiver aberta. Contanto que nenhum
            desses três bits esteja incluídos qualquer combinação dos outros
            três (FIN, PSH e URG) é válida. O Nmap explora isso com três tipos
            de rastreio(scan):</para>

            <variablelist>
              <varlistentry>
                <term>rastreio(scan) Null (<option>-sN</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Não marca nenhum bit (o cabeçalho de flag do tcp é
                  0)</para>
                </listitem>
              </varlistentry>

              <varlistentry>
                <term>rastreio(scan) FIN (<option>-sF</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Marca apenas o bit FIN do TCP.</para>
                </listitem>
              </varlistentry>

              <varlistentry>
                <term>rastreio(scan) Xmas(<option>-sX</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Marca as flags FIN, PSH e URG, iluminando o pacote
                  como uma árvore de Natal.</para>
                </listitem>
              </varlistentry>
            </variablelist>

            <para>Estes três tipos de rastreio(scan) são exatamente os mesmos em termos
            de comportamento exceto pelas flags TCP marcadas no pacotes de
            sondagem. Se um pacote RST for recebido a porta é considerada
            <literal>fechada</literal> e nenhuma resposta significa que está
            <literal>aberta|filtrada</literal>. A porta é marcada como
            <literal>filtrada</literal> se um erro ICMP do tipo inalcançável
            (tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13) for recebido.</para>

            <para>A vantagem principal destes tipos de rastreio(scan) é que eles podem
            bisbilhotar através de alguns firewalls não-orientados à conexão e
            de routers que filtram pacotes. Outra vantagem é que esses
            tipos de rastreio(scan) são um pouco mais camuflados do que o rastreio(scan) SYN. Mas
            não conte com isso -- a maioria dos produtos IDS modernos podem
            ser configurados para detectá-los. O maior problema é que nem
            todos os sistemas seguem a RFC 793 ao pé-da-letra. Diversos
            sistemas enviam respostas RST para as sondagens independentemente
            do facto da porta estar aberta ou não. Isso faz com que todas as
            portas sejam classificadas como <literal>fechadas</literal>. A
            maioria dos sistemas operativos que fazem isso são Microsoft
            Windows, muitos dispositivos Cisco, BSDI e o IBM OS/400. Esse
            rastreio(scan) funciona realmente contra a maioria dos sistemas baseados em
            Unix. Outro ponto negativo desses rastreios(scans) é que eles não conseguem
            diferenciar portas <literal>abertas</literal> de alguns tipos de
            portas <literal>filtradas</literal> deixando  com a resposta
            <literal>abera|filtrada</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sA</option> (rastreio(scan) TCP ACK)</term>

          <listitem>
            <para>Este rastreio(scan) é diferente dos outros discutidos até agora pelo
            facto de que ele nunca determina se uma porta está
            <literal>aberta</literal> (ou mesmo
            <literal>aberta|filtrada</literal>). Ele é utilizado para mapear
            conjuntos de regras do firewall determinando se eles são
            orientados à conexão ou não e quais portas estão filtradas.</para>

            <para>O pacote de sondagem do rastreio(scan) ACK tem apenas a flag ACK
            marcada (a menos que  use <option>--scanflags</option>).
            Quando se rastreia(scan) sistemas não-filtrados as portas
            <literal>abertas</literal> e <literal>fechadas</literal> irão
            devolver um pacote RST. O Nmap então coloca nelas o rótulo
            <literal>não-filtradas (unfiltered)</literal> significando que
            elas estão alcançáveis pelo pacote ACK, mas se elas estão
            <literal>abertas</literal> ou <literal>fechadas</literal> é
            indeterminado. Portas que não respondem ou que devolvem certas
            mensagens de erro ICMP (tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13), são
            rotuladas como <literal>filtradas</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sW</option> (rastreio(scan) da Janela TCP)</term>

          <listitem>
            <para>Rastreio(scan) da Janela é exactamente o mesmo que o rastreio(scan) ACK excepto
            que ele explora um detalhe da implementação de certos sistemas de
            forma a diferenciar as portas abertas das fechadas ao invés de
            sempre mostrar <literal>não-filtrada</literal> quando um RST é
            devolvido. Ele faz isso examinando o campo Janela TCP (TCP Window)
            do pacote RST devolvido. Em alguns sistemas as portas abertas
            usam um valor positivo de tamanho de janela (mesmo para pacotes
            RST) enquanto que as portas fechadas têm um valor igual a zero.
            Então, ao invés de mostrar sempre uma porta como
            <literal>não-filtrada</literal> quando se recebe um RST de volta,
            o rastreio(scan) da Janela mostra a porta como <literal>aberta</literal> ou
            <literal>fechada</literal> se o valor da Janela TCP no reset for
            positivo ou zero, respectivamente.</para>

            <para>Este rastreio(scan) se baseia em um detalhe de implementação de uma
            minoria de sistemas na Internet, portanto não se pode confiar
            sempre nele. Sistemas que não suportam isso irão normalmente
            devolver todas as portas como <literal>fechadas</literal>. É claro
            que é possível que a máquina realmente não tenha nenhuma porta
            aberta. Se a maioria das portas rastreadas(scaned) estiver
            <literal>fechada</literal> mas uns poucos números de portas comuns
            (tais como 22, 25, 53) estão <literal>filtrados</literal>, o
            sistema muito provavelmente está vulnerável. De vez em quando os
            sistemas irão mostrar exatamente o comportamento oposto. Se o seu
            rastreio(scan) mostrar 1000 portas abertas e 3 fechadas ou filtradas, então
            essas três podem muito bem ser as verdadeiramente abertas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sM</option> (rastreio(scan) TCP Maimon)</term>

          <listitem>
            <para>O rastreio(scan) Maimon recebeu o nome de seu descobridor, Uriel
            Maimon. Ele descreveu a técnica na Phrack Magazine, edição 49
            (Novembro de 1996). O Nmap, que incluiu essa técnica, foi lançado
            duas edições mais tarde. A técnica é exatamente a mesma que os
            rastreios(scans) Null, FIN e Xmas, exceto que a sondagem é FIN/ACK. De acordo
            com a RFC 793 (TCP) um pacote RST deveria ser gerado em resposta
            a tal sondagem se a porta estiver aberta ou fechada. Entretanto,
            Uriel notou que muitos sistemas derivados do BSD simplesmente
            descartavam o pacote se a porta estivesse aberta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--scanflags</option> (rastreio(scan) TCP Customizado)</term>

          <listitem>
            <para>Usuários verdadeiramente avançados do Nmap não precisam se
            limitar aos tipos de rastreios(scans) enlatados oferecidos. A opção
            <option>--scanflags</option> permite que  desenhe seu próprio
            rastreio(scan) permitindo a especificação de flags TCP arbitrárias. Deixe
            sua imaginação correr solta enquanto dribla sistemas de detecção
            de intrusão cujos fabricantes apenas olharam rapidamente a página
            man do Nmap adicionando regras específicas!</para>

            <para>O argumento do <option>--scanflags</option> pode ser um
            valor numérico da marca (flag) como o 9 (PSH e FIN), mas usar
            nomes simbólicos é mais fácil. Apenas esprema alguma combinação de
            <literal>URG</literal>, <literal>ACK</literal>,
            <literal>PSH</literal>, <literal>RST</literal>,
            <literal>SYN</literal>, e <literal>FIN</literal>. Por exemplo,
            <option>--scanflags URGACKPSHRSTSYNFIN</option> marca tudo, embora
            não seja muito útil para rastreio(scan). A ordem em que essas marcas
            são especificadas é irrelevante.</para>

