<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- $Id: manhtml.xml 3244 2006-03-29 08:44:10Z fyodor $ -->
<!-- <?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<!DOCTYPE refentry PUBLIC "-//OASIS//DTD DocBook XML V4.1.2//EN"
"http://www.oasis-open.org/docbook/xml/4.1.2/docbookx.dtd"> -->
<article id="man">
  <artheader>
    <title>Guia de Referência do Nmap (Página do Manual)</title>
  </artheader>

  <refentry id="man-nmap1">
    <refmeta>
      <refentrytitle>nmap</refentrytitle>

      <manvolnum>1</manvolnum>
    </refmeta>

    <refnamediv id="man-name">
      <refname>nmap</refname>

      <refpurpose>Ferramenta de exploração de rede e segurança / scanner de
      portas</refpurpose>
    </refnamediv>

    <!-- body begins here -->

    <refsynopsisdiv id="man-synopsis">
      <cmdsynopsis>
        <command>nmap</command>

        <arg choice="opt" rep="repeat">
          <replaceable>Tipo de Scan</replaceable>
        </arg>

        <arg choice="opt">
          <replaceable>Opções</replaceable>
        </arg>

        <arg choice="req">
          <replaceable>especificação do alvo</replaceable>
        </arg>
      </cmdsynopsis>
    </refsynopsisdiv>

    <refsect1 id="man-description">
      <title>Descrição</title>

      <web>
        <note>
          <para>Este documento descreve a mais recente versão do Nmap,
          disponível em <ulink url="http://insecure.org/nmap/download.html" />
          ou em <ulink url="http://insecure.org/nmap/dist/?C=M&amp;O=D" />.
          Por favor, assegure-se de que você está utilizando a última versão
          antes de reclamar que uma opção não funciona como foi
          descrita.</para>
        </note>
      </web>

      <para>O Nmap (<quote>Network Mapper</quote>) é uma ferramenta de código
      aberto para exploração de rede e auditoria de segurança. Ela foi
      desenhada para escanear rapidamente redes amplas, embora também funcione
      muito bem contra hosts individuais. O Nmap utiliza pacotes IP em estado
      bruto (raw) de maneira inovadora para determinar quais hosts estão
      disponíveis na rede, quais serviços (nome da aplicação e versão) os
      hosts oferecem, quais sistemas operacionais (e versões de SO) eles estão
      executando, que tipos de filtro de pacotes/firewalls estão em uso, e
      dezenas de outras características. Embora o Nmap seja normalmente
      utilizado para auditorias de segurança, muitos administradores de
      sistemas e rede consideram-no útil para tarefas rotineiras tais como
      inventário de rede, gerenciamento de serviços de atualização agendados,
      e monitoramento de host ou disponibilidade de serviço.</para>

      <para>A saída do Nmap é uma lista de alvos escaneados, com informações
      adicionais de cada um dependendo das opções utilizadas. Uma informação
      chave é a <quote>tabela de portas interessantes</quote>. Essa tabela
      lista o número da porta e o protocolo, o nome do serviço e o estado. O
      estado pode ser <literal>aberto (open)</literal>, <literal>filtrado
      (filtered)</literal>, <literal>fechado (closed)</literal>, ou
      <literal>não-filtrado (unfilterd)</literal>. Aberto (open) significa que
      uma aplicação na máquina-alvo está escutando as conexões/pacotes naquela
      porta. <literal>Filtrado (filtered)</literal> significa que o firewall,
      filtro ou outro obstáculo de rede está bloqueando a porta de forma que o
      Nmap não consegue dizer se ela está <literal>aberta (open)</literal> ou
      <literal>fechada (closed)</literal>. Portas <literal>fechadas
      (closed)</literal>não possuem uma aplicação escutando nelas, embora
      possam abrir a qualquer instante. Portas são classificadas como
      <literal>não filtradas (unfiltered)</literal>quando elas respondem às
      sondagens do Nmap, mas o Nmap não consegue determinar se as portas estão
      abertas ou fechadas. O Nmap reporta as combinações
      <literal>aberta|filtrada (open|filtered)</literal>e
      <literal>fechada|filtrada (closed|filtered)</literal>quando não consegue
      determinar qual dos dois estados descrevem melhor a porta. A tabela de
      portas também pode incluir detalhes de versão de software quando a
      detecção de versão for solicitada. Quando um scan do protocolo IP é
      solicitado (<option>-sO</option>), o Nmap fornece informações dos
      protocolos IP suportados ao invés de portas que estejam abertas.</para>

      <para>Além da tabela de portas interessantes, o Nmap pode fornecer
      informações adicionais sobre os alvos, incluíndo nomes de DNS reverso,
      possível sistema operacional, tipos de dispositivos e endereços
      MAC.</para>

      <para>Um scan típico do Nmap é mostrado em <xref
      linkend="man-ex-repscan" />. Os únicos argumentos que o Nmap utiliza
      nesse exemplo são <option>-A</option>, para habilitar a detecção de SO e
      a versão, <option>-T4</option> para execução mais rápida, e os hostnames
      de dois alvos.</para>

      <example id="man-ex-repscan">
        <title>Uma amostra de scan do Nmap</title>

        <screen format="linespecific">
# nmap -A -T4 scanme.nmap.org playground

Starting nmap ( http://insecure.org/nmap/ )
Interesting ports on scanme.nmap.org (205.217.153.62):
(The 1663 ports scanned but not shown below are in state: filtered)
PORT    STATE  SERVICE VERSION
22/tcp  open   ssh     OpenSSH 3.9p1 (protocol 1.99)
53/tcp  open   domain
70/tcp  closed gopher
80/tcp  open   http    Apache httpd 2.0.52 ((Fedora))
113/tcp closed auth
Device type: general purpose
Running: Linux 2.4.X|2.5.X|2.6.X
OS details: Linux 2.4.7 - 2.6.11, Linux 2.6.0 - 2.6.11
Uptime 33.908 days (since Thu Jul 21 03:38:03 2005)

Interesting ports on playground.nmap.org (192.168.0.40):
(The 1659 ports scanned but not shown below are in state: closed)
PORT     STATE SERVICE       VERSION
135/tcp  open  msrpc         Microsoft Windows RPC
139/tcp  open  netbios-ssn
389/tcp  open  ldap?
445/tcp  open  microsoft-ds  Microsoft Windows XP microsoft-ds
1002/tcp open  windows-icfw?
1025/tcp open  msrpc         Microsoft Windows RPC
1720/tcp open  H.323/Q.931   CompTek AquaGateKeeper
5800/tcp open  vnc-http      RealVNC 4.0 (Resolution 400x250; VNC TCP port: 5900)
5900/tcp open  vnc           VNC (protocol 3.8)
MAC Address: 00:A0:CC:63:85:4B (Lite-on Communications)
Device type: general purpose
Running: Microsoft Windows NT/2K/XP
OS details: Microsoft Windows XP Pro RC1+ through final release
Service Info: OSs: Windows, Windows XP

Nmap finished: 2 IP addresses (2 hosts up) scanned in 88.392 seconds
</screen>
      </example>

      <para>A versão mais nova do Nmap pode ser obtida em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/" />. A versão mais nova da página do
      manual está disponível em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/man/" />.</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="translation">
      <title>Notas da Tradução</title>

      <para>Esta edição em Português (Brasil) do Guia de Referência do Nmap
      foi traduzida da versão [3244] do <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/man/">original em Inglês</ulink> por
      Lucien Raven :&gt; (aka:ekita)
      <email>lucienraven.at.yahoo.com.br</email> e foi revisada por Humberto
      Sartini <email>humberto.at.onda.com.br</email>. Embora tenhamos a
      esperança de que esta tradução torne o Nmap mais acessível para os
      brasileiros do mundo todo, não podemos garantir que ela esteja tão
      completa ou atualizada quanto a versão original em Inglês. Este trabalho
      pode ser modificado e redistribuído sob os termos da <ulink
      url="http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/">Licença de Atribuição
      da Creative Commons</ulink>. Algumas liberdades foram tomadas na
      tradução de expressões, jargão e gíria. Para maiores detalhes sobre a
      tradução, sugestões ou críticas, envie um e-mail para os tradutores --
      não esqueça de substituir '.at.' por '@'. [Rev:3244-01]</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-briefoptions">
      <title>Sumário das Opções</title>

      <para>Este sumário de opções é mostrado quando o Nmap é executado sem
      argumentos, e a última versão está sempre disponível em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/data/nmap.usage.txt" />. Ele ajuda as
      pessoas a lembrar das opções mais comuns, mas não substitui a
      documentação mais técnica do restante deste manual. Algumas opções
      obscuras não estão incluídas aqui.</para>

      <para>
        <literallayout class="normal" format="linespecific">Usage: nmap [Scan Type(s)] [Options] {target specification}
TARGET SPECIFICATION:
  Can pass hostnames, IP addresses, networks, etc.
  Ex: scanme.nmap.org, microsoft.com/24, 192.168.0.1; 10.0-255.0-255.1-254
  -iL &lt;inputfilename&gt;: Input from list of hosts/networks
  -iR &lt;num hosts&gt;: Choose random targets
  --exclude &lt;host1[,host2][,host3],...&gt;: Exclude hosts/networks
  --excludefile &lt;exclude_file&gt;: Exclude list from file
HOST DISCOVERY:
  -sL: List Scan - simply list targets to scan
  -sP: Ping Scan - go no further than determining if host is online
  -P0: Treat all hosts as online -- skip host discovery
  -PS/PA/PU [portlist]: TCP SYN/ACK or UDP discovery probes to given ports
  -PE/PP/PM: ICMP echo, timestamp, and netmask request discovery probes
  -n/-R: Never do DNS resolution/Always resolve [default: sometimes resolve]
  --dns-servers &lt;serv1[,serv2],...&gt;: Specify custom DNS servers
  --system-dns: Use OS's DNS resolver
SCAN TECHNIQUES:
  -sS/sT/sA/sW/sM: TCP SYN/Connect()/ACK/Window/Maimon scans
  -sN/sF/sX: TCP Null, FIN, and Xmas scans
  --scanflags &lt;flags&gt;: Customize TCP scan flags
  -sI &lt;zombie host[:probeport]&gt;: Idlescan
  -sO: IP protocol scan
  -b &lt;ftp relay host&gt;: FTP bounce scan
PORT SPECIFICATION AND SCAN ORDER:
  -p &lt;port ranges&gt;: Only scan specified ports
    Ex: -p22; -p1-65535; -p U:53,111,137,T:21-25,80,139,8080
  -F: Fast - Scan only the ports listed in the nmap-services file)
  -r: Scan ports consecutively - don't randomize
SERVICE/VERSION DETECTION:
  -sV: Probe open ports to determine service/version info
  --version-intensity &lt;level&gt;: Set from 0 (light) to 9 (try all probes)
  --version-light: Limit to most likely probes (intensity 2)
  --version-all: Try every single probe (intensity 9)
  --version-trace: Show detailed version scan activity (for debugging)
OS DETECTION:
  -O: Enable OS detection (try 2nd generation, then 1st if that fails)
  -O1: Only use the old (1st generation) OS detection system
  -O2: Only use the new OS detection system (no fallback)
  --osscan-limit: Limit OS detection to promising targets
  --osscan-guess: Guess OS more aggressively
TIMING AND PERFORMANCE:
  Options which take &lt;time&gt; are in milliseconds, unless you append 's'
  (seconds), 'm' (minutes), or 'h' (hours) to the value (e.g. 30m).
  -T[0-5]: Set timing template (higher is faster)
  --min-hostgroup/max-hostgroup &lt;size&gt;: Parallel host scan group sizes
  --min-parallelism/max-parallelism &lt;time&gt;: Probe parallelization
  --min-rtt-timeout/max-rtt-timeout/initial-rtt-timeout &lt;time&gt;: Specifies
      probe round trip time.
  --max-retries &lt;tries&gt;: Caps number of port scan probe retransmissions.
  --host-timeout &lt;time&gt;: Give up on target after this long
  --scan-delay/--max-scan-delay &lt;time&gt;: Adjust delay between probes
FIREWALL/IDS EVASION AND SPOOFING:
  -f; --mtu &lt;val&gt;: fragment packets (optionally w/given MTU)
  -D &lt;decoy1,decoy2[,ME],...&gt;: Cloak a scan with decoys
  -S &lt;IP_Address&gt;: Spoof source address
  -e &lt;iface&gt;: Use specified interface
  -g/--source-port &lt;portnum&gt;: Use given port number
  --data-length &lt;num&gt;: Append random data to sent packets
  --ttl &lt;val&gt;: Set IP time-to-live field
  --spoof-mac &lt;mac address, prefix, or vendor name&gt;: Spoof your MAC address
OUTPUT:
  -oN/-oX/-oS/-oG &lt;file&gt;: Output scan results in normal, XML, s|&lt;rIpt kIddi3,
     and Grepable format, respectively, to the given filename.
  -oA &lt;basename&gt;: Output in the three major formats at once
  -v: Increase verbosity level (use twice for more effect)
  -d[level]: Set or increase debugging level (Up to 9 is meaningful)
  --packet-trace: Show all packets sent and received
  --iflist: Print host interfaces and routes (for debugging)
  --log-errors: Log errors/warnings to the normal-format output file
  --append-output: Append to rather than clobber specified output files
  --resume &lt;filename&gt;: Resume an aborted scan
  --stylesheet &lt;path/URL&gt;: XSL stylesheet to transform XML output to HTML
  --webxml: Reference stylesheet from Insecure.Org for more portable XML
  --no-stylesheet: Prevent associating of XSL stylesheet w/XML output
MISC:
  -6: Enable IPv6 scanning
  -A: Enables OS detection and Version detection
  --datadir &lt;dirname&gt;: Specify custom Nmap data file location
  --send-eth/--send-ip: Send using raw ethernet frames or IP packets
  --privileged: Assume that the user is fully privileged
  -V: Print version number
  -h: Print this help summary page.
EXAMPLES:
  nmap -v -A scanme.nmap.org
  nmap -v -sP 192.168.0.0/16 10.0.0.0/8
  nmap -v -iR 10000 -P0 -p 80
</literallayout>
      </para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-target-specification">
      <title>Especificação de Alvo</title>

      <para>Tudo na linha de comando do Nmap que não for uma opção (ou
      argumento de uma opção) é tratado como uma especificação de um
      host-alvo. O caso mais simples é especificar um endereço IP como alvo ou
      um hostname para ser escaneado.</para>

      <para>Algumas vezes você pode querer escanear uma rede inteira de hosts
      adjacentes. Para isso o Nmap suporta o estilo de endereçamento CIDR.
      Você pode acrescentar <indexterm significance="normal">
          <primary>endereçamentoCIDR</primary>
        </indexterm> /<replaceable>númerodebits</replaceable> em um endereço
      ou hostname e o Nmap irá escanear cada endereço IP para o qual os
      primeiros <replaceable>númerosdebits</replaceable> sejam o mesmo que o
      IP de referência ou o hostname dado. Por exemplo, 192.168.10.0/24
      escanearia os 256 hosts entre 192.168.10.0 (binário: <literal>11000000
      10101000 00001010 00000000</literal>) e 192.168.10.255 (binário:
      <literal>11000000 10101000 00001010 11111111</literal>), inclusive.
      192.168.10.40/24 faria exatamente a mesma coisa. Dado que o host
      scanme.nmap.org está no endereço IP 205.217.153.62, a especificação
      scanme.nmap.org/16 escanearia os 65.536 endereços IP entre 205.217.0.0 e
      205.217.255.255. O menor valor permitido é /1, que equivale a escanear
      metade da Internet. O maior valor é 32, que escaneia apenas o host
      nomeado ou endereço IP porque todos os bits de endereçamento estão
      fixos.</para>