            <para>Além de especificar as marcas desejadas  pode
            especificar um tipo de rastreio(scan) TCP (como o <option>-sA</option> ou
            <option>-sF</option>). Esse tipo-base diz ao Nmap como interpretar
            as respostas. Por exemplo, um rastreio(scan) SYN considera nenhuma-resposta
            como uma indicação de porta <literal>filtrada</literal> enquanto
            que um rastreio(scan) FIN trata a mesma como
            <literal>aberta|filtrada</literal>. O Nmap irá se comportar da
            mesma forma que o tipo de rastreio(scan)-base escolhido, excepto que ele irá
            usar as marcas TCP que  especificar. Se  não escolher um
            tipo-base, o rastreio(scan) SYN é utilizado.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sI &lt;hostzumbi[:portadesondagem]&gt;</option> (rastreio(scan)
          Idle)</term>

          <listitem>
            <para>Este método avançado de rastreio(scan) permite um rastreio(scan) TCP realmente
            cego das portas do alvo (significando que nenhum pacote é enviado
            para o alvo do seu endereço IP real). Ao invés disso um ataque
            canal-lateral (side-channel) explora a previsível geração de
            sequência de ID, consequência da fragmentação do IP no anfitrião(host)
            zumbi, para juntar informações sobre as portas abertas no alvo.
            Sistemas IDS irão mostrar o rastreio(scan) como se viessem da máquina zumbi
            que  especificou (que deve estar activa e obedecer a alguns
            critérios). Este tipo fascinante de rastreio(scan) é complexo demais para se
            descrever completamente aqui neste guia de referência, então eu
            escrevi e postei um trabalho informal com detalhes completos em
            <ulink url="http://nmap.org/book/idlescan.html" />.</para>

            <para>Além de ser extraordinariamente camuflado (devido à sua
            natureza cega), este tipo de rastreio(scan) permite mapear relações de
            confiança baseadas em IP entre máquinas. A listagem de portas
            mostra as portas abertas <emphasis>da perspectiva do anfitrião(host)
            zumbi.</emphasis> Portanto  pode tentar rastrear(scan) um alvo
            usando vários zumbis que  acha que podem ser confiáveis (via
            regras de router/filtro de pacotes).</para>

            <para>Você pode adicionar os dois-pontos seguindo do número da
            porta ao nome do anfitrião(host) zumbi, se quiser sondar uma porta em
            particular no zumbi verificando as mudanças de IPID. Do contrário
            o Nmap irá utilizar a porta que ele normalmente usa por default
            para pings tcp (80).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sO</option> (Rastreios(Scans) do protocolo IP)</term>

          <listitem>
            <para>Scans do Protocolo IP permitem que  determine quais
            protocolos IP (TCP, ICMP, IGMP, etc.) são suportados pelas
            máquina-alvo. Isso não é tecnicamente um rastreio(scan) de portas, pois
            ele varia os números do protocolo IP ao invés dos números de
            portas TCP e UDP. Ainda assim, ele utiliza a opção
            <option>-p</option> para seleccionar os números de protocolos a
            rastrear(scan), mostra os resultados dentro do formato normal da tabela
            de portas e até usa o mesmo mecanismo de rastreio(scan) dos
            métodos de descoberta de portas. Portanto ele é parecido o
            suficiente com um rastreio(scan) de portas e por isso pertence a este
            lugar.</para>

            <para>Além de ser útil de certa forma, o rastreio(scan) de protocolo mostra o
            poder do software de código aberto. Embora a idéia fundamental
            seja bastante simples, eu não tinha pensado em adicioná-la e nem
            havia recebido nenhuma solicitação para essa funcionalidade.
            Então, no verão de 2000, Gerhard Rieger concebeu a idéia, escreveu
            uma excelente alteração (patch) implementando-a e enviou-a para a
            lista de discussão nmap-hackers. Eu incorporei a alteração na
            árvore do Nmap e lancei uma nova versão no dia seguinte. Poucos
            produtos de software comercial tem usuários entusiasmados o
            suficiente para desenhar e contribuir com melhorias!</para>

            <para>O rastreio(scan) de protocolo funciona de uma forma similar a um rastreio(scan)
            UDP. Ao invés de ficar repetindo alternando o campo de número de
            porta de um pacote UDP, ele envia cabeçalhos de pacote IP e faz a
            repetição alternando o campo de protocolo IP de 8 bits. Os
            cabeçalhos normalmente estão vazios, sem conter dados, nem mesmo
            o cabeçalho apropriado do suposto protocolo. As três
            excepções são o TCP, o UDP e o ICMP. Um cabeçalho de protocolo
            apropriado para estes é incluído, uma vez que alguns sistemas não
            os enviarão caso não tenham e porque o Nmap tem as funções para
            criá-los ao invés de observar as mensagens de erro ICMP de porta
            inalcançável, o rastreio(scan) de protocolo fica de olho nas mensagens ICMP
            de <emphasis>protocolo</emphasis> inalcançável. Se o Nmap recebe
            qualquer resposta de qualquer protocolo do anfitrião(host)-alvo, o Nmap marca
            esse protocolo como <literal>aberto</literal>. Um erro ICMP de
            protocolo não-alcançável (tipo 3, código 2) faz com que o
            protocolo seja marcado como <literal>fechado</literal>. Outros
            erros ICMP do tipo inalcançável (tipo 3, código 1, 3, 9, 10, ou
            13) fazem com que o protocolo seja marcado como
            <literal>filtrado</literal> (embora eles provem, ao mesmo tempo,
            que o ICMP está <literal>aberto</literal>). Se nenhuma resposta
            for recebida após as retransmissões, o protocolo é marcado como
            <literal>aberto|filtrado.</literal></para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-b &lt;anfitrião(host) para relay de ftp&gt;</option> (Rastreio(Scan) de
          FTP bounce)</term>

          <listitem>
            <para>Uma característica interessante do protocolo FTP (<ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc959.txt">RFC 959</ulink>) é
            o suporte a conexões denominadas proxy ftp. Isso permite que um
            usuário conecte-se a um servidor FTP e então solicite que
            arquivos sejam enviados a um terceiro servidor. Tal característica
            é sujeita a abusos em diversos níveis, por isso a maioria dos
            servidores parou de suportá-la. Um dos abusos permitidos é fazer
            com que o servidor FTP efectue o rastreio(scan) das portas de outros anfitriões(hosts).
            Simplesmente solicite que o servidor FTP envie um arquivo para
            cada porta interessante do anfitrião(host)-alvo. A mensagem de erro irá
            descrever se a porta está aberta ou não. Esta é uma boa forma de
            passar por cima de firewalls porque os servidores FTP de empresas
            normalmente são posicionados onde tem mais acesso a outros anfitriões(hosts)
            internos que os velhos servidores da Internet teriam. O Nmap
            suporta o rastreio(scan) de ftp bounce com a opção <option>-b</option>. Ela
            recebe um argumento no formato
            <replaceable>nomedousuário</replaceable>:<replaceable>senha</replaceable>@<replaceable>servidor</replaceable>:<replaceable>porta</replaceable>.
            <replaceable>Servidor</replaceable> é o nome ou endereço IP de um
            servidor FTP vulnerável. Assim como em uma URL normal,  pode
            omitir
            <replaceable>nomedousuário</replaceable>:<replaceable>senha</replaceable>,
            neste caso as credenciais de login anónimo (usuário:
            <literal>anonymous</literal> senha:<literal>-wwwuser@</literal>)
            serão usados. O número da porta (e os dois-pontos) podem ser
            omitidos, e então a porta FTP default (21) no
            <replaceable>servidor</replaceable> será utilizada.</para>