      <para>A notação CIDR é curta mas nem sempre flexível o suficiente. Por
      exemplo, você pode querer escanear 192.168.0.0/16 mas desejar pular
      todos os IPs terminados em .0 ou .255 porque eles são normalmente
      endereços de broadcast. O Nmap suporta isso através de endereçamento por
      faixa de octeto. Ao invés de especificar um endereço IP normal, você
      pode especificar uma lista de números separada por vírgulas ou faixa de
      números para cada octeto. Por exemplo, 192.168.0-255.1-254 irá pular
      todos os endereços na faixa que terminarem com .0 e/ou .255. Faixas não
      precisam ser limitadas ao octeto final: o especificador
      0-255.0-255.13.37 irá executar um scan em toda a Internet buscando os
      endereços IP terminados em 13.37. Esse tipo de amostragem ampla pode ser
      útil em levantamentos e pesquisas da Internet toda.</para>

      <para>Endereços IPv6 podem apenas ser especificados utilizando o
      endereço ou hostname IPv6 completamente qualificado. Faixas CIDR e
      octetos não são suportados para o IPv6 porque eles raramente são
      úteis.</para>

      <para>O Nmap aceita múltiplas especificações de host na linha de
      comando, e elas não precisam ser do mesmo tipo. O comando <command
      moreinfo="none">nmap scanme.nmap.org 192.168.0.0/16
      10.0.0,1,3-7.0-255</command> executa o que se espera que dele.</para>

      <para>Embora os alvos sejam normalmente especificados na linha de
      comando, as seguintes opções também estão disponíveis para controlar a
      seleção de alvos:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-iL &lt;arquivodeentrada&gt;</option> (Entrada à
          partir de uma lista)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-iL</primary>
            </indexterm>

            <para>Lê a especificação de alvos à partir de um
            <replaceable>arquivodeentrada</replaceable>. Passar uma lista
            enorme de hosts na linha de comando é muito ruim, ainda que seja
            comumente desejável. Por exemplo, seu servidor DHCP pode exportar
            uma lista de 10.000 endereços correntes em uso que você deseja
            escanear. Ou talvez você deseje escanear todos os endereços IP
            <emphasis>exceto</emphasis> aqueles usados para localizar hosts
            que usam endereços IP estáticos não-autorizados. Simplesmente gere
            uma lista de hosts a escanear e passe o nome do arquivo para o
            Nmap como um argumento à opção <option>-iL</option>. As entradas
            podem estar em qualquer um dos formatos aceitos pelo Nmap na linha
            de comando (endereço IP, hostname, CIDR, IPv6, ou faixas de
            octetos). Cada entrada deve ser separada por um ou mais espaços em
            branco, tabulações ou quebra de linhas. Você pode especificar um
            hífen (<literal>-</literal>) como nome de arquivo se quiser que o
            Nmap leia os nomes de hosts da entrada padrão (standard input) ao
            invés de um arquivo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-iR &lt;número de hosts&gt;</option> (Escolhe alvos
          aleatórios)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-iR</primary>
            </indexterm>

            <para>Para levantamentos na Internet toda e outras pesquisas, você
            pode querer escolher alvos de forma aleatória. O argumento
            <replaceable>número de hosts</replaceable> diz ao Nmap quantos IPs
            ele deverá gerar. IPs indesejáveis, tais como aqueles de certas
            redes privativas, multicast e faixas de endereços não-alocadas são
            automaticamente desconsideradas. O argumento <literal>0</literal>
            (zero) pode ser especificado caso deseje um scan sem fim. Tenha em
            mente que alguns administradores de rede "torcem o nariz" para
            scans não-autorizados de suas redes e podem reclamar. Use esta
            opção por sua conta e risco! Se você estiver realmente entediado
            em uma tarde chuvosa, tente o comando <command>nmap -sS -PS80 -iR
            0 -p 80</command> para localizar servidores web aleatórios para
            navegar.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--exclude &lt;host1[,host2][,host3],...&gt;</option>
          (Exclui hosts/redes)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--exclude</primary>
            </indexterm>

            <para>Especifica uma lista de alvos, separados por vírgula, a
            serem excluídos do scan mesmo que façam parte da faixa de rede
            especificada. A lista que você fornece utiliza a sintaxe normal do
            Nmap, portanto ela pode incluir nomes de hosts, blocos de rede
            CIDR, faixas de octetos, etc. Isso pode ser útil quando a rede que
            você deseja escanear inclui servidores de missão crítica
            intocáveis, sistemas que reajam contrariamente a escaneamento de
            portas ou sub-redes administradas por outras pessoas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--excludefile &lt;arquivo_exclusão&gt;</option>
          (Exclui a lista do arquivo)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--excludefile</primary>
            </indexterm>

            <para>Oferece a mesma funcionalidade que a opção
            <option>--exclude</option>, exceto que os alvos a excluir são
            fornecidos em um <replaceable>"arquivo separado"</replaceable> ,
            delimitados por quebra de linhas, espaço em branco ou tabulação,
            ao invés de na linha de comando.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-host-discovery">
      <title>Descoberta de Hosts</title>

      <para>Um dos primeiros passos em qualquer missão de reconhecimento de
      uma rede é reduzir um conjunto (às vezes enorme) de faixas de endereços
      IP, em uma lista de hosts ativos e interessantes. Escanear cada porta de
      cada endereço IP é vagaroso e normalmente desnecessário. É claro que o
      que torna um host interessante depende muito do propósito do scan.
      Administradores de rede podem estar apenas interessados em hosts que
      executam um determinado serviço, enquanto os auditores de segurança
      podem se importar com cada dispositivo que possuir um endereço IP. Um
      administrador pode se sentir à vontade em usar o ping ICMP para
      localizar os hosts na rede interna, enquanto um profissional externo de
      análise de vulnerabilidades (penetration tester) pode utilizar um
      conjunto diversificado de dezenas de sondagens em uma tentativa de
      burlar as restrições do firewall.</para>

      <para>As necessidades para o descobrimento de host são muito diversas e,
      por isso, o Nmap oferece uma ampla variedade de opções para customizar
      as técnicas utilizadas. A descoberta de host às vezes é chamada de ping
      scan, mas ela vai muito além dos simples pacotes ICMP de echo request
      associados com a ferramenta onipresente conhecida como ping. Os usuários
      podem pular a etapa do ping inteiramente com uma lista de scan
      (<option>-sL</option>) ou desabilitanto o ping (<option>-P0</option>),
      ou enfrentar a rede com combinações arbitrárias de sondagens
      multi-portas TCP SYN/ACK, UDP e ICMP. O objetivo dessas sondagens é
      solicitar respostas que mostrem que um endereço IP está realmente ativo
      (é utilizado por um host ou dispositivo de rede). Em muitas redes,
      apenas uma pequena percentagem dos endereços IP está ativa em um dado
      momento. Isso é particularmente comum com o espaço de endereçamento
      privativo abençoado pela RFC1918 como, por exemplo, 10.0.0.0/8. Essa
      rede tem 16 milhões de IPs, mas eu já a vi sendo utilizado em empresas
      com menos de mil máquinas. A descoberta de hosts pode encontrar essas
      máquinas escassamente alocadas em um mar de endereços IP.</para>

      <para>Se nenhuma opção de descoberta de hosts for dada, o Nmap envia um
      pacote TCP ACK destinado a porta 80 e uma procura ICMP Echo Request a
      cada máquina-alvo. Uma exceção a isso é que um scan ARP é utilizado para
      cada alvo localizado na rede ethernet local. Para usuários Unix sem
      privilégios, com shell, um pacote SYN é enviado ao invés do ack
      utilizando a chamada de sistema <function>connect()</function>. Esses
      valores padrão equivalem às opções <option>-PA -PE</option>. Esta
      descoberta de host freqüentemente é suficiente para escanear redes
      locais, mas um conjunto de sondagens mais abrangentes é recomendado para
      auditoria de segurança.</para>

      <para>As opções <option>-P*</option> (que selecionam tipos de ping)
      podem ser combinadas. Você pode aumentar as chances de penetrar em um
      firewall rígido enviando muitos tipos de sondagens, utilizando
      diferentes portas/flags TCP e códigos ICMP. Note também que a descoberta
      por ARP (<option>-PR</option>) é feita por padrão contra alvos na rede
      ethernet local mesmo que você especifique outras opções
      <option>-P*</option> , porque é quase sempre mais rápida e
      eficiente.</para>

      <para />

      <para>Por definição, o Nmap faz a descoberta de host e então executa um
      escaneamento de portas contra cada host que ele determina que está
      ativo. Isto é verdade mesmo que você especifique tipos de busca
      não-padronizadas de hosts, tais como sondagens UDP
      (<option>-PU</option>). Leia sobre a opção <option>-sP</option> para
      saber como executar <emphasis>apenas</emphasis> uma descoberta de hosts,
      ou utilize <option>-P0</option> para pular a descoberta de hosts e
      escanear as portas de todos os hosts-alvo. As seguintes opções controlam
      a descoberta de hosts:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sL</option> (Scan Listagem)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sL</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Scan Listagem</primary>
            </indexterm>

            <para>O scan listagem é uma forma degenerada de descoberta de
            hosts que simplesmente lista cada host da rede especificada, sem
            enviar nenhum pacote aos hosts-alvos. Por padrão o Nmap fará a
            resolução de DNS reverso dos hosts para descobrir seus nomes.
            Ainda é surpreendente a quantidade de informações úteis que
            simples nomes de hosts podem dar. Por exemplo,
            <literal>fw.chi.playboy.com</literal> é o firewall do escritório
            de Chicago da Playboy Enterprises. Nmap também reporta o número
            total de endereços IP ao final. O scan listagem é um bom teste de
            sanidade para assegurar que você está com a lista correta de
            endereços IP dos seus alvos. Se os hosts mostrarem nomes de
            domínios que você não reconhece, vale a pena investigar melhor
            para evitar scanear a rede da empresa errada.</para>

            <para>Uma vez que a idéia é apenas mostrar uma lista dos
            hosts-alvos, as opções de funcionalidade de nível mais alto tais
            como scan de portas, detecção de SO, ou scan utilizando ping, não
            podem ser combinadas com esta opção. Se você deseja desabilitar o
            scan utilizando ping enquanto executa funções de nível elevado,
            leia a opção <option>-P0</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sP</option> (Scan usando Ping)</term>

          <listitem>
            <para>Esta opção diz ao Nmap para <emphasis>somente</emphasis>
            <indexterm significance="normal">
                <primary>-sP</primary>
              </indexterm> <indexterm significance="normal">
                <primary>Scan usando Ping</primary>
              </indexterm> executar um scan usando o ping (descoberta de
            hosts), e então mostrar os hosts disponíveis que responderam ao
            scan. Nenhum teste adicional (tais como escaneamento de portas e
            deteção de SO) é executado. Isto é um pouco mais intrusivo que o
            scan listagem, e pode ser usado para os mesmos propósitos. Permite
            um reconhecimento leve de uma rede-alvo sem chamar muita atenção.
            Saber quantos hosts estão ativos é mais valioso para invasores que
            a lista fornecida pelo scan listagem com cada endereço IP e seu
            nome de host.</para>

            <para>Administradores de sistemas frequentemente acham esta opção
            valiosa. Ela pode ser facilmente utilizada para contar o número de
            máquinas disponíveis em uma rede ou monitorar a disponibilidade
            dos servidores. Isto é normalmente chamado de varredura com ping
            (ping sweep), e é mais confiável do que fazer um ping em um
            endereço de broadcast, pois muitos hosts não respondem a pesquisas
            com broadcast.</para>

            <para>A opção <option>-sP</option> envia um ICMP echo request e um
            pacote TCP para a porta 80 por padrão. Quando executada por um
            usuário sem privilégios, um pacote SYN é enviado (usando uma
            chamada <function>connect()</function>) para a porta 80 no alvo.
            Quando um usuário privilegiado tenta escanear alvos na rede
            ethernet local, requisições ARP (<option>-PR</option>) são
            utilizadas, a menos que <option>--send-ip</option> tenha sido
            especificado. A opção <option>-sP</option> pode ser combinada com
            qualquer um dos tipos de sondagens de descobrimento (as opções
            <option>-P*</option> , excluindo <option>-P0</option>) para maior
            flexibilidade. Se qualquer uma dessas opções de tipos de sondagens
            e número de porta for utilizada, as sondagens padrão (ACK e echo
            request) são sobrepostas. Quando firewalls restritivos estão
            posicionados entre o host de origem que executa o Nmap e a
            rede-alvo, utilizar essas técnicas avançadas é recomendado. Do
            contrário, hosts podem ser perdidos quando o firewall ignorar as
            sondagens ou as respostas delas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-P0</option> (Sem ping)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-P0</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção pula completamente o estágio de descoberta do
            Nmap. Normalmente o Nmap utiliza este estágio para determinar as
            máquinas ativas para escaneamento mais agressivo. Por padrão, o
            Nmap apenas executa sondagens agressivas tais como escaneamento de
            portas, detecção de versões, ou detecções do SO contra hosts que
            foram verificados como ativos. Desabilitar a descoberta de hosts
            com <option>-P0</option> faz com que o Nmap teste as funções de
            escaneamento solicitadas contra <emphasis>todos</emphasis> os
            endereços IP alvos especificados. Portanto se um espaço de
            endereçamento alvo do tamanho de uma classe B (/16) for
            especificado na linha de comando, todos os 65.536 endereços IP
            serão escaneados. O segundo caracter da opção <option>-P0</option>
            é um zero e não a letra O. A descoberta de hosts apropriada é
            desconsiderada como no scan listagem, mas ao invés de parar e
            mostrar a lista de alvos, o Nmap continua a executar as funções
            solicitadas como se cada alvo IP estivesse ativo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PS [listadeportas]</option> (Ping usando TCP
          SYN)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PS</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Ping usando TCP SYN</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção envia um pacote TCP vazio com a flag SYN marcada.
            A porta de destino padrão é a 80 (configurada em tempo de
            compilação pela variável DEFAULT_TCP_PROBE_PORT no
            <filename>nmap.h</filename>), mas uma porta alternativa pode ser
            especificada como um parâmetro. Até uma lista de portas separadas
            por vírgula pode ser especificada (p.ex.
            <option>-PS22,23,25,80,113,1050,35000</option>), nesse caso as
            sondagens serão tentadas contra cada porta em paralelo.</para>

            <para>A flag SYN sugere aos sistemas remotos que você está
            tentando estabelecer uma comunicação. Normalmente a porta de
            destino estará fechada e um pacote RST (reset) será enviado de
            volta. Se acontecer de a porta estar aberta, o alvo irá dar o
            segundo passo do cumprimento-de-três-vias (3-way-handshake) do TCP
            respondendo com um pacote TCP SYN/ACK TCP. A máquina executando o
            Nmap então derruba a conexão recém-nascida respondendo com um RST
            ao invés de enviar um pacote ACK que iria completar o
            cumprimento-de-três-vias e estabelecer uma conexão completa. O
            pacote RST é enviado pelo kernel da máquina que está executando o
            Nmap em resposta ao SYN/ACK inesperado, e não pelo próprio
            Nmap.</para>

            <para>O Nmap não se importa se a porta está aberta ou fechada.
            Tanto a resposta RST ou SYN/ACK discutidas anteriormente dizem ao
            Nmap se o hosts está disponível e responsivo.</para>

            <para>Em caixas UNIX, apenas o usuário privilegiado
            <literal>root</literal> é capaz, normalmente, de enviar e receber
            pacotes TCP em estado bruto. Para usuários não privilegiados um
            contorno é automaticamente empregado em concordância com a chamada
            de sistema connect() iniciada contra cada porta-alvo. Isso tem o
            efeito de enviar um pacote SYN ao host alvo, em uma tentativa de
            se estabelecer uma conexão. Se o connect() retornar com sucesso
            rápido ou com uma falha ECONNREFUSED, a pilha TCP subjacente deve
            ter recebido um SYN/ACK ou RST e o host é marcado como disponível.
            Se a tentativa de conexão for deixada largada até que um timeout
            ocorra, o host é marcado como indisponível. Esse contorno também é
            usado para conexões IPv6, pois o suporte a construção de pacotes
            IPv6 em estado bruto ainda não está disponível no Nmap.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PA [listadeportas]</option> (Ping usando TCP
          ACK)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PA</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Ping usando TCP ACK</primary>
            </indexterm>

            <para>O ping usando TCP ACK é muito similar ao recém-discutido
            ping usando SYN. A diferença, como você poderia imaginar, é que a
            flag TCP ACK é marcada ou invés da flag SYN. Tal pacote ACK finge
            reconhecer dados de uma conexão TCP estabelecida, quando nenhuma
            conexão existe de fato. Então os hosts remotos deveriam sempre
            responder com pacotes RST, revelando sua existência no
            processo.</para>

            <para>A opção <option>-PA</option> utiliza a mesma porta padrão
            que a sondagem SYN (80) e pode também obter uma lista de portas
            destino no mesmo formato. Se um usuário privilegiado tenta isto,
            ou se um alvo IPv6 é especificado, o contorno connect() discutido
            anteriormente é utilizado. Esse contorno é imperfeito pois o
            connect() está realmente enviando um pacote SYN ao invés de um
            ACK.</para>

            <para>O motivo para oferecer ambas as sondagens ping, que utilizam
            SYN e ACK, é maximizar as chances de passar por firewalls. Muitos
            administradores configuram roteadores e outros firwalls simples
            para bloquear pacotes SYN entrantes exceto aqueles destinados a
            serviços públicos como o site web da empresa ou servidor de
            correio eletrônico. Isso evita as demais conexões entrantes na
            organização, permitindo aos usuários fazer conexões desobstruidas
            à Internet. Essa aproximação não-orientada à conexão (non-stateful
            ou stateless) consome uns poucos recursos no firewall/roteador e é
            amplamente suportada por filtros de hardware e software. O
            firewall de software Netfilter/iptables do Linux oferece a
            conveniência da opção <option>--syn</option> para implementar essa
            abordagem stateless. Quando regras stateless do firewall tais como
            essas são implementadas, sondagens de ping usando SYN
            (<option>-PS</option>) muito provavelmente serão bloqueadas quando
            forem enviadas à portas fechadas. Em tais casos, a sondagem ACK se
            destaca pois ela simplesmente passa por essas regras.</para>

            <para>Outro tipo comum de firewall utiliza regras orientadas a
            conexão que descartam pacotes inesperados. Esta característica era
            encontrada inicialmente apenas em firewalls de alto-nível, embora
            tenha se tornado mais comum com o passar dos anos. O sistema
            Netfilter/iptables do Linux suporta esta característica através da
            opção <option>--state</option>, que categoriza os pacotes baseados
            no estado da conexão. Uma sondagem SYN tem maiores chances de
            funcionar contra um sistema assim, pois pacotes ACK inesperados
            são normalmente reconhecidos como falsos e descartados. Uma
            solução para esse dilema é enviar ambas as sondagens SYN e ACK
            especificando <option>-PS</option> e <option>-PA</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PU [listadeportas]</option> (Ping usando UDP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PU</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Ping usando UDP</primary>
            </indexterm>

            <para>Outra opção de descoberta de hosts é o ping usando UDP, que
            envia um pacote UDP vazio (a menos que
            <option>--data-length</option> seja especificado) para as portas
            informadas. O argumento "listadeportas" tem o mesmo formato que os
            discutidos anteriormente nas opções <option>-PS</option> e
            <option>-PA</option>. Se nenhuma porta for especificada, o padrão
            é 31338. Esse padrão pode ser configurado em tempo de compilação
            alterando DEFAULT_UDP_PROBE_PORT no <filename>nmap.h</filename>.
            Uma porta alta incomum é utilizada como padrão porque enviar para
            portas abertas normalmente é indesejado para este tipo particular
            de scan.</para>

            <para>Ao bater contra uma porta fechada na máquina-alvo, a
            sondagem UDP deve causar um pacote ICMP de porta inalcançável como
            resposta. Isso diz ao Nmap que a máquina está ativa e disponível.
            Muitos outros tipos de erros ICMP, tais como host/rede
            inalcançável ou TTL excedido são indicativos de um host inativo ou
            inalcançável. A falta de resposta também é interpretada dessa
            forma. Se uma porta aberta é alcançada, a maioria dos serviços
            simplesmente ignoram o pacote vazio e falham em retornar qualquer
            resposta. É por isso que a porta de sondagem padrão é 31338, que
            pouco provavelmente estará em uso. Uns poucos serviços, tal como o
            chargen, irá responder a um pacote UDP vazio, e com isso revelará
            ao Nmap que a máquina está disponível.</para>

            <para>A principal vantagem deste tipo de scan é que ele passa por
            firewalls e filtros que apenas examinam o TCP. Por exemplo, uma
            vez eu tive um roteador broadband sem-fio Linksys BEFW11S4. A
            interface externa desse dispositivo filtrava todas as portas TCP
            por padrão, mas as sondagens UDP ainda causavam mensagens de porta
            inalcançável, entregando assim o dispositivo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PE</option>; <option>-PP</option>;
          <option>-PM</option> (Tipos de Ping do ICMP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PE</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PP</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PM</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>ICMP ping</primary>
            </indexterm>

            <para>Além dos tipos incomuns de descoberta de hosts TCP e UDP
            discutidos anteriormente, o Nmap pode enviar os pacotes-padrão que
            normalmente são enviados pelo onipresente programa ping. O Nmap
            envia um pacote ICMP do tipo 8 (echo request) ao endereço IP alvo,
            esperando como resposta um tipo 0 (Echo Reply) do host disponível.
            Infelizmente para muitos exploradores de rede, muitos hosts e
            firewalls atualmente bloqueiam esses pacotes, ao invés de
            responder como é requerido pela <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc1122.txt">RFC 1122</ulink>.
            Por essa razão, scans puramente ICMP são raramente confiáveis o
            suficiente contra alvos desconhecidos na Internet. Mas para
            administradores de sistemas monitorando uma rede interna eles
            podem ser uma abordagem prática e eficiente. Utilize a opção
            <option>-PE</option> para ativar esse comportamento echo
            request.</para>

            <para>Embora o echo request seja a pesquisa padrão de um ping
            ICMP, o Nmap não pára aqui. A padronização do ICMP (<ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc792.txt">RFC 792</ulink>)
            também especifica timestamp request, information request, e
            pacotes address mask request como códigos 13, 15, e 17,
            respectivamente. Apesar do propósito ostensivo dessas pesquisas
            seja obter informações tais como a máscara do endereço e hora
            corrente, eles podem ser facilmente utilizados para descoberta de
            hosts. Um sistema que responda está ativo e disponível. O Nmap não
            implementa atualmente os pacotes de requisição de informações,
            pois eles não são amplamente suportados. A RFC 1122 insiste que
            <quote>um host NÃO DEVERIA implementar essas mensagens</quote>.
            Pesquisas de marcação de hora (Timestamp) e máscara de endereço
            podem ser enviadas com as opções <option>-PP</option> e
            <option>-PM</option> , respectivamente. Uma resposta timestamp
            reply (código ICMP 14) ou uma resposta address mask reply (código
            18) revela que o host está disponível. Essas duas pesquisas podem
            ser valiosas quando os administradores bloqueiam pacotes echo
            request especificamente e esquecem que outras pesquisas ICMP podem
            ser usadas com o mesmo propósito.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-PR</option> (Ping usando ARP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-PR</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Ping usando ARP</primary>
            </indexterm>

            <para>Um dos cenários de uso mais comuns do Nmap é escanear a LAN
            ethernet. Na maioria das LANs, especialmente aquelas que utilizam
            a faixa de endereçamento privativo abençoado pela RFC1918, a vasta
            maioria dos endereços IP não são utilizados nunca. Quando o Nmap
            tenta enviar um pacote IP em estado bruto, tal como um ICMP echo
            request, o sistema operacional deve determinar o endereço físico
            de destino (ARP) correspondente ao IP-alvo de forma que ele possa
            endereçar adequadamente o frame ethernet. Isso normalmente é lento
            e problemático, pois os sistemas operacionais não foram escritos
            com a expectativa de que precisariam fazer milhões de requisições
            ARP contra hosts indisponíveis em um curto período de
            tempo.</para>

            <para>O scan ARP encarrega o Nmap e seus algoritmos otimizados de
            fazer as requisições ARP. E se ele conseguir uma resposta de
            volta, o Nmap não precisa nem se preocupar com os pacotes ping
            baseados em IP, uma vez que ele já sabe que o host está ativo.
            Isso torna o scan ARP muito mais rápido e mais confiável que os
            scans baseados em IP. Portanto isso é feito por padrão quando se
            escaneia hosts ethernet que o Nmap detecta estarem posicionados em
            uma rede ethernet local. Mesmo se tipos diferentes de ping (tais
            como <option>-PI</option> ou <option>-PS</option>) seja
            especificados, o Nmap usa o ARP no lugar para cada um dos alvos
            que estiverem na mesma LAN. Se você não quiser de forma nenhuma
            fazer um scan ARP, especifique <option>--send-ip</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-n</option> (Não faça resolução DNS)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-n</primary>
            </indexterm>

            <para>Diz ao Nmap para <emphasis>nunca</emphasis> fazer uma
            resolução DNS reversa nos endereços IP ativos que ele encontrar.
            Uma vez que o DNS é normalmente lento, isso acelera as
            coisas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-R</option> (resolução DNS para todos os alvos)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-R</primary>
            </indexterm>

            <para>Diz ao Nmap para <emphasis>sempre</emphasis> fazer uma
            resolução DNS reversa nos endereços IP-alvos. Normalmente isto
            apenas é executado quando uma máquina está ativa.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--system-dns</option> (Usa a resolução DNS do
          sistema)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--system-dns</primary>
            </indexterm>

            <para>Por padrão, o Nmap resolve o endereço IP através do envio de
            pesquisas (queries) diretamente aos servidores de nome
            configurados em seu host, e então escuta as respostas. Muitas das
            pesquisas (dezenas) são executadas em paralalo para um melhor
            desempenho. Especifique esta opção se desejar utilizar a resolução
            DNS do seu sistema (um endereço IP por vez, através da chamada
            getnameinfo()). Isto é mais lente e raramente útil, a não ser que
            haja um bug no código de DNS do Nmap -- por favor, entre em
            contato conosco se for o caso. A resolução DNS do sistema é sempre
            usada em escaneamento IPv6.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--dns-servers &lt;servidor1[,servidor2],...&gt;
          </option> (Servidores a utilizar para a pesquisa DNS reversa)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--dns-servers</primary>
            </indexterm>

            <para>Por padrão o Nmap irá tentar determinar os seus servidores
            DNS (para a resolução DNS reversa) através do arquivo resolv.conf
            (UNIX) ou do registry (Win32). Opcionalmente você pode usar esta
            opção para especificar servidores alternativos. Esta opção não é
            honrada se você estiver usando <option>--system-dns</option> ou um
            escaneamento IPv6. Utilizar múltiplos servidores DNS é,
            normalmente, mais rápido e mais furtivo do que pesquisar apenas em
            um servidor. O melhor desempenho é frequentemente obtido
            especificando-se todos os servidores que tem autoridade sobre a
            faixa de endereços IP.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-scanning-basics">
      <title>Fundamentos do Escaneamento de Portas</title>

      <para>Embora o Nmap tenha crescido em funcionalidade ao longo dos anos,
      ele começou como um eficiente scanner de portas, e essa permanece sua
      função principal. O simples comando <command>nmap
      <replaceable>alvo</replaceable></command> escaneia mais de 1660 portas
      TCP no host <replaceable>alvo</replaceable>. Embora muitos scanner de
      portas tenham tradicionalmente agrupado todas as portas nos estados
      aberto ou fechado, o Nmap é muito mais granular. Ele divide as portas em
      seis estados: <literal>aberto(open)</literal>,
      <literal>fechado(closed)</literal>,<literal>filtrado(filtered)</literal>,
      <literal>não-filtrado(unfiltered)</literal>,
      <literal>open|filtered</literal>, ou
      <literal>closed|filtered</literal>.</para>

      <para>Esses estados não são propriedades intrínsecas da porta, mas
      descrevem como o Nmap as vê. Por exemplo, um scan do Nmap da mesma rede
      como alvo pode mostrar a porta 135/tcp como aberta, enquanto um scan ao
      mesmo tempo com as mesmas opções, à partir da Internet poderia mostrar
      essa porta como <literal>filtrada</literal>.</para>

      <variablelist>
        <title>Os seis estados de porta reconhecidos pelo Nmap</title>

        <varlistentry>
          <term>aberto (open)</term>

          <listitem>
            <para>Uma aplicação está ativamente aceitando conexões TCP ou
            pacotes UDP nesta porta. Encontrar esse estado é freqüentemente o
            objetivo principal de um escaneamento de portas. Pessoas
            conscientes sobre a segurança sabem que cada porta aberta é um
            convite para um ataque. Invasores e profissionais de avaliação de
            segurança querem explorar as portas abertas, enquanto os
            administradores tentam fechar ou proteger com firewalls sem
            bloquear usuários legítimos. Portas abertas são também
            interessantes para scans não-relacionados à segurança pois mostram
            os serviços disponíveis para utilização na rede.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>fechado (closed)</term>