            <para>Esta vulnerabilidade espalhou-se em 1997 quando o Nmap foi
            lançado mas foi corrigida amplamente. Servidores vulneráveis
            ainda estão por aí, então pode valer a pena tentar se tudo o mais
            falhar. Se passar por cima de um firewall é o seu objetivo,
            faça o rastreio(scan) da rede-alvo procurando por uma porta 21 aberta (ou mesmo
            por qualquer serviço FTP se  rastrear(scan) todas as portas com a
            detecção de versão), então tente um rastreio(scan) bounce usando-as. O Nmap
            irá dizer se o anfitrião(host) é vulnerável ou não. Se  estiver apenas
            tentando encobrir suas pegadas,  não precisa (e, na verdade,
            não deveria) limitar-se a anfitriões(hosts) na rede-alvo. Antes de sair
            rastreando endereços aleatórios na Internet procurando por
            servidores FTP, considere que os administradores de sistemas podem
            não apreciar o seu abuso nos servidores deles.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-specification">
      <title>Especificação de Portas e Ordem de Scan</title>

      <para>Somado a todos os métodos de rastreio(scan) discutidos anteriormente, o Nmap
      oferece opções para especificar quais portas são rastreadas(scaned) e se a ordem
      de rastreio(scan) é aleatória ou sequencial. Por default, o Nmap rastreia(scan)
      todas as portas até, e incluindo, 1024, bem como portas com numeração
      alta listadas no arquivo <filename>nmap-services</filename> para
      o(s) protocolo(s) rastreados(scaned).</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-p &lt;faixa de portas&gt;</option> (Rastreia apenas
          as portas especificadas)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção especifica quais as portas que  deseja rastrear(scan)
            e prevalece sobre o default. Números de portas individuais são OK,
            bem como as faixas separadas por um hífen (p.ex.: 1-1023). Os
            valores iniciais e/ou finais da faixa podem ser omitidos, o que
            faz com que o Nmap use 1 e 65535 respectivamente. Portanto 
            pode especificar <option>-p-</option> para rastrear(scan) as portas de 1
            até 65535. Escanear a porta zero é permitido se  especificar
            explicitamente. Para o rastreio(scan) do protocolo IP
            (<option>-sO</option>), esta opção especifica os números dos
            protocolos que  deseja rastrear(scan) (0-255).</para>

            <para>Quando rastrear(scan) ambas as portas TCP e UDP,  pode
            especificar um protocolo em particular precedendo os números de
            portas com <literal>T:</literal> ou <literal>U:</literal>. O
            qualificador dura até que  especifique um novo qualificador.
            Por exemplo, o argumento <option>-p
            U:53,111,137,T:21-25,80,139,8080</option> faria o rastreio(scan) das portas UDP
            53, 111 e 137, bem como as portas TCP listadas. Note que para
            rastrear(scan) ambas as portas UDP &amp; TCP,  tem que especificar
            <option>-sU</option> e pelo menos um tipo de rastreio(scan) TCP (tal como
            <option>-sS</option>, <option>-sF</option> ou
            <option>-sT</option>). Se nenhum qualificador de protocolo for
            informado, os números de portas serão acrescentados à todas as
            listas de protocolos.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-F</option> (rastreio(scan) Rápido (portas limitadas))</term>

          <listitem>
            <para>Especifica que  deseja apenas rastrear(scan) as portas
            listadas no arquivo <filename>nmap-services</filename> que vem com
            o nmap (ou o arquivo de protocolos para o <option>-sO</option>).
            Isto é muito mais rápido do que rastrear(scan) todas as 65535 portas de
            um anfitrião(host). Pelo facto desta lista conter tantas portas TCP (mais de
            1200), a diferença de velocidade de um rastreio(scan) TCP default (cerca de
            1650 portas) não é dramática. A diferença pode ser enorme se 
            especificar seu próprio minúsculo arquivo
            <filename>nmap-services</filename> usando a opção
            <option>--datadir</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-r</option> (Não usa as portas de forma
          aleatória)</term>

          <listitem>
            <para>Por default o Nmap usa a ordem das portas a serem
            rastreadas de forma aleatória (excepto aquelas portas normalmente
            acessíveis que são movidas próximas ao início por
            motivos de eficiência). Essa técnica de busca aleatória
            normalmente é desejável mas  pode especificar
            <option>-r</option> para um rastreio(scan) de portas
            sequencial.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-version-detection">
      <title>Detecção de Serviço e Versão</title>

      <para>Aponte o Nmap para uma máquina remota e ele poderá lhe dizer que
      as portas 25/tcp, 80/tcp e 53/udp estão abertas. Utilizar o banco de
      dados <filename>nmap-services</filename> com cerca de 2.200 serviços
      bastante conhecidos do Nmap iria relatar que aquelas portas
      provavelmente correspondem a um servidor de correio eletrônico (SMTP), a
      um servidor de páginas web (HTTP) e a um servidor de nomes (DNS)
      respectivamente. Essa pesquisa normalmente é precisa -- a grande maioria
      de daemons escutando na porta TCP 25 é de facto de servidores de
      correio eletrónico. Entretanto  não deveria apostar a sua segurança
      nesta informação! As pessoas podem e executam serviços em portas
      estranhas.</para>

      <para>Mesmo que o Nmap esteja certo e o servidor hipotético acima
      esteja executando os serviços SMTP, HTTP e DNS, isso não é informação o
      bastante. Quando fizer uma avaliação de vulnerabilidades (ou mesmo um
      simples inventário da rede) de sua empresa ou clientes,   realmente
      deseja saber qual o programa-servidor de correio eletrónico ou de nomes
      e as versões que estão rodando. Ter um número de versão exacto ajuda
      substancialmente na determinação de quais explorações (exploits) o
      servidor está vulnerável. A detecção de versão ajuda a obter esta
      informação.</para>

      <para>Depois que as portas TCP e/ou UDP forem descobertas usando
      qualquer um dos outros métodos de rastreio(scan), a detecção de versão interroga
      essas portas para determinar mais informações sobre o que realmente
      sendo executado nessas portas. O banco de dados
      <filename>nmap-service-probes</filename> do Nmap contém sondagens para
      pesquisar diversos serviços e expressões de acerto (match expressions)
      para reconhecer e destrinchar as respostas. O Nmap tenta determinar os
      protocolos de serviços (p.ex.: ftp, ssh, telnet, http), o nome da
      aplicação (p.ex.: ISC Bind, Apache httpd, Solaris telnetd), o número da
      versão, o nome do anfitrião(host), tipo de dispositivo (p.ex.: impressora,
      router), a família do SO (p.ex.: Windows, Linux) e às vezes detalhes
      diversos do tipo, se um servidor X está aberto para conexões, a versão
      do protocolo SSH ou o nome do usuário do KaZaA. É claro que a maioria
      dos serviços não fornece todas essas informações. Se o Nmap foi
      compilado com o suporte ao OpenSSL ele irá se conectar aos servidores
      SSL para deduzir qual o serviço que está escutando por trás da camada
      criptografada. Quando os serviços RPC são descobertos, o "amolador" de
      RPC (RPC grinder) do Nmap (<option>-sR</option>) é automaticamente
      utilizado para determinar o nome do programa RPC e o número da versão.
      Algumas portas UDP são deixadas no estado
      <literal>aberta|filtrada</literal> depois que rastreio(scan) de porta UDP não
      consegue determinar se a porta está aberta ou filtrada. A detecção de
      versão irá tentar provocar uma resposta dessas portas (do mesmo jeito
      que faz com as portas abertas) e alterar o estado para aberta se
      conseguir. Portas TCP do tipo <literal>aberta|filtrada</literal> são
      tratadas da mesma forma. Note que a opção <option>-A</option> do Nmap
      habilita a detecção de versão entre outras coisas. Um trabalho
      documentando o funcionamento, uso e customização da detecção de versão
      está disponível em <ulink
      url="http://www.insecure.org/nmap/versionscan.html" />.</para>