          <listitem>
            <para>Uma porta fechada está acessível (ela recebe e responde a
            pacotes de sondagens do Nmap), mas não há nenhuma aplicação
            ouvindo nela. Elas podem ser úteis para mostrar que um host está
            ativo em um determinado endereço IP (descoberta de hosts, ou scan
            usando ping), e como parte de uma deteção de SO. Pelo fato de
            portas fechadas serem alcançáveis, pode valer a pena escanear mais
            tarde no caso de alguma delas abrir. Os administradores deveriam
            considerar o bloqueio dessas portas com um firewall. Então elas
            apareceriam no estado filtrado, discutido a seguir.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>filtrado (filtered)</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap não consegue determinar se a porta está aberta porque
            uma filtragem de pacotes impede que as sondagens alcancem a porta.
            A filtragem poderia ser de um dispositivo firewall dedicado,
            regras de roteador, ou um software de firewall baseado em host.
            Essas portas frustram os atacantes pois elas fornecem poucas
            informações. às vezes elas respondem com mensagens de erro ICMP
            tais como as do tipo 3 código 13 (destino inalcançável:
            comunicação proibida administrativamente), mas os filtros que
            simplesmente descartam pacotes sem responder são bem mais comuns.
            Isso força o Nmap a tentar diversas vezes só para o caso de a
            sondagem ter sido descartada por congestionamento da rede ao invés
            de filtragem. Isso reduz a velocidade do scan
            dramaticamente.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>não-filtrado (unfiltered)</term>

          <listitem>
            <para>O estado não-filtrado significa que uma porta está
            acessível, mas que o Nmap é incapaz de determinar se ela está
            aberta ou fechada. Apenas o scan ACK, que é usado para mapear
            conjuntos de regras de firewall, classifica portas com este
            estado. Escanear portas não-filtradas com outros tipos de scan,
            tal como scan Window, scan Syn, ou scan FIN, podem ajudar a
            responder se a porta está aberta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>open|filtered</term>

          <listitem>
            <para>O Nmap coloca portas neste estado quando é incapaz de
            determinar se uma porta está aberta ou filtrada. Isso acontece
            para tipos de scan onde as portas abertas não dão nenhuma
            resposta. A falta de resposta também pode significar que um filtro
            de pacotes descartou a sondagem ou qualquer resposta que ela tenha
            provocado. Portanto não sabe-se com certeza se a porta está aberta
            ou se está sendo filtrada. Os scans UDP, IP Protocol, FIN, Null, e
            Xmas classificam portas desta forma.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>closed|filtered</term>

          <listitem>
            <para>Este estado é usado quando o Nmap é incapaz de determinar se
            uma porta está fechada ou filtrada. É apenas usado para o scan
            IPID Idle scan.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-scanning-techniques">
      <title>Técnicas de Escaneamento de Portas</title>

      <para>Como um novato executando um reparo automotivo, posso brigar por
      horas tentando usar minhas ferramentas rudimentares (martelo, fita
      adesiva, grifo, etc.) nas tarefas. Quando eu falho miseravelmente e
      reboco minha lata-velha para um mecânico de verdade ele invariavelmente
      pesca aqui e ali em um enorme baú de ferramentas até pegar a coisa
      perfeita que torna a tarefa uma brincadeira. A arte de escanear portas é
      similar. Os experts entendem as dezenas de técnicas de escaneamento e
      escolhem as que são apropriadas (ou uma combinação) para uma dada
      tarefa. Usuários inexperientes e script kiddies, por outro lado, tentam
      resolver todos os problemas com o scan SYN padrão. Uma vez que o Nmap é
      gratuito, a única barreira para a maestria em escaneamento de portas é o
      conhecimento. Isso certamente é melhor que no mundo automotivo, onde
      pode ser necessário uma grande habilidade para determinar que você
      precisa de um compressor de molas e então você tem que pagar milhares de
      dólares por um.</para>

      <para>A maioria dos tipos de scan está disponível apenas para usuários
      privilegiados. Isso acontece porque eles enviam e recebem pacotes em
      estado bruto, o que requer acesso de root em sistemas Unix. Utilizar a
      conta de administrador no Windows é recomendado, embora o Nmap às vezes
      funcione com usuários sem privilégios nessa plataforma quando o WinPcap
      foi carregado no SO. Requerer privilégio de root era uma séria limitação
      quando o Nmap foi lançado em 1997, pois muitos usuários apenas tinham
      acesso a contas de shell compartilhadas. Agora o mundo é diferente.
      Computadores estão mais baratos, muito mais pessoas tem acesso direto e
      permanente à Internet, e computadores de mesa Unix (incluindo Linux e
      MAC OS X) são comuns. Uma versão para o Windows do Nmap se encontra
      disponível atualmente, permitindo que se rode em muito mais computadores
      de mesa. Por todas essas razões, os usuários tem menos necessidade de
      executar o Nmap à partir de contas de shell compartilhadas e limitadas.
      Isso é muito bom pois as opções privilegiadas tornam o Nmap muito mais
      poderoso e flexível.</para>

      <para>Embora o Nmap tente produzir resultados precisos, tenha em mente
      que todas as deduções são baseadas em pacotes devolvidos pelas
      máquinas-alvo (ou firewalls na frente delas). Tais hosts podem ser
      não-confiáveis e enviar respostas com o propósito de confundir ou
      enganar o Nmap. Muito mais comum são os hosts não-de-acordo-com-a-rfc
      que não respondem como deveriam às sondagens do Nmap. As sondagens FIN,
      Null e Xmas são particularmente suscetíveis a esse problema. Tais
      questões são específicas de determinados tipos de scan e portanto são
      discutidos nas entradas individuais de cada um dos tipos.</para>

      <para>Esta seção documenta as dezenas de técnicas de escaneamento de
      portas suportadas pelo Nmap. Apenas um método pode ser utilizado de cada
      vez exceto que um scan UDP (<option>-sU</option>) pode ser combinado com
      qualquer um dos tipos de scan TCP. Como uma ajuda para a memória, as
      opções dos tipos de escaneamento de portas estão no formato
      <option>-s<replaceable>C</replaceable></option>, onde
      <replaceable>C</replaceable> é um caracter proeminente no nome do scan,
      normalmente o primeiro. A única exceção a essa regra é para o scan
      depreciado FTP bounce (<option>-b</option>). Por padrão, o Nmap executa
      um scan SYN, embora ele substitua por um scan connect se o usuário não
      tiver os privilégios adequados para enviar pacotes em estado bruto
      (requer acesso de root no UNIX) ou se alvos IPv6 forem especificados.
      Dos scans listados nesta seção, os usuários não privilegiados podem
      apenas executar os scans connect e ftp bounce.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sS</option> (scan TCP SYN)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sS</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP SYN</primary>
            </indexterm>

            <para>O scan SYN é a opção de scan padrão e mais popular por boas
            razões. Pode ser executada rapidamente, escaneando milhares de
            portas por segundo em uma rede rápida, não bloqueada por firewalls
            intrusivos. O scan SYN é relativamente não-obstrusivo e camuflado,
            uma vez que ele nunca completa uma conexão TCP. Ele também
            trabalha contra qualquer pilha TCP padronizada ao invés de
            depender de idiossincrasias de plataformas específicas como os
            scans Fin/Null/Xmas, Maimon e Idle fazem. Ele também permite uma
            diferenciação limpa e confiável entre os estados <literal>aberto
            (open)</literal>, <literal>fechado (closed)</literal>, e
            <literal>filtrado (filtered)</literal>.</para>

            <para>Esta técnica é freqüentemente chamada de escaneamento de
            porta entreaberta (half-open scanning), porque você não abre uma
            conexão TCP completamente. Você envia um pacote SYN, como se fosse
            abrir uma conexão real e então espera uma resposta. Um SYN/ACK
            indica que a porta está ouvindo (aberta), enquanto um RST (reset)
            é indicativo de uma não-ouvinte. Se nenhuma resposta é recebida
            após diversas retransmissões, a porta é marcada como filtrada. A
            porta também é marcada como filtrada se um erro ICMP de
            inalcançável é recebido (tipo 3, código 1,2, 3, 9, 10, ou
            13).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sT</option> (scan TCP connect)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sT</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP connect</primary>
            </indexterm>

            <para>O scan TCP connect é o scan padrão do TCP quando o scan SYN
            não é uma opção. Esse é o caso quando o usuário não tem
            privilégios para criar pacotes em estado bruto ou escanear redes
            IPv6. Ao invés de criar pacotes em estado bruto como a maioria dos
            outros tipos de scan fazem, o Nmap pede ao sistema operacional
            para estabelecer uma conexão com a máquina e porta alvos enviando
            uma chamada de sistema <literal>connect()</literal>. Essa é a
            mesma chamada de alto nível que os navegadores da web, clientes
            P2P, e a maioria das outras aplicações para rede utilizam para
            estabelecer uma conexão. É parte da interface de programação
            conhecida como API de Sockets de Berkeley. Ao invés de ler as
            respostas em pacotes em estado bruto diretamente dos fios, o Nmap
            utiliza esta API para obter informações do estado de cada
            tentativa de conexão.</para>

            <para>Quando um scan SYN está disponível é normalmente a melhor
            escolha. O Nmap tem menos controle sobre a chamada de alto nível
            <literal>connect()</literal> do que sobre os pacotes em estado
            bruto, tornando-o menos eficiente. A chamada de sistema completa
            as conexões nas portas-alvo abertas ao invés de executar o reset
            de porta entreaberta que o scan SYN faz. Isso não só leva mais
            tempo e requer mais pacotes para obter a mesma informação, mas
            também torna mais provável que as máquinas-alvo registrem a
            conexão. Um sistema IDS decente irá detectar qualquer um deles,
            mas a maioria das máquinas não tem esse tipo de sistema de alarme.
            Muitos serviços na maioria dos sistema Unix irão acrescentar uma
            nota no syslog, e às vezes uma mensagem de erro obscura, quando o
            Nmap se conecta e então fecha a conexão sem enviar nenhum dado.
            Serviços verdadeiramente patéticos irão travar quando isso
            acontecer, embora isso seja incomum. Um administrador que vê um
            punhado de tentativas de conexão nos registros vindos de um único
            sistema deveria saber que foi escaneado com connect().</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sU</option> (scans UDP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sU</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scans UDP</primary>
            </indexterm>

            <para>Embora os serviços mais populares na Internet trafeguem
            sobre o protocolo TCP, os serviços <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc768.txt">UDP</ulink> são
            amplamente difundidos. O DNS, o SNMP, e o DHCP (registrados nas
            portas 53, 161/162, e 67/68) são três dos mais comuns. Pelo fato
            do escaneamento UDP ser normalmente mais lento e mais difícil que
            o TCP, alguns auditores de segurança ignoram essas portas. Isso é
            um erro, pois serviços UDP passíveis de exploração são bastante
            comuns e invasores certamente não ignoram o protocolo inteiro.
            Felizmente o Nmap pode ajudar a inventariar as portas UDP.</para>

            <para>O scan UDP é ativado com a opção <option>-sU</option>. Ele
            pode ser combinado com um tipo de escaneamento TCP como o scan SYN
            (<option>-sS</option>) para averigüar ambos protocolos na mesma
            execução.</para>

            <para>O scan UDP funciona enviando um cabeçalho UDP vazio (sem
            dados) para cada porta almejada. Se um erro ICMP de porta
            inalcançável (tipo 3, código 3) é retornado, a porta está
            <literal>fechada</literal>. Outros erros do tipo inalcançável
            (tipo 3, códigos 1, 2, 9, 10, ou 13) marcam a porta como
            <literal>filtrada</literal>. Ocasionalmente um serviço irá
            responder com um pacote UDP, provando que está
            <literal>aberta</literal>. Se nenhuma resposta é recebida após as
            retransmissões, a porta é classificada como
            <literal>aberta|filtrada</literal>. Isso significa que a porta
            poderia estar aberta, ou talvez que filtros de pacotes estejam
            bloqueando a comunicação. Scans de versões (<option>-sV</option>)
            podem ser utilizados para ajudar a diferenciar as portas
            verdadeiramente abertas das que estão filtradas.</para>

            <para>Um grande desafio com o escaneamento UDP é fazê-lo
            rapidamente. Portas abertas e filtradas raramente enviam alguma
            resposta, deixando o Nmap esgotar o tempo (time out) e então
            efetuar retransmissões para o caso de a sondagem ou a resposta ter
            sido perdida. Portas fechadas são, normalmente, um problema ainda
            maior. Elas costumam enviar de volta um erro ICMP de porta
            inalcançável. Mas, ao contrário dos pacotes RST enviados pelas
            portas TCP fechadas em resposta a um scan SYN ou connect, muitos
            hosts limitam a taxa de mensagens ICMP de porta inalcançável por
            padrão. O Linux e o Solaris são particularmente rigorosos quanto a
            isso. Por exemplo, o kernel 2.4.20 do Linux limita a quantidade de
            mensagens de destino inalcançável a até uma por segundo (no
            <filename>net/ipv4/icmp.c</filename>).</para>

            <para>O Nmap detecta a limitação de taxa e diminui o ritmo de
            acordo para evitar inundar a rede com pacotes inúteis que a
            máquina-alvo irá descartar. Infelizmente, um limite como o do
            Linux de um pacote por segundo faz com que um scan de 65.536
            portas leve mais de 18 horas. Idéias para acelerar o escaneamento
            UDP incluem escanear mais hosts em paralelo, fazer um scan rápido
            apenas das portas mais comuns primeiro, escanear por detrás de um
            firewall, e utilizar <option>--host-timeout</option> para pular os
            hosts lentos.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sN</option>; <option>-sF</option>;
          <option>-sX</option> (scans TCP Null, FIN, e Xmas)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sN</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sF</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sX</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP NULL</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP FIN</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP Xmas</primary>
            </indexterm>

            <para>Esses três tipos de scan (existem outras opções, possíveis
            com a opção <option>--scanflags</option> descrita na próxima
            seção) exploram uma brecha sutil na <ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc793.txt">RFC do TCP</ulink>
            para diferenciarem entre portas <literal>abertas</literal> e
            <literal>fechadas</literal>. A página 65 diz que <quote>se a porta
            [destino] estiver FECHADA .... um segmento entrante que não
            contenha um RST irá causar o envio de um RST como
            resposta.</quote> Então a página seguinte discute os pacotes
            enviados à portas abertas sem os bits SYN, RST ou ACK marcados,
            afirmando que: <quote>é pouco provável que você chegue aqui, mas
            se chegar, descarte o segmento, e volte.</quote></para>

            <para>Quando se escaneia sistemas padronizados com o texto desta
            RFC, qualquer pacote que não contenha os bits SYN, RST, ou ACK irá
            resultar em um RST como resposta se a porta estiver fechada, e
            nenhuma resposta se a porta estiver aberta. Contanto que nenhum
            desses três bits estejam incluídos, qualquer combinação dos outros
            três (FIN, PSH e URG) é válida. O Nmap explora isso com três tipos
            de scan:</para>

            <variablelist>
              <varlistentry>
                <term>scan Null (<option>-sN</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Não marca nenhum bit (o cabeçalho de flag do tcp é
                  0)</para>
                </listitem>
              </varlistentry>