      <para>Quando o Nmap recebe uma resposta de um serviço mas não consegue
      encontrá-la em seu banco de dados, ele mostra uma identificação
      (fingerprint) especial e uma URL para que  envie informações se
      souber com certeza o que está rodando nessa porta. Por favor considere
      dispor de alguns minutos para mandar essa informação de forma que sua
      descoberta possa beneficiar a todos. Graças a esses envios o Nmap tem
      cerca de 3.000 padrões de acerto para mais de 350 protocolos, tais como
      o smtp, ftp, http, etc.</para>

      <para>A detecção de versão é habilitada e controlada com as seguintes
      opções:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sV</option> (detecção de versão)</term>

          <listitem>
            <para>Habilita a detecção de versão, conforme discutido acima.
            Alternativamente  pode usar a opção <option>-A</option> para
            habilitar tanto a detecção de SO como a detecção de versão.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--allports</option> (Não exclui nenhuma porta da
          detecção de versão)</term>

          <listitem>
            <para>Por default a detecção de versão do Nmap salta a porta TCP
            9100 por causa de algumas impressoras que imprimem qualquer coisa
            que seja enviada para essa porta, levando a dezenas de páginas com
            requisições HTTP, requisições de sessões SSL binárias, etc. Esse
            comportamento pode ser alterado modificando-se ou removendo a
            directiva <literal>Exclude</literal> no
            <filename>nmap-service-probes</filename> ou  pode especificar
            <option>--allports</option> para rastrear(scan) todas as portas
            independente de qualquer directiva
            <literal>Exclude</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-intensity &lt;intensidade&gt;</option>
          (Estabelece a intensidade do rastreio(scan) de versão)</term>

          <listitem>
            <para>Quando está executando um rastreio(scan) de versão
            (<option>-sV</option>) o nmap envia uma série de sondagens, cada
            qual com um valor atribuído de raridade, entre 1 e 9. As sondagens
            com números baixos são efectivas contra uma ampla variedade de
            serviços comuns, enquanto as com números altos são raramente
            úteis. O nível de intensidade especifica quais sondagens devem ser
            utilizadas. Quando mais alto o número, maiores as chances de o
            serviço ser corretamente identificado. Entretanto rastreios(scans) de alta
            intensidade levam mais tempo. A intensidade deve estar entre 0 e
            9. O default é 7. Quando uma sondagem é registrada na porta-alvo
            através da directiva <filename>nmap-service-probes</filename>
            <literal>ports</literal>, essa sondagem é tentada
            independentemente do nível de intensidade. Isso assegura que as
            sondagens DNS sempre serão tentadas contra qualquer porta 53
            aberta e a sondagem SSL será realizada contra a 443, etc.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-light</option> (Habilita o modo leve
          (light))</term>

          <listitem>
            <para>Esse é um apelido conveniente para
            <option>--version-intensity 2</option>. Esse modo leve torna o
            rastreio(scan) de versão muito mais rápido, mas é ligeiramente menos
            provável que identifique os serviços.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-all</option> (Tenta simplesmente todas as
          sondagens)</term>

          <listitem>
            <para>Um apelido para <option>--version-intensity 9</option>,
            assegurando que todas as sondagens sejam tentadas contra cada
            porta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-trace</option> (Monitora as atividades do
          rastreio(scan) de versão)</term>

          <listitem>
            <para>Isto faz com que o Nmap mostre informações de depuração
            extensivas sobre o que o rastreio(scan) de versão está fazendo. É um
            sub-conjunto do que  obteria com
            <option>--packet-trace</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sR</option> (Scan RPC)</term>

          <listitem>
            <para>Este método trabalha em conjunto com os vários métodos de
            rastreio(scan) de portas do Nmap. Ele pega todas as portas TCP/UDP
            descobertas no estado aberta e inunda-as com comandos NULL do
            programa SunRPC em uma tentativa de determinar se elas são portas
            RPC e se forem, quais programas e números de versão elas mostram.
            Dessa forma  pode obter efectivamente a mesma informação que o
            <command>rpcinfo -p</command> mesmo se o portmapper do alvo
            estiver atrás de um firewall (ou protegido por TCP wrappers).
            Chamarizes não funcionam ainda com o rastreio(scan) RPC. Isso é habilitado
            automaticamente como parte do rastreio(scan) de versão
            (<option>-sV</option>) se  o solicitar. Como a detecção de
            versão inclui isso e é muito mais abrangente, o
            <option>-sR</option> raramente é necessário.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-os-detection">
      <title>Detecção de SO</title>

      <para>Uma das características mais conhecidas do Nmap é a detecção
      remota de SO utilizando a identificação da pilha (stack fingerprinting)
      do TCP/IP. O Nmap envia uma série de pacotes TCP e UDP ao anfitrião(host) remoto e
      examina praticamente todos os bits das respostas. Após executar dezenas
      de testes como a amostragem TCP ISN, suporte e ordenamento das opções do
      TCP, amostragem IPID e a observação do tamanho inicial da janela, o Nmap
      compara os resultados com o banco de dados
      <filename>nmap-os-fingerprints</filename> com mais de 1500
      identificações de SO conhecidas e mostra os detalhes do SO se houver uma
      correspondência. Cada identificação inclui uma descrição textual livre
      do SO e uma classificação que fornece o nome do fabricante (p.ex.: Sun),
      SO base (p.ex.: Solaris), geração do SO (p.ex.: 10) e tipo de
      dispositivo (genérico, router, switch, consola de jogo, etc.).</para>

      <para>Se o Nmap não conseguir identificar o SO da máquina e as
      condições forem favoráveis (p.ex.: pelo menos uma porta aberta e uma
      porta fechada foram encontradas), o Nmap irá fornecer uma URL onde 
      poderá enviar a identificação se souber (com certeza) o SO em execução
      na máquina. Fazendo isso,  contribui para o pool de sistemas
      operacionais conhecidos pelo Nmap e, com isso, ele será mais preciso
      para todos.</para>

      <para>A detecção de SO habilita diversos outros testes que usam as
      informações coletadas durante o processo. Um deles é a medição de
      uptime, que utiliza a opção timestamp do TCP (RFC 1323) para supor
      quando uma máquina foi reiniciada pela última vez. Isso apenas é
      mostrado para as máquinas que fornecem essa informação. Outro é a
      Classificação de Previsibilidade da Seqüencia do TCP. Ele mede
      aproximadamente o grau de dificuldade de se estabelecer uma conexão TCP
      forjada contra um anfitrião(host) remoto. É útil para se explorar relações de
      confiança baseadas no IP de origem (rlogin, filtros de firewall, etc.)
      ou para ocultar a origem de um ataque. Esse tipo de enganação (spoofing)
      raramente é executada hoje em dia, mas muitas máquinas ainda estão
      vulneráveis a ele. O número de dificuldade real é baseado em amostragens
      estatísticas e pode variar. Normalmente é melhor usar a classificação em
      inglês, do tipo <quote>worthy challenge</quote> (um desafio que vale a
      pena) ou <quote>trivial joke</quote> (uma piada, muito fácil). Isso só é
      mostrado na saída normal do modo verbose (<option>-v</option>). Quando o
      modo verbose é habilitado juntamente com o <option>-O</option>, a
      Geração de Seqüencia IPID também é mostrada. A maioria das máquinas é
      classificada como <quote>incremental</quote> , o que significa que elas
      incrementam o campo ID no cabeçalho IP para cada pacote que envia. Isso
      torna-as vulnerável a diversos ataques avançados de levantamento e
      forjamento de informações.</para>