              <varlistentry>
                <term>scan FIN (<option>-sF</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Marca apenas o bit FIN do TCP.</para>
                </listitem>
              </varlistentry>

              <varlistentry>
                <term>scan Xmas(<option>-sX</option>)</term>

                <listitem>
                  <para>Marca as flags FIN, PSH e URG, iluminando o pacote
                  como uma árvore de Natal.</para>
                </listitem>
              </varlistentry>
            </variablelist>

            <para>Esses três tipos de scan são exatamente os mesmos em termos
            de comportamento, exceto pelas flags TCP marcadas no pacotes de
            sondagem. Se um pacote RST for recebido, a porta é considerada
            <literal>fechada</literal>, e nenhuma resposta significa que está
            <literal>aberta|filtrada</literal>. A porta é marcada como
            <literal>filtrada</literal> se um erro ICMP do tipo inalcançável
            (tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13) for recebido.</para>

            <para>A vantagem principal desses tipos de scan é que eles podem
            bisbilhotar através de alguns firewalls não-orientados à conexão e
            de roteadores que filtram pacotes. Outra vantagem é que esses
            tipos de scan são um pouco mais camuflados do que o scan SYN. Mas,
            não conte com isso -- a maioria dos produtos IDS modernos podem
            ser configurados para detectá-los. O maior problema é que nem
            todos os sistemas seguem a RFC 793 ao pé-da-letra. Diversos
            sistemas enviam respostas RST para as sondagens independentemente
            do fato da porta estar aberta ou não. Isso faz com que todas as
            portas sejam classificadas como <literal>fechadas</literal>. A
            maioria dos sistemas operacionais que fazem isso são Microsoft
            Windows, muitos dispositivos Cisco, BSDI, e o IBM OS/400. Esse
            scan realmente funciona contra a maioria dos sistemas baseados em
            Unix. Outro ponto negativo desses scans é que eles não conseguem
            diferenciar portas <literal>abertas</literal> de alguns tipos de
            portas <literal>filtradas</literal>, deixando você com a resposta
            <literal>abera|filtrada</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sA</option> (scan TCP ACK)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sA</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP ACK</primary>
            </indexterm>

            <para>Esse scan é diferente dos outros discutidos até agora pelo
            fato de que ele nunca determina se uma porta está
            <literal>aberta</literal> (ou mesmo
            <literal>aberta|filtrada</literal>). Ele é utilizado para mapear
            conjuntos de regras do firewall, determinando se eles são
            orientados à conexão ou não e quais portas estão filtradas.</para>

            <para>O pacote de sondagem do scan ACK tem apenas a flag ACK
            marcada (a menos que você use <option>--scanflags</option>).
            Quando se escaneia sistemas não-filtrados, as portas
            <literal>abertas</literal> e <literal>fechadas</literal> irão
            devolver um pacote RST. O Nmap então coloca nelas o rótulo
            <literal>não-filtradas (unfiltered)</literal>, significando que
            elas estão alcançáveis pelo pacote ACK, mas se elas estão
            <literal>abertas</literal> ou <literal>fechadas</literal> é
            indeterminado. Portas que não respondem, ou que devolvem certas
            mensagens de erro ICMP (tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13), são
            rotuladas como <literal>filtradas</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sW</option> (scan da Janela TCP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sW</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Scan da Janela TCP</primary>
            </indexterm>

            <para>Scan da Janela é exatamente o mesmo que o scan ACK, exceto
            que ele explora um detalhe da implementação de certos sistemas de
            forma a diferenciar as portas abertas das fechadas, ao invés de
            sempre mostrar <literal>não-filtrada</literal> quando um RST é
            devolvido. Ele faz isso examinando o campo Janela TCP (TCP Window)
            do pacote RST devolvido. Em alguns sistemas, as portas abertas
            usam um valor positivo de tamanho de janela (mesmo para pacotes
            RST), enquanto que as portas fechadas tem um valor igual a zero.
            Então, ao invés de sempre mostrar uma porta como
            <literal>não-filtrada</literal> quando se recebe um RST de volta,
            o scan da Janela mostra a porta como <literal>aberta</literal> ou
            <literal>fechada</literal> se o valor da Janela TCP no reset for
            positivo ou zero, respectivamente.</para>

            <para>Este scan se baseia em um detalhe de implementação de uma
            minoria de sistemas na Internet, portanto não se pode confiar
            sempre nele. Sistemas que não suportam isso irão normalmente
            devolver todas as portas como <literal>fechadas</literal>. É claro
            que é possível que a máquina realmente não tenha nenhuma porta
            aberta. Se a maioria das portas escaneadas estiver
            <literal>fechada</literal> mas uns poucos números de portas comuns
            (tais como 22, 25, 53) estão <literal>filtrados</literal>, o
            sistema muito provavelmente está vulnerável. De vez em quando, os
            sistemas irão mostrar exatamente o comportamento oposto. Se o seu
            scan mostrar 1000 portas abertas e 3 fechadas ou filtradas, então
            essas três podem muito bem ser as verdadeiramente abertas.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sM</option> (scan TCP Maimon)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sM</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan TCP Maimon</primary>
            </indexterm>

            <para>O scan Maimon recebeu o nome de seu descobridor, Uriel
            Maimon. Ele descreveu a técnica na Phrack Magazine, edição 49
            (Novembro de 1996). O Nmap, que incluiu essa técnica, foi lançado
            duas edições mais tarde. A técnica é exatamente a mesma que os
            scans Null, FIN e Xmas, exceto que a sondagem é FIN/ACK. De acordo
            com a RFC 793 (TCP), um pacote RST deveria ser gerado em resposta
            a tal sondagem se a porta estiver aberta ou fechada. Entretanto,
            Uriel notou que muitos sistemas derivados do BSD simplesmente
            descartavam o pacote se a porta estivesse aberta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--scanflags</option> (scan TCP Personalizado)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--scanflags</primary>
            </indexterm>

            <para>Usuários verdadeiramente avançados do Nmap não precisam se
            limitar aos tipos de scans enlatados oferecidos. A opção
            <option>--scanflags</option> permite que você desenhe seu próprio
            scan permitindo a especificação de flags TCP arbitrárias. Deixe
            sua imaginação correr solta enquanto dribla sistemas de detecção
            de intrusão, cujos fabricantes apenas olharam rapidamente a página
            man do Nmap adicionando regras específicas!</para>

            <para>O argumento do <option>--scanflags</option> pode ser um
            valor numérico da marca (flag) como o 9 (PSH e FIN), mas usar
            nomes simbólicos é mais fácil. Apenas esprema alguma combinação de
            <literal>URG</literal>, <literal>ACK</literal>,
            <literal>PSH</literal>, <literal>RST</literal>,
            <literal>SYN</literal>, e <literal>FIN</literal>. Por exemplo,
            <option>--scanflags URGACKPSHRSTSYNFIN</option> marca tudo, embora
            não seja muito útil para escaneamento. A ordem em que essas marcas
            são especificadas é irrelevante.</para>

            <para>Além de especificar as marcas desejadas, você pode
            especificar um tipo de scan TCP (como o <option>-sA</option> ou
            <option>-sF</option>). Esse tipo-base diz ao Nmap como interpretar
            as respostas. Por exemplo, um scan SYN considera nenhuma-resposta
            como uma indicação de porta <literal>filtrada</literal>, enquanto
            que um scan FIN trata a mesma como
            <literal>aberta|filtrada</literal>. O Nmap irá se comportar da
            mesma forma que o tipo de scan-base escolhido, exceto que ele irá
            usar as marcas TCP que você especificar. Se você não escolher um
            tipo-base, o scan SYN é utilizado.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sI &lt;hostzumbi[:portadesondagem]&gt;</option> (scan
          Idle)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sI</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>scan Idle</primary>
            </indexterm>

            <para>Este método avançado de scan permite um scan TCP realmente
            cego das portas do alvo (significando que nenhum pacote é enviado
            para o alvo do seu endereço IP real). Ao invés disso, um ataque
            canal-lateral (side-channel) explora a previsível geração de
            seqüencia de ID, conseqüencia da fragmentação do IP, no host
            zumbi, para juntar informações sobre as portas abertas no alvo.
            Sistemas IDS irão mostrar o scan como se viessem da máquina zumbi
            que você especificou (que deve estar ativa e obedecer a alguns
            critérios). Este tipo fascinante de scan é complexo demais para se
            descrever completamente aqui, neste guia de referência, então eu
            escrevi e postei um trabalho informal com detalhes completos em
            <ulink url="http://nmap.org/book/idlescan.html" />.</para>

            <para>Além de ser extraordinariamente camuflado (devido à sua
            natureza cega), este tipo de scan permite mapear relações de
            confiança baseadas em IP entre máquinas. A listagem de portas
            mostra as portas abertas <emphasis>da perspectiva do host
            zumbi.</emphasis> Portanto você pode tentar escanear algo usando
            vários zumbis que você acha que podem ser confiáveis (via regras
            de roteador/filtro de pacotes).</para>

            <para>Você pode adicionar o sinal "dois-pontos", seguido do número
            da porta, ao nome do host zumbi se quiser sondar uma porta em
            particular no zumbi, verificando as mudanças de IPID. Do contrário
            o Nmap irá utilizar a porta que ele normalmente usa por padrão
            para pings tcp (80).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sO</option> (Scans do protocolo IP)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sO</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Scans do protocolo IP</primary>
            </indexterm>

            <para>Scans do Protocolo IP permitem que você determine quais
            protocolos IP (TCP, ICMP, IGMP, etc.) são suportados pelas
            máquina-alvo. Isso não é, tecnicamente, um scan de portas, pois
            ele varia os números do protocolo IP ao invés dos números de
            portas TCP e UDP. Ainda assim, ele utiliza a opção
            <option>-p</option> para selecionar os números de protocolos a
            escanear, mostra os resultados dentro do formato normal da tabela
            de portas e usa o mesmo mecanismo de escaneamento dos métodos de
            descoberta de portas. Portanto ele é parecido o suficiente com um
            scan de portas e por isso pertence à este lugar.</para>

            <para>Além de ser útil de seu jeito, o scan de protocolo mostra o
            poder do software de código aberto. Embora a idéia fundamental
            seja bastante simples, eu não havia pensado em adicioná-la e nem
            havia recebido nenhuma solicitação para essa funcionalidade.
            Então, no verão de 2000, Gerhard Rieger concebeu a idéia, escreveu
            uma excelente alteração (patch) implementando-a, e a enviou para a
            lista de discussão nmap-hackers. Eu incorporei a alteração na
            árvore do Nmap e lancei uma nova versão no dia seguinte. Poucos
            produtos de software comercial tem usuários entusiasmados o
            suficiente para desenhar e contribuir com melhorias!</para>

            <para>O scan de protocolo funciona de uma forma similar a um scan
            UDP. Ao invés de ficar repetindo alternando o campo de número de
            porta de um pacote UDP, ele envia cabeçalhos de pacote IP e faz a
            repetição alternando o campo de protocolo IP de 8 bits. Os
            cabeçalhos normalmente estão vazios, sem conter dados, e nem mesmo
            contendo o cabeçalho apropriado do suposto protocolo. As três
            exceções são o TCP, o UDP e o ICMP. Um cabeçalho de protocolo
            apropriado para estes é incluído, uma vez que alguns sistemas não
            os enviarão caso não tenham, e porque o Nmap tem as funções para
            criá-los Ao invés de observar as mensagens de erro ICMP de porta
            inalcançável, o scan de protocolo fica de olho nas mensagens ICMP
            de <emphasis>protocolo</emphasis> inalcançável. Se o Nmap recebe
            qualquer resposta de qualquer protocolo do host-alvo, o Nmap marca
            esse protocolo como <literal>aberto</literal>. Um erro ICMP de
            protocolo não-alcançável (tipo 3, código 2) faz com que o
            protocolo seja marcado como <literal>fechado</literal>. Outros
            erros ICMP do tipo inalcançável (tipo 3, código 1, 3, 9, 10, ou
            13) fazem com que o protocolo seja marcado como
            <literal>filtrado</literal> (embora eles provem, ao mesmo tempo,
            que o ICMP está <literal>aberto</literal>). Se nenhuma resposta
            for recebida após as retransmissões, o protocolo é marcado como
            <literal>aberto|filtrado.</literal></para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-b &lt;host para relay de ftp&gt;</option> (Scan de
          FTP bounce)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-b</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>Scan de FTP bounce</primary>
            </indexterm>

            <para>Uma característica interessante do protocolo FTP (<ulink
            url="http://www.rfc-editor.org/rfc/rfc959.txt">RFC 959</ulink>) é
            o suporte à conexões denominadas proxy ftp. Isso permite que um
            usuário conecte-se a um servidor FTP, e então solicite que
            arquivos sejam enviados a um terceiro servidor. Tal característica
            é sujeita a abusos em diversos níveis, por isso a maioria dos
            servidores parou de suportá-la. Um dos abusos permitidos é fazer
            com que o servidor FTP escaneie as portas de outros hosts.
            Simplesmente solicite que o servidor FTP envie um arquivo para
            cada porta interessante do host-alvo. A mensagem de erro irá
            descrever se a porta está aberta ou não. Esta é uma boa forma de
            passar por cima de firewalls porque os servidores FTP de empresas
            normalmente são posicionados onde tem mais acesso a outros hosts
            internos que os velhos servidores da Internet teriam. O Nmap
            suporta o scan de ftp bounce com a opção <option>-b</option>. Ela
            recebe um argumento no formato
            <replaceable>nomedousuário</replaceable>:<replaceable>senha</replaceable>@<replaceable>servidor</replaceable>:<replaceable>porta</replaceable>.
            <replaceable>Servidor</replaceable> é o nome ou endereço IP de um
            servidor FTP vulnerável. Assim como em uma URL normal, você pode
            omitir
            <replaceable>nomedousuário</replaceable>:<replaceable>senha</replaceable>,
            neste caso as credenciais de login anônimo (usuário:
            <literal>anonymous</literal> senha:<literal>-wwwuser@</literal>)
            serão usados. O número da porta (e os dois-pontos) podem ser
            omitidos, e então a porta FTP padrão (21) no
            <replaceable>servidor</replaceable> será utilizada.</para>

            <para>Esta vulnerabilidade espalhou-se em 1997 quando o Nmap foi
            lançado, mas foi corrigida amplamente. Servidores vulneráveis
            ainda estão por aí, então pode valer a pena tentar se tudo o mais
            falhar. Se passar por cima de um firewall é o seu objetivo,
            escaneie a rede-alvo procurando por uma porta 21 aberta (ou mesmo
            por qualquer serviço FTP se você escanear todas as portas com a
            detecção de versão), então tente um scan bounce usando-as. O Nmap
            irá dizer se o host é vulnerável ou não. Se você estiver apenas
            tentando encobrir suas pegadas, você não precisa (e, na verdade,
            não deveria) limitar-se a hosts na rede-alvo. Antes de sair
            escaneando endereços aleatórios na Internet, procurando por
            servidores FTP, considere que os administradores de sistemas podem
            não apreciar o seu abuso nos servidores deles.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-port-specification">
      <title>Especificação de Portas e Ordem de Scan</title>