      <para>Um trabalho documentando o funcionamento, utilização e
      customização da datecção de versão está disponível em mais de uma dezena
      de línguas em <ulink
      url="http://www.insecure.org/nmap/osdetect/" />.</para>

      <para>A deteção de SO é habilitada e controlada com as seguintes
      opções:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-O</option> (Habilita a detecção de SO)</term>

          <listitem>
            <para>Habilita a deteção de SO como discutido acima.
            Alternativamente pode usar <option>-A</option> para
            habilitar tanto a detecção de SO quanto a detecção de
            versão.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--osscan-limit</option> (Limitar a detecção de SO a
          alvos promissores)</term>

          <listitem>
            <para>A detecção de SO é bem mais eficiente se ao menos uma porta
            TCP aberta e uma fechada for encontrada. Escolha esta opção e o
            Nmap não irá nem tentar a detecção de SO contra anfitriões(hosts) que não
            correspondam a este critério. Isso pode economizar um tempo
            considerável, particularmente em rastreios(scans) <option>-P0</option> contra
            muitos anfitriões(hosts). Isso só importa quando a detecção de SO é solicitada
            através de <option>-O</option> ou <option>-A</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--osscan-guess</option>; <option>--fuzzy</option>
          (Resultados de tentativas de detecção de SO)</term>

          <listitem>
            <para>Quano o Nmap não é capaz de detectar uma correspondência
            exacta de SO, às vêzes ele oferece possibilidades aproximada. A
            correspondência tem que ser muito próxima para o Nmap fazer isso
            por default. Qualquer uma dessas opções (equivalentes) tornam as
            tentativas do Nmap mais agressivas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-performance">
      <title>Temporização (Timing) e Desempenho</title>

      <para>Uma das minhas mais altas prioridades no desenvolvimento do Nmap
      tem sido o desempenho. Um rastreio(scan) default (<command>nmap
      <replaceable>hostname</replaceable></command>) de um anfitrião(host) em minha rede
      local leva apenas um quinto de segundo. Isso mal dá tempo de piscar o
      olho, mas esse tempo conforme  está rastreando dezenas ou centenas
      de milhares de anfitriões(hosts). Além disso, certos tipos de rastreio(scan) como o
      rastreio(scan) UDP ou a detecção de versão, aumentam o tempo de
      rastreio(scan) substancialmente. Da mesma forma algumas configurações de
      firewall fazem o mesmo, particularmente quando limitam a taxa de
      resposta. Embora o Nmap se utilize de paralelismo e muitos outros
      algoritmos avançados para acelerar esses rastreios(scans) o usuário tem o controle
      final sobre como o Nmap executa. Usuários avançados elaboram comandos do
      Nmap cuidadosamente para obter apenas as informações que importam,
      sempre se preocupando com as restrições de tempo.</para>

      <para>Técnicas para melhorar os tempos de rastreio(scan) incluem omitir testes
      não-críticos e atualizar até a versão mais recente do Nmap (melhorias de
      desempenho são feitas freqüentemente). Otimizar os parâmetros de tempo
      também podem fazer uma grande diferença. Essas opções estão listadas
      abaixo.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>--min-hostgroup &lt;milissegundos&gt;</option>;
          <option>--max-hostgroup &lt;milissegundos&gt;</option> (Ajuste dos
          tamanhos dos grupos de rastreio(scan) paralelos)</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap tem a habilidade de fazer um rastreio(scan) de portas ou de
            versões em múltiplos anfitriões(hosts) em paralelo. O Nmap faz isso dividindo
            a faixa de endereços IP-alvo em grupos e então rastreando um
            grupo de cada vez. No geral grupos maiores são mais eficientes. A
            contrapartida é que os resultados dos anfitriões(hosts) não pode ser fornecido
            até que o grupo inteiro tenha terminado. Portanto se o Nmap
            começou com um tamanho de grupo igual a 50, o usuário não
            receberia nenhum relatório (exceto pelas atualizações mostradas no
            modo verbose) até que os primeiros 50 anfitriões(hosts) tivessem
            completado.</para>

            <para>Por default, o Nmap assume um compromisso para resolver esse
            conflito. Ele começa com um tamanho de grupo pequeno, igual a
            cinco, para que os primeiros resultados venham rápido e então
            aumenta o tamanho até que chegue em 1024. O número default exacto
            depende das opções fornecidas. Por questões de eficiência o Nmap
            usa tamanhos de grupo maiores para o UDP ou para rastreios(scans) TCP com
            poucas portas.</para>

            <para>Quando o tamanho de grupo máximo é especificado com
            <option>--max-hostgroup</option>, o Nmap nunca irá exceder esse
            tamanho. Especifique um tamanho mínimo com
            <option>--min-hostgroup</option> e o Nmap irá tentar manter o
            tamanho dos grupos acima desse nível. O Nmap pode ter que usar
            tamanhos menores do que  especificou, se não houverem
            anfitriões(hosts)-alvo suficientes restando em uma dada interface para
            completar o mínimo especificado. Ambos podem ser configurados para
            manter o tamanho do grupo dentro de uma faixa específica, embora
            isso raramente seja desejado.</para>

            <para>O uso primário destas opções é especificar um tamanho de
            grupo mínimo grande de forma que o rastreio(scan) completo seja executado mais
            rapidamente. Uma escolha comum é 256 para rastrear(scan) uma rede em
            blocos de tamanho Classe C. Para um rastreio(scan) com muitas portas
            exceder esse número não irá ajudar muito. Para rastreios(scans) com poucos
            números de portas um tamanho de grupo de anfitriões(hosts) de 2048 ou mais
            pode ser útil.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--min-parallelism &lt;milissegundos&gt;</option>;
          <option>--max-parallelism &lt;milissegundos&gt;</option> (Ajuste da
          paralelização das sondagens)</term>

          <listitem>
            <para>Estas opções controlam o número total de sondagens que podem
            estar pendentes para um grupo de anfitriões(hosts). Elas são usadas para o
            rastreio(scan) de portas e para a descoberta de anfitriões(hosts). Por default
            o Nmap calcula um paralelismo ideal e constantemente actualizado
            baseado no desempenho da rede. Se os pacotes estiverem sendo
            descartados o Nmap reduz o ritmo e liberta menos sondagens
            pendentes. O número de sondagens ideal aumenta vagarosamente
            conforme a rede se mostre mais confiável. Estas opções estabelecem
            limites mínimo e máximo nessa variável. Por default o paralelismo
            ideal pode cair até 1 se a rede se mostrar não-confiável e subir
            até diversas centenas em condições perfeitas.</para>

            <para>O uso mais comum é estabelecer
            <option>--min-parallelism</option> em um número maior que um para
            melhorar a velocidade dos rastreios(scans) de anfitriões(hosts) ou redes com desempenho
            ruim. Esta é uma opção arriscada para se ficar brincando pois
            configurar um valor alto demais pode afetar a precisão. Configurar
            isso também reduz a habilidade do Nmap de controlar o paralelismo
            dinamicamente baseado nas condições da rede. Um valor igual a dez
            pode ser razoável, embora eu só ajuste esse valor como última
            alternativa.</para>