      <para>Somado a todos os métodos de scan discutidos anteriormente, o Nmap
      oferece opções para especificar quais portas são escaneadas e se a ordem
      de escaneamento é aleatória ou sequencial. Por padrão, o Nmap escaneia
      todas as portas até, e incluindo, 1024, bem como portas com numeração
      alta listadas no arquivo the <filename>nmap-services</filename> para
      o(s) protocolo(s) escaneados.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-p &lt;faixa de portas&gt;</option> (Escaneia apenas
          as portas especificadas)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-p</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção especifica quais portas que você deseja escanear
            e prevalece sobre o padrão. Números de portas individuais são
            suportadas, bem como as faixas separadas por um hífen (p.ex.:
            1-1023). Os valores iniciais e/ou finais da faixa podem ser
            omitidos, o que faz com que o Nmap use 1 e 65535, respectivamente.
            Portanto, você pode especificar <option>-p-</option> para escanear
            as portas de 1 até 65535. Escanear a porta zero é permitido se
            você especificar explicitamente. Para o escaneamento do protocolo
            IP (<option>-sO</option>), esta opção especifica os números dos
            protocolos que você deseja escanear (0-255).</para>

            <para>Quando escanear ambas as portas TCP e UDP, você pode
            especificar um protocolo em particular, precedendo os números de
            portas com <literal>T:</literal> ou <literal>U:</literal>. O
            qualificador dura até que você especifique um novo qualificador.
            Por exemplo, o argumento <option>-p
            U:53,111,137,T:21-25,80,139,8080</option> escanearia as portas UDP
            53, 111 e 137, bem como as portas TCP listadas. Note que para
            escanear ambas as portas UDP e TCP, você tem que especificar
            <option>-sU</option> e pelo menos um tipo de scan TCP (tal como
            <option>-sS</option>, <option>-sF</option> ou
            <option>-sT</option>). Se nenhum qualificador de protocolo for
            informado, os números de portas serão acrescentados à todas as
            listas de protocolos.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-F</option> (Scan Rápido (portas limitadas))</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-F</primary>
            </indexterm>

            <para>Especifica que você deseja apenas escanear as portas
            listadas no arquivo <filename>nmap-services</filename> que vem com
            o nmap (ou o arquivo de protocolos para o <option>-sO</option>).
            Isto é muito mais rápido do que escanear todas as 65535 portas de
            um host. Pelo fato desta lista conter tantas portas TCP (mais de
            1200), a diferença de velocidade de um scan TCP padrão (cerca de
            1650 portas) não é dramática. A diferença pode ser enorme se você
            especificar seu próprio minúsculo arquivo
            <filename>nmap-services</filename> usando a opção
            <option>--datadir</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-r</option> (Não usa as portas de forma
          aleatória)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-r</primary>
            </indexterm>

            <para>Por padrão, o Nmap usa a ordem das portas a serem escaneadas
            de forma aleatória (exceto aquelas portas normalmente certamente
            acessíveis que são movidas próximas ao início por motivos de
            eficiência). Essa técnica de busca aleatória normalmente é
            desejável, mas você pode especificar <option>-r</option> para um
            escaneamento de portas sequencial.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-version-detection">
      <title>Detecção de Serviço e Versão</title>

      <indexterm significance="normal">
        <primary>scan de Versão</primary>
      </indexterm>

      <para>Aponte o Nmap para uma máquina remota e ele poderá lhe dizer que
      as portas 25/tcp, 80/tcp e 53/udp estão abertas. Utilizar o banco de
      dados <filename>nmap-services</filename>, com cerca de 2.200 serviços
      bastante conhecidos, do Nmap iria relatar que aquelas portas
      provavelmente correspondem a um servidor de correio eletrônico (SMTP), a
      um servidor de páginas web (HTTP) e a um servidor de nomes (DNS)
      respectivamente. Essa pesquisa normalmente é precisa -- a grande maioria
      de daemons escutando na porta TCP 25 é, de fato, de servidores de
      correio eletrônico. Entretanto, você não deveria apostar a sua segurança
      nesta informação! As pessoas podem e executam serviços em portas
      estranhas.</para>

      <para>Mesmo que o Nmap esteja certo, e o servidor hipotético acima
      esteja executando os serviços SMTP, HTTP e DNS, isso não é informação o
      bastante. Quando fizer uma avaliação de vulnerabilidades (ou mesmo um
      simples inventário da rede) de sua empresa ou clientes, você realmente
      deseja saber qual o programa-servidor de correio eletrônico ou de nomes
      e as versões que estão rodando. Ter um número de versão exato ajuda
      substancialmente na determinação de quais explorações (exploits) o
      servidor está vulnerável. A detecção de versão ajuda a obter esta
      informação.</para>

      <para>Depois que as portas TCP e/ou UDP forem descobertas usando
      qualquer um dos outros métodos de scan, a detecção de versão interroga
      essas portas para determinar mais informações sobre o que realmente está
      sendo executado nessas portas. O banco de dados
      <filename>nmap-service-probes</filename> do Nmap contém sondagens para
      pesquisar diversos serviços e expressões de acerto (match expressions)
      para reconhecer e destrinchar as respostas. O Nmap tenta determinar os
      protocolos de serviços (p.ex.: ftp, ssh, telnet, http), o nome da
      aplicação (p.ex.: ISC Bind, Apache httpd, Solaris telnetd), o número da
      versão, o nome do host, tipo de dispositivo (p.ex.: impressora,
      roteador), a família do SO (p.ex.: Windows, Linux) e às vezes detalhes
      diversos do tipo, se um servidor X está aberto para conexões, a versão
      do protocolo SSH ou o nome do usuário do KaZaA. É claro que a maioria
      dos serviços não fornece todas essas informações. Se o Nmap foi
      compilado com o suporte ao OpenSSL, ele irá se conectar aos servidores
      SSL para deduzir qual o serviço que está escutando por trás da camada
      criptografada. Quando os serviços RPC são descobertos, o "amolador" de
      RPC (RPC grinder) do Nmap (<option>-sR</option>) é automaticamente
      utilizado para determinar o nome do programa RPC e o número da versão.
      Algumas portas UDP são deixadas no estado
      <literal>aberta|filtrada</literal> depois que scan de porta UDP não
      consegue determinar se a porta está aberta ou filtrada. A detecção de
      versão irá tentar provocar uma resposta dessas portas (do mesmo jeito
      que faz com as portas abertas), e alterar o estado para aberta se
      conseguir. Portas TCP do tipo <literal>aberta|filtrada</literal> são
      tratadas da mesma forma. Note que a opção <option>-A</option> do Nmap
      habilita a detecção de versão, entre outras coisas. Um trabalho
      documentando o funcionamento, uso e customização da detecção de versão
      está disponível em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/vscan/" />.</para>

      <para>Quando o Nmap recebe uma resposta de um serviço mas não consegue
      encontrá-la em seu banco de dados, ele mostra uma identificação
      (fingerprint) especial e uma URL para que você envie informações se
      souber com certeza o que está rodando nessa porta. Por favor, considere
      dispor de alguns minutos para mandar essa informação de forma que sua
      descoberta possa beneficiar a todos. Graças a esses envios, o Nmap tem
      cerca de 3.000 padrões de acerto para mais de 350 protocolos, tais como
      o smtp, ftp, http, etc.</para>

      <para>A detecção de versão é habilitada e controlada com as seguintes
      opções:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-sV</option> (detecção de versão)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-sV</primary>
            </indexterm>

            <para>Habilita a detecção de versão, conforme discutido acima.
            Alternativamente, você pode usar a opção <option>-A</option> para
            habilitar tanto a detecção de SO como a detecção de versão.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--allports</option> (Não exclui nenhuma porta da
          detecção de versão)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--allports</primary>
            </indexterm>

            <para>Por padrão, a detecção de versão do Nmap pula a porta TCP
            9100 por causa de algumas impressoras que imprimem qualquer coisa
            que seja enviada para essa porta, levando a dezenas de páginas com
            requisições HTTP, requisições de sessões SSL binárias, etc. Esse
            comportamento pode ser alterado modificando-se ou removendo a
            diretiva <literal>Exclude</literal> no
            <filename>nmap-service-probes</filename>, ou você pode especificar
            <option>--allports</option> para escanear todas as portas
            independente de qualquer diretiva
            <literal>Exclude</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-intensity &lt;intensidade&gt;</option>
          (Estabelece a intensidade do scan de versão)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--version-intensity</primary>
            </indexterm>

            <para>Quando está executando um scan de versão
            (<option>-sV</option>), o nmap envia uma série de sondagens, cada
            qual com um valor atribuído de raridade, entre 1 e 9. As sondagens
            com números baixos são efetivas contra uma ampla variedade de
            serviços comuns, enquanto as com números altos são raramente
            úteis. O nível de intensidade especifica quais sondagens devem ser
            utilizadas. Quando mais alto o número, maiores as chances de o
            serviço ser corretamente identificado. Entretanto, scans de alta
            intensidade levam mais tempo. A intensidade deve estar entre 0 e
            9. O padrão é 7. Quando uma sondagem é registrada na porta-alvo
            através da diretiva <filename>nmap-service-probes</filename>
            <literal>ports</literal>, essa sondagem é tentada
            independentemente do nível de intensidade. Isso assegura que as
            sondagens DNS sempre serão tentadas contra qualquer porta 53
            aberta, e a sondagem SSL será realizada contra a 443, etc.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-light</option> (Habilita o modo leve
          (light))</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--version-light</primary>
            </indexterm>

            <para>Esse é um apelido conveniente para
            <option>--version-intensity 2</option>. Esse modo leve torna o
            escaneamento de versão muito mais rápido, mas é ligeiramente menos
            provável que identifique os serviços.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-all</option> (Tenta simplesmente todas as
          sondagens)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--version-all</primary>
            </indexterm>

            <para>Um apelido para <option>--version-intensity 9</option>,
            assegurando que todas as sondagens sejam tentadas contra cada
            porta.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--version-trace</option> (Monitora as atividades do
          scan de versão)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--version-trace</primary>
            </indexterm>

            <para>Isto faz com que o Nmap mostre informações de depuração
            extensivas sobre o que o escaneamento de versão está fazendo. É um
            sub-conjunto do que você obteria com
            <option>--packet-trace</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-sR</option> (Scan RPC)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--sR</primary>
            </indexterm>

            <para>Este método trabalha em conjunto com os vários métodos de
            escaneamento de portas do Nmap. Ele pega todas as portas TCP/UDP
            descobertas no estado aberta e inunda-as com comandos NULL do
            programa SunRPC, em uma tentativa de determinar se elas são portas
            RPC e, se forem, quais programas e números de versão elas mostram.
            Dessa forma você pode obter efetivamente a mesma informação que o
            <command>rpcinfo -p</command> mesmo se o portmapper do alvo
            estiver atrás de um firewall (ou protegido por TCP wrappers).
            Chamarizes não funcionam ainda com o scan RPC. Isso é habilitado
            automaticamente como parte do scan de versão
            (<option>-sV</option>) se você o solicitar. Como a detecção de
            versão inclui isso e é muito mais abrangente, o
            <option>-sR</option> raramente é necessário.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-os-detection">
      <title>Detecção de SO</title>

      <indexterm significance="normal">
        <primary>Detecção de SO</primary>
      </indexterm>

      <para>Uma das características mais conhecidas do Nmap é a detecção
      remota de SO utilizando a identificação da pilha (stack fingerprinting)
      do TCP/IP. O Nmap envia uma série de pacotes TCP e UDP ao host remoto e
      examina praticamente todos os bits das respostas. Após executar dezenas
      de testes como a amostragem TCP ISN, suporte e ordenamento das opções do
      TCP, amostragem IPID e a checagem do tamanho inicial da janela, o Nmap
      compara os resultados com o banco de dados
      <filename>nmap-os-fingerprints</filename> com mais de 1500
      identificações de SO conhecidas e mostra os detalhes do SO se houver uma
      correspondência. Cada identificação inclui uma descrição textual livre
      do SO e uma classificação que fornece o nome do fabricante (p.ex.: Sun),
      SO base (p.ex.: Solaris), geração do SO (p.ex.: 10) e tipo de
      dispositivo (genérico, roteador, switch, console de jogo, etc.).</para>

      <para>Se o Nmap não conseguir identificar o SO da máquina, e as
      condições forem favoráveis (p.ex.: pelo menos uma porta aberta e uma
      porta fechada foram encontradas), o Nmap irá fornecer uma URL onde você
      poderá enviar a identificação se souber (com certeza) o SO em execução
      na máquina. Fazendo isso, você contribui para a gama de sistemas
      operacionais conhecidos pelo Nmap e, com isso, ele será mais preciso
      para todos.</para>

      <para>A detecção de SO habilita diversos outros testes que usam as
      informações coletadas durante o processo. Um deles é a medição de
      uptime, que utiliza a opção timestamp do TCP (RFC 1323) para supor
      quando uma máquina foi reiniciada pela última vez. Isso apenas é
      mostrado para as máquinas que fornecem essa informação. Outro é a
      Classificação de Previsibilidade da Seqüencia do TCP. Ele mede
      aproximadamente o grau de dificuldade de se estabelecer uma conexão TCP
      forjada contra um host remoto. É útil para se explorar relações de
      confiança baseadas no IP de origem (rlogin, filtros de firewall, etc.)
      ou para ocultar a origem de um ataque. Esse tipo de enganação (spoofing)
      raramente é executada hoje em dia, mas muitas máquinas ainda estão
      vulneráveis a ele. O número de dificuldade real é baseado em amostragens
      estatísticas e pode variar. Normalmente é melhor usar a classificação em
      inglês, do tipo <quote>worthy challenge</quote> (um desafio que vale a
      pena) ou <quote>trivial joke</quote> (uma piada, muito fácil). Isso só é
      mostrado na saída normal do modo verbose (<option>-v</option>). Quando o
      modo verbose é habilitado juntamente com o <option>-O</option>, a
      Geração de Seqüencia IPID também é mostrada. A maioria das máquinas é
      classificada como <quote>incremental</quote> , o que significa que elas
      incrementam o campo ID no cabeçalho IP para cada pacote que envia. Isso
      torna-as vulnerável a diversos ataques avançados de levantamento e
      forjamento de informações.</para>

      <para>Um trabalho documentando o funcionamento, utilização e
      customização da detecção de SO está disponível em mais de uma dezena de
      línguas em <ulink url="http://insecure.org/nmap/osdetect/" />.</para>

      <para>A detecção de SO é habilitada e controlada com as seguintes
      opções:</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-O</option> (Habilita a detecção de SO)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-O</primary>
            </indexterm>

            <para>Habilita a deteção de SO, como discutido acima.
            Alternativamente, você pode usar <option>-A</option> para
            habilitar tanto a detecção de SO quanto a detecção de
            versão.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--osscan-limit</option> (Limitar a detecção de SO a
          alvos promissores)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--osscan-limit</primary>
            </indexterm>