            <para>A opção <option>--max-parallelism</option> às vêzes é
            configurada para evitar que o Nmap envie aos anfitriões(hosts) mais do que uma
            sondagem de cada vez. Isso pode ser útil em conjunto com
            <option>--scan-delay</option> (discutido mais tarde), embora esta
            última normalmente sirva bem ao propósito por si só.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--min_rtt_timeout &lt;milissegundos&gt;</option>,
          <option>--max-rtt-timeout &lt;milissegundos&gt;</option>,
          <option>--initial-rtt-timeout &lt;milissegundos&gt;</option> (Ajuste
          de tempo de expiração (timeouts) das sondagens)</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap mantém um valor de tempo de expiração (timeout) de
            execução para determinar quanto tempo ele deve esperar por uma
            resposta de uma sondagem antes de desistir ou retransmitir essa
            sondagem. Isso é calculado com base nos tempos de resposta de
            sondagens anteriores. Se a lentidão da rede se mostra
            significativa e variável esse tempo de expiração pode subir para
            vários segundos. Ele também começa com um nível conservador
            (alto) e pode ficar desse jeito por um tempo enquanto o Nmap
            rastreia(scan) anfitriões(hosts) não-responsivos.</para>

            <para>Estas opções recebem um valor em milissegundos. Especificar
            um <option>--max-rtt-timeout</option> e
            <option>--initial-rtt-timeout</option> mais baixos que o default
            pode reduzir o tempo de rastreio(scan) significativamente. Isso é
            particularmente verdade para rastreios(scans) sem ping
            (<option>-P0</option>) e para aqueles contra redes bastante
            filtradas. Mas não se torne muito agressivo. O rastreio(scan) pode acabar
            levando mais tempo se  especificar um valor tão baixo que
            muitas sondagens irão expirar o tempo e serem retransmitidas
            enquanto a resposta ainda está em trânsito.</para>

            <para>Se todos os anfitriões(hosts) estão em uma rede local, 100 milissegundos
            é um valor de <option>--max-rtt-timeout</option> razoavelmente
            agressivo. Se houver roteamento envolvido faça um ping de um anfitrião(host)
            da rede primeiro com o utilitário ICMP ping ou com um formatador
            de pacotes customizados como o hping2, que pode passar por um
            firewall mais facilmente. Descubra o tempo máximo de round trip em
            dez pacotes mais ou menos. Coloque o dobro desse valor em
            <option>--initial-rtt-timeout</option> e o triplo ou quádruplo
            para o <option>--max-rtt-timeout</option>. Normalmente eu não
            configuro o rtt máximo abaixo de 100ms, não importa quais os
            tempos de ping. Eu também não excedo o valor 1000ms.</para>

            <para><option>--min_rtt_timeout</option> é uma opção raramente
            utilizada que poderia ser útil quando uma rede é tão não-confiável
            que mesmo o default do Nmap é muito agressivo. Considerando que o
            Nmap apenas reduz o tempo de expiração para um valor mínimo quando
            a rede parece ser confiável, esta necessidade não é comum e
            deveria ser reportada à lista de discussão nmap-dev como um
            bug.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--host-timeout &lt;milissegundos&gt;</option> (Desiste
          em anfitriões(hosts)-alvo lentos)</term>

          <listitem>
            <para>Alguns anfitriões(hosts) simplesmente levam tempo
            <emphasis>demais</emphasis> para serem rastreados. Isso pode ser
            causado por um hardware ou software de rede com fraco desempenho
            ou pouco confiável, limitação na taxa dos pacotes ou por um
            firewall restritivo. Os poucos anfitriões(hosts) mais lentos de todos os anfitriões(hosts)
            escaneados podem acabar sendo responsáveis pela maior parte do
            tempo total gasto com o rastreio(scan). Às vêzes é melhor cortar fora o
            prejuízo e saltar esses anfitriões(hosts) logo no início. Isso pode ser feito
            especificando <option>--host-timeout</option> com o número de
            milissegundos que  tolera esperar. Eu normalmente especifico
            1800000 para ter certeza de que o Nmap não irá gastar mais do que
            meia hora em um único anfitrião(host). Note que o Nmap pode estar escaneando
            outros anfitriões(hosts) ao mesmo tempo em que essa meia hora desse único anfitrião(host)
            está correndo, então não é uma perda de tempo total. Um anfitriões(hosts) que
            expira o tempo é saltado. Nenhum resultado de tabela de portas,
            detecção de SO ou detecção de versão é mostrado para esse
            anfitrião(host).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--scan-delay &lt;milissegundos&gt;</option>;
          <option>--max_scan-delay &lt;milissegundos&gt;</option> (Ajusta o
          atraso entre sondagens)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção faz com que o Nmap aguarde um determinado número
            de milissegundos entre cada sondagem enviada a um dado anfitrião(host). Isto
            é particularmente útil no caso de limitação de taxas de
            transferência. Máquinas Solaris (entre muitas outras) irão
            normalmente responder a pacotes de sondagens de rastreios(scans) UDP com
            apenas uma mensagem ICMP por segundo. Qualquer número maior que
            isso, enviado pelo Nmap, será um desperdício. Um
            <option>--scan-delay</option> de 1000 irá manter uma taxa de
            transferência baixa. O Nmap tenta detectar a limitação de taxa e
            ajusta o atraso no rastreio(scan) de acordo, mas não dói especificar
            explicitamente se   já sabe qual a taxa que funciona
            melhor.</para>

            <para>Outro uso do <option>--scan-delay</option> é para evitar os
            sistemas de prevenção e deteção de intrusão (IDS/IPS) baseados em
            limites.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-T
          &lt;Paranoid|Sneaky|Polite|Normal|Aggressive|Insane&gt;</option>
          (Estabelece um padrão de temporização)</term>

          <listitem>
            <para>Embora os controles de temporização de ajuste fino
            discutidos nas seções anteriores sejam poderosos e efectivos,
            algumas pessoas consideram-nos confusos. Escolher os
            valores apropriados pode às vêzes levar mais tempo do que o
            próprio rastreio(scan) que está tentando optimizar. Por isso o Nmap
            oferece uma aproximação mais simples com seis padrões de
            temporização. Você pode especificá-los com a opção
            <option>-T</option> e os números (0 - 5) ou os nomes. Os nomes de
            padrões são paranóico (paranoid, 0), furtivo (sneaky, 1), educado
            (polite, 2), normal (3), agressivo (agressive, 4) e insano
            (insane, 5). Os dois primeiros são para evitar um IDS. O modo
            educado (ou polido), diminui o ritmo de rastreio(scan) para usar
            menos banda e recursos da máquina alvo. O modo normal é o default
            e, portanto, <option>-T3</option> não faz nada. O modo agressivo
            acelera os rastreios(scans) assumindo que  está em uma rede razoavelmente
            rápida e confiável. Finalmente, o modo insano assume que  está
            em uma rede extraordinariamente rápida ou está disposto a
            sacrificar alguma precisão pela velocidade.</para>