            <para>A detecção de SO é bem mais eficiente se ao menos uma porta
            TCP aberta e uma fechada for encontrada. Escolha esta opção e o
            Nmap não irá nem tentar a detecção de SO contra hosts que não
            correspondam a este critério. Isso pode economizar um tempo
            considerável, particularmente em scans <option>-P0</option> contra
            muitos hosts. Isso só importa quando a detecção de SO é solicitada
            através de <option>-O</option> ou <option>-A</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--osscan-guess</option>; <option>--fuzzy</option>
          (Resultados de tentativas de detecção de SO)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--osscan-guess</primary>
            </indexterm>

            <para>Quano o Nmap não é capaz de detectar uma correspondência
            exata de SO, às vezes ele oferece possibilidades aproximada. A
            correspondência tem que ser muito próxima para o Nmap fazer isso
            por padrão. Qualquer uma dessas opções (equivalentes) tornam as
            tentativas do Nmap mais agressivas. O Nmap ainda assim irá dizer
            quando uma correspondência imperfeita é mostrada e o nível de
            confiança (porcentagem) de cada suposição.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-performance">
      <title>Temporização (Timing) e Desempenho</title>

      <para>Uma das minhas prioridades mais altas no desenvolvimento do Nmap
      tem sido o desempenho. Um scan padrão (<command>nmap
      <replaceable>hostname</replaceable></command>) de um host em minha rede
      local leva apenas um quinto de segundo. Isso mal dá tempo de piscar o
      olho, mas esse tempo aumenta conforme você está escaneando dezenas ou
      centenas de milhares de hosts. Além disso, certos tipos de scan, como o
      escaneamento UDP ou a detecção de versão, aumentam o tempo de
      escaneamento substancialmente. Da mesma forma algumas configurações de
      firewall fazem o mesmo, particularmente quando limitam a taxa de
      resposta. Embora o Nmap se utilize de paralelismo e muitos outros
      algoritmos avançados para acelerar esses scans, o usuário tem o controle
      final sobre como o Nmap executa. Usuários avançados elaboram comandos do
      Nmap cuidadosamente para obter apenas as informações que importam,
      sempre se preocupando com as restrições de tempo.</para>

      <para>Técnicas para melhorar os tempos de scan incluem omitir testes
      não-críticos e atualizar até a versão mais recente do Nmap (melhorias de
      desempenho são feitas freqüentemente). Otimizar os parâmetros de tempo
      também podem fazer uma grande diferença. Essas opções estão listadas
      abaixo.</para>

      <para>Algumas opções aceitam um parâmetro de <literal
      moreinfo="none">tempo</literal>. É especificado em milissegundos por
      padrão, embora você possa acrescentar ‘s’, ‘m’ ou ‘h’ ao valor para
      especificar segundos, minutos ou horas. Dessa forma, os argumentos
      <option>--host-timeout</option> arguments <literal
      moreinfo="none">900000</literal>, <literal
      moreinfo="none">900s</literal> e <literal moreinfo="none">15m</literal>
      fazem a mesma coisa.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>--min-hostgroup &lt;númerodehosts&gt;</option>;
          <option>--max-hostgroup &lt;númerodehosts&gt;</option> (Ajuste dos
          tamanhos dos grupos de scan paralelos)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--min-hostgroup</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--max-hostgroup</primary>
            </indexterm>

            <para>O Nmap tem a habilidade de fazer um scan de portas ou de
            versões em múltiplos hosts em paralelo. O Nmap faz isso dividindo
            a faixa de endereços IP-alvo em grupos, e então escaneando um
            grupo de cada vez. No geral, grupos maiores são mais eficientes. A
            contrapartida é que os resultados dos hosts não pode ser fornecido
            até que o grupo inteiro tenha terminado. Portanto, se o Nmap
            começou com um tamanho de grupo igual a 50, o usuário não
            receberia nenhum relatório (exceto pelas atualizações mostradas no
            modo verbose) até que os primeiros 50 hosts tivessem
            completado.</para>

            <para>Por padrão, o Nmap assume um compromisso para resolver esse
            conflito. Ele começa com um tamanho de grupo pequeno, igual a
            cinco, para que os primeiros resultados venham rápido, e então
            aumenta o tamanho até que chegue em 1024. O número padrão exato
            depende das opções fornecidas. Por questões de eficiência, o Nmap
            usa tamanhos de grupo maiores para o UDP ou para scans TCP com
            poucas portas.</para>

            <para>Quando o tamanho de grupo máximo é especificado com
            <option>--max-hostgroup</option>, o Nmap nunca irá exceder esse
            tamanho. Especifique um tamanho mínimo com
            <option>--min-hostgroup</option> e o Nmap irá tentar manter o
            tamanho dos grupos acima desse nível. O Nmap pode ter que usar
            tamanhos menores do que você especificou, se não houverem
            hosts-alvo suficientes restantes em uma dada interface, para
            completar o mínimo especificado. Ambos podem ser configurados para
            manter o tamanho do grupo dentro de uma faixa específica, embora
            isso raramente seja desejado.</para>

            <para>O uso primário destas opções é especificar um tamanho de
            grupo mínimo grande de forma que o scan completo rode mais
            rapidamente. Uma escolha comum é 256 para escanear uma rede em
            blocos de tamanho Classe C. Para um scan com muitas portas,
            exceder esse número não irá ajudar muito. Para scans com poucos
            números de portas, um tamanho de grupo de hosts de 2048 ou mais
            pode ser útil.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--min-parallelism &lt;numprobes&gt;</option>;
          <option>--max-parallelism &lt;numprobes&gt;</option> (Ajuste da
          paralelização das sondagens)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--min-parallelism</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--max-parallelism</primary>
            </indexterm>

            <para>Estas opções controlam o número total de sondagens que podem
            estar pendentes para um grupo de hosts. Elas são usadas para o
            escaneamento de portas e para a descoberta de hosts. Por padrão, o
            Nmap calcula um paralelismo ideal e constantemente atualizado
            baseado no desempenho da rede. Se os pacotes estiverem sendo
            descartados, o Nmap reduz o ritmo e libera menos sondagens
            pendentes. O número de sondagens ideal aumenta vagarosamente
            conforme a rede se mostre mais confiável. Estas opções estabelecem
            limites mínimo e máximo nessa variável. Por padrão, o paralelismo
            ideal pode cair até 1 se a rede se mostrar não-confiável e subir
            até diversas centenas em condições perfeitas.</para>

            <para>O uso mais comum é estabelecer
            <option>--min-parallelism</option> em um número maior que 1 para
            melhorar a velocidade dos scans de hosts ou redes com desempenho
            ruim. Esta é uma opção arriscada para se ficar brincando pois
            configurar um valor alto demais pode afetar a precisão. Configurar
            isso também reduz a habilidade do Nmap de controlar o paralelismo
            dinamicamente baseado nas condições da rede. Um valor igual a dez
            pode ser razoável, embora eu só ajuste esse valor como última
            alternativa.</para>

            <para>A opção <option>--max-parallelism</option> às vezes é
            configurada para evitar que o Nmap envie aos hosts mais do que uma
            sondagem por vez. Isso pode ser útil em conjunto com
            <option>--scan-delay</option> (discutido mais tarde), embora esta
            última normalmente sirva bem ao propósito por si só.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--min-rtt_timeout &lt;tempo&gt;</option>,
          <option>--max_rtt-timeout &lt;tempo&gt;</option>,
          <option>--initial-rtt-timeout &lt;tempo&gt;</option> (Ajuste de
          tempo de expiração (timeouts) das sondagens)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--min-rtt-timeout</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--max-rtt-timeout</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--initial-rtt-timeout</primary>
            </indexterm>

            <para>O Nmap mantém um valor de tempo de expiração (timeout) de
            execução para determinar quanto tempo ele deve esperar por uma
            resposta de uma sondagem antes de desistir ou retransmitir essa
            sondagem. Isso é calculado com base nos tempos de resposta de
            sondagens anteriores. Se a latência da rede se mostrar
            significativa e variável, esse tempo de expiração pode subir para
            diversos segundos. Ele também começa com um nível conservador
            (alto) e pode ficar desse jeito por um tempo, enquanto o Nmap
            escaneia hosts não-responsivos.</para>

            <para>Especificar valores <option>--max-rtt-timeout</option> e
            <option>--initial-rtt-timeout</option> mais baixos que o padrão
            pode reduzir o tempo de scan significativamente. Isso é
            particularmente verdadeiro para scans sem ping
            (<option>-P0</option>), e para aqueles contra redes bastante
            filtradas. Mas não se torne muito agressivo. O scan pode acabar
            levando mais tempo se você especificar um valor tão baixo que
            muitas sondagens irão expirar o tempo e serem retransmitidas
            enquanto a resposta ainda está em trânsito.</para>

            <para>Se todos os hosts estão em uma rede local, 100 milissegundos
            é um valor de <option>--max-rtt-timeout</option> razoavelmente
            agressivo. Se houver roteamento envolvido, faça um ping de um host
            da rede primeiro com o utilitário ICMP ping, ou com um formatador
            de pacotes customizados como o hping2, que pode passar por um
            firewall mais facilmente. Descubra o tempo máximo de round trip em
            dez pacotes, mais ou menos. Coloque o dobro desse valor em
            <option>--initial-rtt-timeout</option> e o triplo ou quádruplo
            para o <option>--max-rtt-timeout</option>. Normalmente eu não
            configuro o rtt máximo abaixo de 100ms, não importa quais os
            tempos de ping. Eu também não excedo o valor 1000ms.</para>

            <para><option>--min-rtt-timeout</option> é uma opção raramente
            utilizada que poderia ser útil quando uma rede é tão não-confiável
            que mesmo o padrão do Nmap é muito agressivo. Considerando que o
            Nmap apenas reduz o tempo de expiração para um valor mínimo quando
            a rede parece ser confiável, esta necessidade não é comum e
            deveria ser reportada à lista de discussão nmap-dev como um
            bug.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--max-retries &lt;númerodetentativas&gt;</option>
          (Especifica o número máximo de retransmissões de sondagens de scan
          de portas)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--max-retries</primary>
            </indexterm>

            <para>Quando o Nmap não recebe nenhuma resposta a uma sondagem de
            escaneamento de portas, isso pode significar que a porta está
            filtrada. Ou talvez a sondagem ou a resposta simplesmente se
            perdeu na rede. Também é possível que o host-alvo tenha habilitado
            uma limitação de tráfego que tenha bloqueado temporariamente a
            resposta. Então o Nmap tenta novamente retransmitindo a sondagem
            inicial. Se o Nmap perceber que a confiabilidade da rede está
            baixa, ele poderá tentar muitas vezes ainda, antes de desistir de
            uma porta. Embora isso beneficie a exatidão, isso também aumenta o
            tempo de escaneamento. Quando o desempenho é crítico, os
            escaneamentos podem ser acelerados através da limitação do número
            de retransmissões permitidas. Você pode até especificar
            <option>--max-retries 0</option> para evitar qualquer
            retransmissão, embora isto seja raramente recomendado.</para>

            <para>O normal (sem nenhum padrão <option>-T</option>) é permitir
            dez retransmissões. Se a rede aparentar ser confiável e os
            hosts-alvo não estiverem limitando o tráfego, o Nmap normalmente
            fará apenas uma retransmissão. Portanto, a maioria dos
            escaneamentos de alvos não serão sequer afetados com a redução do
            <option>--max-retries</option> para um valor baixo, como por
            exemplo três. Tais valores podem acelerar significativamente o
            escaneamento de hosts lentos (com limitação de tráfego). Você
            normalmente perde alguma informação quando o Nmap desiste das
            portas rapidamente, embora isso seja preferível a permitir que o
            <option>--host-timeout</option> expire e você perca todas as
            informações sobre o alvo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--host-timeout &lt;tempo&gt;</option> (Desiste de
          hosts-alvo lentos)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--host-timeout</primary>
            </indexterm>

            <para>Alguns hosts simplesmente levam tempo
            <emphasis>demais</emphasis> para serem escaneados. Isso pode ser
            causado por um hardware ou software de rede com fraco desempenho
            ou pouco confiável, limitação na taxa dos pacotes ou por um
            firewall restritivo. Os poucos hosts mais lentos de todos os hosts
            escaneados podem acabar sendo responsáveis pela maior parte do
            tempo total gasto com o scan. Às vezes é melhor cortar fora o
            prejuízo e pular esses hosts logo no início. Especifique a opção
            <option>--host-timeout</option> com o valor máximo de tempo que
            você tolera esperar. Eu normalmente especifico <literal
            moreinfo="none">30m</literal> para ter certeza de que o Nmap não
            gaste mais do que meia hora em um único host. Note que o Nmap pode
            estar escaneando outros hosts ao mesmo tempo em que essa meia hora
            desse único host está correndo, então não é uma perda de tempo
            total. Um host que expira o tempo é pulado. Nenhum resultado de
            tabela de portas, detecção de SO ou detecção de versão é mostrado
            para esse host.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--scan-delay &lt;tempo&gt;</option>;
          <option>--max-scan-delay &lt;tempo&gt;</option> (Ajusta o atraso
          entre sondagens)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--scan-delay</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--max-scan-delay</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção faz com que o Nmap aguarde um tempo determinado
            entre cada sondagem enviada a um dado host. Isto é particularmente
            útil no caso de limitação de taxas de transferência. Máquinas
            Solaris (entre muitas outras) irão normalmente responder à pacotes
            de sondagens de scans UDP com apenas uma mensagem ICMP por
            segundo. Qualquer número maior que isso, enviado pelo Nmap, será
            um desperdício. Um <option>--scan-delay</option> de <literal
            moreinfo="none">1s</literal> irá manter uma taxa de transferência
            baixa. O Nmap tenta detectar a limitação de taxa e ajusta o atraso
            no scan de acordo, mas não dói especificar explicitamente se você
            já sabe qual a taxa que funciona melhor.</para>

            <para>Quando o Nmap ajusta o atraso no scan aumentando para tentar
            igualar com a limitação na taxa de transferência, o scan fica
            consideravelmente mais lento. A opção
            <option>--max-scan-delay</option> especifica o maior atraso que o
            Nmap irá permitir. Estabelecer um valor muito baixo pode levar à
            uma retransmissão de pacotes inútil e à possíveis portas perdidas,
            quando o alvo utiliza limitação rígida de taxa de
            transferência.</para>

            <para>Outro uso do <option>--scan-delay</option> é para evitar os
            sistemas de prevenção e detecção de intrusão (IDS/IPS) baseados em
            limites.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>
            <option>--defeat-rst-ratelimit</option>
          </term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--defeat-rst-ratelimit</primary>
            </indexterm>

            <para>Muitos hosts usam há bastante tempo a limitação de taxa de
            transferência para reduzir o número de mensagens de erro ICMP
            (tais como os erros de porta-inalcançavel) enviados. Alguns
            sistemas agora aplicam limitações de taxa similares aos pacotes
            RST (reset) que eles geram. Isso pode tornar o Nmap
            consideravelmente mais lento pois o obriga a ajustar seu tempo de
            forma a refletir essas limitações de taxa. Você pode dizer ao Nmap
            para ignorar essas limitações de taxa (para scans de porta como o
            Scan SYN que <emphasis>não</emphasis> trata portas que não
            respondem como <literal moreinfo="none">abertas</literal>)
            especificando <option>--defeat-rst-ratelimit</option>.</para>