            <para>Estes padrões permitem que o usuário especifique o quão
            agressivo desejam ser, ao mesmo tempo que deixam o Nmap escolher
            os valores de temporização exactos. Os padrões também fazem ajustes
            pequenos na velocidade onde ainda não existem opções para controle
            de ajuste fino. Por exemplo, <option>-T4</option> proibe que o
            atraso dinâmico de rastreio(scan) exceda 10ms para portas TCP e
            <option>-T5</option> corta esse valor para 5 milissegundos.
            Padrões podem ser utilizados em conjunto com controles de ajuste
            fino desde que o padrão seja especificado primeiramente. Do
            contrário os valores default para os padrões irão se sobrepor aos
            valores que  especificar. Eu recomendo usar
            <option>-T4</option> quando rastrear(scan) redes razoavelmente modernas
            e confiáveis. Mantenha essa opção (no começo da linha de comando)
            mesmo que  adicione controles de ajuste fino, de forma que
             possa se beneficiar com as pequenas otimizações extras que
            ela habilita.</para>

            <para>Se  tiver uma conexão ethernet ou de banda-larga
            decente, eu recomendaria sempre utilizar <option>-T4</option>.
            Algumas pessoas adoram o <option>-T5</option> embora seja
            agressivo demais para o meu gosto. As pessoas às vêzes especificam
            <option>-T2</option> porque acham que diminui a probabilidade de
            travar os anfitriões(hosts) ou porque elas consideram-se educadas em geral.
            Normalmente elas não percebem o quão lento o <option>-T
            Polite</option> realmente é. Esses rastreios(scans) podem levar dez vêzes
            mais tempo que um rastreio(scan) default. Travamento de máquinas e problemas
            com a banda são raros com as opções de temporização default
            (<option>-T3</option>) e portanto, eu normalmente as recomendo
            para escaneadores precavidos. Omitir a detecção de versão é bem
            mais eficaz do que ficar brincando com os valores de temporização
            para reduzir esses problemas.</para>

            <para>Embora o <option>-T0</option> e o <option>-T1</option>
            possam ser usados para evitar alertas no IDS, eles irão leva muito
            mais tempo para rastrear(scan) milhares de máquinas ou portas. Para um
            rastreio(scan) tão amplo prefira estabelecer os valores exatos de
            temporização que  precisa ao invés de depender dos valores
            "engessados" de <option>-T0</option> e
            <option>-T1</option>.</para>

            <para>Os principais efeitos de <option>T0</option> é serializar o
            rastreio(scan) de forma que apenas uma porta é rastreada de cada vez e então
            aguardar cinco minutos entre o envio de cada sondagem.
            <option>T1</option> e <option>T2</option> são similares mas
            aguardam apenas 15 segundos e 0,4 segundos, respectivamente, entre
            as sondagens. <option>T3</option> é o comportamento default do
            Nmap, que inclui o paralelismo. <option>T4</option> faz o mesmo
            que <option>--max-rtt-timeout 1250 --initial-rtt-timeout
            500</option> e estabelece o atraso máximo de rastreio(scan) TCP em 10
            milissegundos. <option>T5</option> faz o mesmo que
            <option>--max-rtt-timeout 300 --min_rtt_timeout 50
            --initial-rtt-timeout 250 --host-timeout 900000</option> e
            estabelece o atraso máximo de rastreio(scan) TCP em 5ms.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-bypass-firewalls-ids">
      <title>Evitando e enganando o Firewall/IDS</title>

      <para>Muitos pioneiros da Internet vislumbraram uma rede mundial aberta
      com um espaço de endereçamento IP universal que permitisse conexões
      virtuais entre quaisquer dois nós. Isso permite que os anfitriões(hosts) actuem como
      verdadeiros semelhantes, servindo e obtendo informações uns dos outros.
      As pessoas poderiam aceder a seus computadores domésticos do trabalho,
      mudando os ajustes do controle de climatização ou abrindo as portas para
      convidados. Essa visão de conectividade universal foi sufocada pela
      falta de espaço de endereçamento e preocupações com a segurança. No
      início dos anos 1990 as empresas começaram a instalar firewalls para o
      propósito claro de reduzir a conectividade. Rede enormes foram isoladas
      da Internet-sem-fronteiras por proxies de aplicativos, tradução de
      endereçamento de rede (network address translation) e filtros de
      pacotes. O fluxo irrestrito de informações deu a vez à regulamentação
      acirrada de canais de comunicação autorizados e ao conteúdo que neles
      trafegam.</para>

      <para>As obstruções de rede como o firewall podem tornar o mapeamente
      de uma rede extremamente difícil. E isso não vai se tornar mais fácil,
      pois sufocar as sondagens casuais é freqüentemente o objetivo
      principal de se instalar esses dispositivos. Apesar disso o Nmap
      oferece muitas ferramentas para ajudar a entender essas redes complexas
      e para verificar que os filtros estão funcionando como esperado. Ele até
      suporta mecanismos para passar por cima de defesas mal implementadas. Um
      dos melhores métodos para se entender a postura de segurança de uma rede
      é tentar derrubá-la. Pense com a mente de uma pessoa que quer atacá-lo
      e aplique técnicas desta seção contra a sua rede. Lance um rastreio(scan) FTP
      bounce, um rastreio(scan) idle, um ataque de fragmentação ou tente "tunelar"
      (criar um túnel) através de um de seus próprios proxies.</para>

      <para>Além de restringir a atividade de rede as empresas estão
      monitorando o tráfego cada vez mais com sistemas de detecção de
      intrusão (IDS). Todos os principais IDS vêm com regras designadas para
      detectar rastreios(scans) feitos com o Nmap porque os rastreios(scans) são, às vêzes,
      precursores de ataques. Muitos desses produtos foram recentemente
      metamorfoseados em sistemas de <emphasis>prevenção</emphasis> de
      intrusão (IPS) que bloqueiam o tráfego considerado malicioso de forma
      activa. Infelizmente para administradores de rede e vendedores de IDS,
      detectar confiavelmente as más intenções através da análise de dados de
      pacotes é um problema difícil. Atacantes com paciência, habilidade e a
      ajuda de certas opções do Nmap podem normalmente passar por um IDS sem
      serem detectados. Enquanto isso, os administradores devem lidar com um
      alto número de resultados do tipo falso-positivo onde actividades
      inocentes são diagnosticadas erradamente e recebem alertas ou são
      bloqueadas.</para>

      <para>De vez em quando as pessoas sugerem que o Nmap não deveria
      oferecer opções que permitam evitar as regras de firewalls ou passar
      desapercebidos por IDSs. Elas argumentam que essas características são
      tão sujeitas à má-utilização por atacantes quanto são utilizadas por
      administradores para aumentar a segurança. O problema com esta lógica é
      que esses métodos ainda assim seriam utilizados pelos atacantes que
      encontrariam outras ferramentas ou então acrescentariam essa
      funcionalidade no Nmap. Enquanto isso os administradores achariam muito
      mais difícil executar suas tarefas. Instalar apenas servidores FTP
      modernos e corrigidos é uma defesa muito melhor do que tentar evitar a
      distribuição de ferramentas que implementem o ataque FTP bounce.</para>

      <para>Não existe uma carta mágica (ou opção do Nmap) para detectar e
      subverter firewalls e sistemas IDS. É necessário habilidade e
      experiência. Um tutorial está além do objectivo deste guia de referência
      que apenas lista as opções relevantes e descreve suas funções.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-f</option> (fragmenta os pacotes);
          <option>--mtu</option> (usando a MTU especificada)</term>

          <listitem>
            <para>A opção <option>-f</option> faz com que o rastreio(scan) solicitado
            (incluindo rastreios(scans) usando ping) utilize pequenos pacotes IP
            fragmentados. A idéia é dividir o cabeçalho TCP em diversos
            pacotes para tornar mais difícil para os filtros de pacotes, os
            sistemas de detecção de intrusão e outros aborrecimentos,
            detectar o que  está fazendo. Tenha cuidado com isto! Alguns
            programas tem problemas para lidar com estes pequenos pacotes. O
            sniffer da velha-guarda chamado Sniffit sofria uma falha de
            segmentação assim que recebia o primeiro fragmento. Especifique
            esta opção uma vez e o Nmap dividirá os pacotes em 8 bytes ou
            menos após o cabeçalho IP. Portanto, um cabeçalho TCP de 20 bytes
            seria dividido em 3 pacotes. Dois com oito bytes do cabeçalho TCP
            e um com os quatro restantes. É claro que cada fragmento também
            tem um cabeçalho IP. Especifique <option>-f</option> novamente
            para usar 16 bytes por fragmento (reduzindo o número de
            fragmentos). Ou então,  pode especificar o seu próprio tamanho
            de quebra com a opção <option>--mtu</option>. Não especifique
            também o <option>-f</option> se  usar o
            <option>--mtu</option>. A quebra deve ser um múltiplo de 8. Embora
            os pacotes fragmentados não passem por filtros de pacotes e
            firewalls que enfilerem todos os fragmentos IP, tal como a opção
            CONFIG_IP_ALWAYS_DEFRAG do kernel do Linux faz, algumas redes não
            aguentam o impacto no desempenho que isso causa deixando a opção
            desabilitada. Outros não conseguem habilitar isso porque os
            fragmentos podem seguir por rotas diferentes na rede. Alguns
            sistemas de origem desfragmentam pacotes de saída no kernel. O
            Linux e o módulo de reastreamento de conexão do iptables é um
            exemplo desse tipo. Faça um rastreio(scan) enquanto executa um sniffer como
            o Ethereal para ter a certeza de que pacotes enviados estão
            fragmentados. Se o SO do seu anfitrião(host) estiver causando problemas
            tente a opção <option>--send-eth</option> para passar por cima da
            camada IP e enviar frames ethernet em estado bruto(raw).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-D &lt;chamariz1 [,chamariz2][,ME],...&gt;</option>
          (Disfarça um rastreio(scan) usando chamarizes)</term>

          <listitem>
            <para>Faz com que um rastreio(scan) com chamarizes seja executado, o que
            parece ao anfitrião(host) remoto que, o(s) anfitrião(host)(s) que  especificou como
            chamarizes também estejam  rastreando a rede-alvo. Com isso, o IDS
            poderá reportar 5 a 10 rastreios(scans) de portas de endereços IP únicos, mas
            não saberá qual IP estava realmente efectuado o rastreio(scan) e qual era um
            chamariz inocente. Embora isso possa ser desvendado através de
            rastreamento de caminho de router, descarte de respostas
            (response-dropping) e outros mecanismos activos, normalmente é uma
            técnica eficaz para esconder o seu endereço IP.</para>

            <para>Separe cada anfitrião(host)-chamariz com vírgulas e  pode
            opcionalmente usar <literal>ME</literal> como um dos chamarizes
            para representar a posição do seu endereço IP real. Se 
            colocar <literal>ME</literal> na 6a. posição ou acima, alguns
            detectores de rastreio(scan) de portas comuns (como o excelente scanlogd da
            Solar Designer) pouco provavelmente irão mostrar o seu endereço
            IP. Se  não utilizar o <literal>ME</literal> o nmap irá
            colocá-lo em uma posição aleatória.</para>

            <para>Observe que os anfitriões(hosts) que  utilizar como chamarizes devem
            estar activos ou  poderá acidentamente inundar com SYN os
            seus alvos. Também será bastante fácil determinar qual é o anfitrião(host)
            que está a efectuar o rastreio(scan) se houver apenas um anfitrião(host) realmente activo na
            rede. Você pode preferir usar endereços IP ao invés de nomes (de
            forma que as redes chamarizes não vejam  em seus logs dos
            servidores de nomes).</para>

            <para>Chamarizes são utilizados tanto no rastreio(scan) com ping inicial
            (usando ICMP, SYN, ACK ou qualquer outro) como também durante a
            fase real de rastreio(scan) de portas. Chamarizes também são usados
            durante a detecção de SO remoto (<option>-O</option>). Chamarizes
            não funcionam com a detecção de versão ou com o rastreio(scan) TCP
            connect().</para>

            <para>Vale a pena observar que usar chamarizes demais pode deixar
            seu rastreio(scan) lento e potencialmente até torná-lo menos preciso. Outra
            coisa, alguns provedores ISP irão filtrar os seus pacotes
            disfarçados mas muitos não restringem pacotes IP
            disfarçados.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-S &lt;Endereço_IP&gt;</option> (Disfarça o endereço
          de origem)</term>

          <listitem>
            <para>Em algumas circunstâncias o Nmap pode não conseguir
            determinar o seu endereço de origem (o Nmap irá dizer se for esse
            o caso). Nesta situação use o <option>-S</option> com o endereço
            IP da interface que  deseja utilizar para enviar os
            pacotes.</para>

            <para>Outro uso possível para esta flag é para disfarçar o rastreio(scan) e
            fazer com que os alvos achem que <emphasis>alguma outra
            pessoa</emphasis> está fazendo o rastreio(scan). Imagine uma empresa que está
            constantemente sofrendo rastreios(scans) de portas de um concorrente! A opção
            <option>-e</option> normalmente seria requerida para este tipo de
            uso e <option>-P0</option> seria recomendável.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-e &lt;interface&gt;</option> (Usa a interface
          especificada)</term>

          <listitem>
            <para>Diz ao Nmap qual interface deve ser utilizada para enviar e
            receber pacotes. O Nmap deveria ser capaz de detectar isto
            automaticamente mas ele informará se não conseguir.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--source-port &lt;númerodaporta&gt;;</option>
          <option>-g &lt;númerodaporta&gt;</option> (Disfarça o número de
          porta de origem)</term>

          <listitem>
            <para>Um erro de configuração surpreendentemente comum é confiar
            no tráfego com base apenas no número da porta de origem. É fácil
            entender como isso acontece. Um administrador configura um
            firewall novinho em folha só para ser inundado com queixas de
            usuários ingratos cujas aplicações param de funcionar. Em
            particular, o DNS pode parar de funcionar porque as respostas DNS
            UDP de servidores externos não conseguem mais entrar na rede. O
            FTP é outro exemplo comum. Em tranferências FTP activas o servidor
            remoto tenta estabelecer uma conexão de volta com o cliente para
            poder transferir o arquivo solicitado.</para>

            <para>Soluções seguras para esses problemas existem
            frequentemente na forma de proxies no nível da aplicação ou
            módulos de firewall para análise de protocolo. Infelizmente também
            há soluções mais fáceis e inseguras. Observando que as respostas
            DNS chegam pela porta 53 e o FTP activo pela porta 20 muitos
            administradores caem na armadilha de apenas permitir tráfego vindo
            dessas portas. Eles normalmente assumem que nenhum atacante irá
            notar e explorar essas brechas no firewall. Em outros casos os
            administradores consideram isso uma medida provisória de curto
            prazo até que eles possam implementar uma solução mais segura.
            Normalmente ele esquecem-se de fazer as actualizações de
            segurança.</para>

            <para>Administradores de rede sobrecarregados não são os únicos a
            caírem nessa armadilha. Diversos produtos foram empacotados com
            essas regras inseguras. Mesmo a Microsoft é culpada. Os filtros
            IPsec que vieram com o Windows 2000 e com o Windows XP contém uma
            regra implícita que permite todo o tráfego TCP ou UDP da porta 88
            (Kerberos). Em outro caso bastante conhecido, versões do firewall
            pessoal Zone Alarm, até a versão 2.1.25, permitiam 