            <para>Utilizar esta opção pode reduzir a precisão, pois algumas
            portas irão aparecer como não-respondendo porque o Nmap não
            esperou tempo suficiente para uma resposta RST com taxa limitada.
            No caso de um scan SYN, o "não-respondendo" resulta na porta sendo
            rotulada como <literal moreinfo="none">filtrada</literal> ao invés
            de no estado <literal moreinfo="none">fechada</literal> que vemos
            quando os pacotes RST são recebidos. Esta opção é útil quando você
            se importa apenas com as portas abertas e distinguir entre
            portas<literal moreinfo="none">fechadas</literal> e <literal
            moreinfo="none">filtradas</literal> não vale o tempo extra.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-T
          &lt;Paranoid|Sneaky|Polite|Normal|Aggressive|Insane&gt;</option>
          (Estabelece um padrão de temporização)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--T</primary>
            </indexterm>

            <para>Embora os controles de temporização de ajuste fino
            discutidos nas seções anteriores sejam poderosos e efetivos,
            algumas pessoas os consideram confusos. Ainda mais, escolher os
            valores apropriados pode, às vezes, tomar mais tempo do que o
            próprio scan que você está tentando otimizar. Por isso, o Nmap
            oferece uma aproximação mais simples, com seis padrões de
            temporização. Você pode especificá-los com a opção
            <option>-T</option> e os números (0 - 5) ou os nomes. Os nomes de
            padrões são paranóico (paranoid, 0), furtivo (sneaky, 1), educado
            (polite, 2), normal (3), agressivo (agressive, 4) e insano
            (insane, 5). Os dois primeiros são para evitar um IDS. O modo
            educado (ou polido), diminui o ritmo de escaneamento para usar
            menos banda e recursos da máquina alvo. O modo normal é o padrão
            e, portanto, <option>-T3</option> não faz nada. O modo agressivo
            acelera os scans assumindo que você está em uma rede razoavelmente
            rápida e confiável. Finalmente, o modo insano assume que você está
            em uma rede extraordinariamente rápida ou está disposto a
            sacrificar alguma precisão pela velocidade.</para>

            <para>Esses padrões permitem que o usuário especifique o quão
            agressivo desejam ser, ao mesmo tempo que deixam o Nmap escolher
            os valores de temporização exatos. Os padrões também fazem ajustes
            pequenos na velocidade onde ainda não existem opções para controle
            de ajuste fino. Por exemplo, <option>-T4</option> proibe que o
            atraso dinâmico de escaneamento exceda 10ms para portas TCP e
            <option>-T5</option> corta esse valor para 5 milissegundos.
            Padrões podem ser utilizados em conjunto com controles de ajuste
            fino e esses controles que você especificar irão ter precedência
            sobre o padrão de temporização do parâmetro. Eu recomendo usar
            <option>-T4</option> quando escanear redes razoavelmente modernas
            e confiáveis. Mantenha essa opção mesmo que você adicione
            controles de ajuste fino, de forma que você possa se beneficiar
            com as pequenas otimizações extras que ela habilita.</para>

            <para>Se você tiver uma conexão ethernet ou de banda-larga
            decente, eu recomendaria sempre utilizar <option>-T4</option>.
            Algumas pessoas adoram o <option>-T5</option> embora seja
            agressivo demais para o meu gosto. As pessoas às vezes especificam
            <option>-T2</option> porque acham que diminui a probabilidade de
            travar os hosts ou porque elas se consideram educadas no geral.
            Normalmente elas não percebem o quão lento o <option>-T
            Polite</option> realmente é. Esses scans podem levar dez vezes
            mais tempo que um scan padrão. Travamento de máquinas e problemas
            com a banda são raros com as opções de temporização padrão
            (<option>-T3</option>) e, portanto, eu normalmente as recomendo
            para escaneadores precavidos. Omitir a detecção de versão é bem
            mais eficaz do que ficar brincando com os valores de temporização
            para reduzir esses problemas.</para>

            <para>Embora o <option>-T0</option> e o <option>-T1</option>
            possam ser usados para evitar alertas no IDS, eles irão leva muito
            mais tempo para escanear milhares de máquinas ou portas. Para um
            scan tão amplo, prefira estabelecer os valores exatos de
            temporização que você precisa ao invés de depender dos valores
            "engessados" de <option>-T0</option> e
            <option>-T1</option>.</para>

            <para>O principal efeito de <option>T0</option> é serializar o
            scan de forma que apenas uma porta é escaneada por vez, e então,
            aguardar cinco minutos entre o envio de cada sondagem.
            <option>T1</option> e <option>T2</option> são similares mas
            aguardam apenas 15 segundos e 0,4 segundos, respectivamente, entre
            as sondagens. <option>T3</option> é o comportamento padrão do
            Nmap, que inclui o paralelismo. <option>T4</option> faz o mesmo
            que <option>--max-rtt-timeout 1250 --initial-rtt-timeout 500
            --max_retries 6</option> e estabelece o atraso máximo de scan TCP
            em 10 milissegundos. <option>T5</option> faz o mesmo que
            <option>--max-rtt-timeout 300 --min-rtt-timeout 50
            --initial-rtt-timeout 250 --max-retries 2 --host-timeout
            15m</option> e estabelece o atraso máximo de scan TCP em
            5ms.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-bypass-firewalls-ids">
      <title>Evitando e enganando o Firewall/IDS</title>

      <para>Muitos pioneiros da Internet vislumbraram uma rede mundial aberta
      com um espaço de endereçamento IP universal que permitisse conexões
      virtuais entre quaisquer dois nós. Isso permite que os hosts atuem como
      verdadeiros semelhantes, servindo e obtendo informações uns dos outros.
      As pessoas poderiam acessar seus computadores domésticos do trabalho,
      mudando os ajustes do controle de climatização ou abrindo as portas para
      convidados. Essa visão de conectividade universal foi sufocada pela
      falta de espaço de endereçamento e preocupações com a segurança. No
      início dos anos 1990, as empresas começaram a instalar firewalls para o
      propósito claro de reduzir a conectividade. Rede enormes foram isoladas
      da Internet-sem-fronteiras por proxies de aplicativos, tradução de
      endereçamento de rede (network address translation) e filtros de
      pacotes. O fluxo irrestrito de informações deu a vez à regulamentação
      acirrada de canais de comunicação autorizados e ao conteúdo que neles
      trafegam.</para>

      <para>As obstruções de rede, como o firewall, podem tornar o mapeamente
      de uma rede extremamente difícil. E isso não vai se tornar mais fácil,
      pois sufocar as sondagens casuais é, freqüentemente, o objetivo
      principal de se instalar esses dispositivos. Apesar disso, o Nmap
      oferece muitas ferramentas para ajudar a entender essas redes complexas,
      e para verificar que os filtros estão funcionando como esperado. Ele até
      suporta mecanismos para passar por cima de defesas mal implementadas. Um
      dos melhores métodos para se entender a postura de segurança de uma rede
      é tentar derrubá-la. Pense com a mente de uma pessoa que quer atacá-lo,
      e aplique técnicas desta seção contra a sua rede. Lance um scan FTP
      bounce, um scan idle, um ataque de fragmentação ou tente "tunelar"
      (criar um túnel) através de um de seus próprios proxies.</para>

      <para>Além de restringir a atividade de rede, as empresas estão
      monitorando o tráfego cada vez mais, com sistemas de detecção de
      intrusão (IDS). Todos os principais IDS vêm com regras designadas para
      detectar escaneamentos feitos com o Nmap porque os scans são, às vezes,
      precursores de ataques. Muitos desses produtos foram recentemente
      metamorfoseados em sistemas de <emphasis>prevenção</emphasis> de
      intrusão (IPS) que bloqueiam o tráfego considerado malicioso de forma
      ativa. Infelizmente, para administradores de rede e vendedores de IDS,
      detectar confiavelmente as más intenções através da análise de dados de
      pacotes é um problema difícil. Atacantes com paciência, habilidade e a
      ajuda de certas opções do Nmap podem normalmente passar por um IDS sem
      serem detectados. Enquanto isso, os administradores devem lidar com um
      alto número de resultados do tipo falso-positivo, onde atividades
      inocentes são diagnosticadas erroneamente e recebem alertas ou são
      bloqueadas.</para>

      <para>De vez em quando, as pessoas sugerem que o Nmap não deveria
      oferecer opções que permitam evitar as regras de firewalls ou passar
      desapercebidos por IDSs. Elas argumentam que essas características são
      tão sujeitas à má-utilização por atacantes quanto são utilizadas por
      administradores para aumentar a segurança. O problema com esta lógica é
      que esses métodos ainda assim seriam utilizados pelos atacantes, que
      encontrariam outras ferramentas ou então acrescentariam essa
      funcionalidade no Nmap. Enquanto isso, os administradores achariam muito
      mais difícil executar suas tarefas. Instalar apenas servidores FTP
      modernos e corrigidos é uma defesa muito melhor do que tentar evitar a
      distribuição de ferramentas que implementem o ataque FTP bounce.</para>

      <para>Não existe uma carta mágica (ou opção do Nmap) para detectar e
      subverter firewalls e sistemas IDS. É necessário habilidade e
      experiência. Um tutorial está além do escopo deste guia de referência,
      que apenas lista as opções relevantes e descreve suas funções.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-f</option> (fragmenta os pacotes);
          <option>--mtu</option> (usando a MTU especificada)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-f</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--mtu</primary>
            </indexterm>

            <para>A opção <option>-f</option> faz com que o scan solicitado
            (incluindo scans usando ping) utilize pequenos pacotes IP
            fragmentados. A idéia é dividir o cabeçalho TCP em diversos
            pacotes para tornar mais difícil para os filtros de pacotes, os
            sistemas de detecção de intrusão, e outros aborrecimentos,
            detectar o que você está fazendo. Tenha cuidado com isto! Alguns
            programas tem problemas para lidar com estes pequenos pacotes. O
            sniffer da velha-guarda chamado Sniffit sofria uma falha de
            segmentação assim que recebia o primeiro fragmento. Especifique
            esta opção uma vez e o Nmap dividirá os pacotes em 8 bytes ou
            menos após o cabeçalho IP. Portanto, um cabeçalho TCP de 20 bytes
            seria dividido em 3 pacotes. Dois com oito bytes do cabeçalho TCP
            e um com os quatro restantes. É claro que cada fragmento também
            tem um cabeçalho IP. Especifique <option>-f</option> novamente
            para usar 16 bytes por fragmento (reduzindo o número de
            fragmentos). Ou então, você pode especificar o seu próprio tamanho
            de quebra com a opção <option>--mtu</option>. Não especifique
            também o <option>-f</option> se você usar o
            <option>--mtu</option>. A quebra deve ser um múltiplo de 8. Embora
            os pacotes fragmentados não passem por filtros de pacotes e
            firewalls que enfilerem todos os fragmentos IP, tal como a opção
            CONFIG_IP_ALWAYS_DEFRAG do kernel do Linux faz, algumas redes não
            aguentam o impacto no desempenho que isso causa, deixando a opção
            desabilitada. Outros não conseguem habilitar isso porque os
            fragmentos podem seguir por rotas diferentes na rede. Alguns
            sistemas de origem desfragmentam pacotes de saída no kernel. O
            Linux e o módulo de reastreamento de conexão do iptables é um
            exemplo desse tipo. Faça um scan enquanto executa um sniffer como
            o Ethereal para ter a certeza de que pacotes enviados estão
            fragmentados. Se o SO do seu host estiver causando problemas,
            tente a opção <option>--send-eth</option> para passar por cima da
            camada IP e enviar frames ethernet em estado bruto.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-D &lt;chamariz1 [,chamariz2][,ME],...&gt;</option>
          (Disfarça um scan usando chamarizes)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-D</primary>
            </indexterm>

            <para>Faz com que um scan com chamarizes seja executado, o que
            parece ao host remoto que, o(s) host(s) que você especificou como
            chamarizes também estejam escaneando a rede-alvo. Com isso, o IDS
            poderá reportar 5 a 10 scans de portas de endereços IP únicos, mas
            não saberá qual IP estava realmente escaneando e qual era um
            chamariz inocente. Embora isso possa ser desvendado através de
            rastreamento de caminho de roteador, descarte de respostas
            (response-dropping) e outros mecanismos ativos, normalmente é uma
            técnica eficaz para esconder o seu endereço IP.</para>

            <para>Separe cada host-chamariz com vírgulas, e você pode
            opcionalmente usar <literal>ME</literal> como um dos chamarizes
            para representar a posição do seu endereço IP real. Se você
            colocar <literal>ME</literal> na 6a. posição ou acima, alguns
            detectores de scan de portas comuns (como o excelente scanlogd da
            Solar Designer) pouco provavelmente irão mostrar o seu endereço
            IP. Se você não utilizar o <literal>ME</literal>, o nmap irá
            colocá-lo em uma posição aleatória.</para>

            <para>Observe que os hosts que você utilizar como chamarizes devem
            estar ativos ou você poderá, acidentamente, inundar com SYN os
            seus alvos. Também será bastante fácil determinar qual é o host
            que está escaneando se houver apenas um host realmente ativo na
            rede. Você pode preferir usar endereços IP ao invés de nomes (de
            forma que as redes chamarizes não vejam você em seus logs dos
            servidores de nomes).</para>

            <para>Chamarizes são utilizados tanto no scan com ping inicial
            (usando ICMP, SYN, ACK ou qualquer outro), como também durante a
            fase real de escaneamento de portas. Chamarizes também são usados
            durante a detecção de SO remoto (<option>-O</option>). Chamarizes
            não funcionam com a detecção de versão ou com o scan TCP
            connect.</para>

            <para>Vale a pena observar que usar chamarizes demais pode deixar
            seu scan lento e potencialmente até torná-lo menos preciso. Outra
            coisa, alguns provedores de internet (ISP) irão filtrar os seus
            pacotes disfarçados, mas muitos não restringem pacotes IP
            disfarçados.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-S &lt;Endereço_IP&gt;</option> (Disfarça o endereço
          de origem)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-S</primary>
            </indexterm>

            <para>Em algumas circunstâncias, o Nmap pode não conseguir
            determinar o seu endereço de origem (o Nmap irá dizer se for esse
            o caso). Nesta situação, use o <option>-S</option> com o endereço
            IP da interface que você deseja utilizar para enviar os
            pacotes.</para>

            <para>Outro uso possível para esta flag é para disfarçar o scan e
            fazer com que os alvos achem que <emphasis>alguma outra
            pessoa</emphasis> está escaneando-as. Imagine uma empresa que está
            constantemente sofrendo scan de portas de um concorrente! A opção
            <option>-e</option> normalmente seria requerida para este tipo de
            uso e <option>-P0</option> seria recomendável.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-e &lt;interface&gt;</option> (Usa a interface
          especificada)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-e</primary>
            </indexterm>

            <para>Diz ao Nmap qual interface deve ser utilizada para enviar e
            receber pacotes. O Nmap deveria ser capaz de detectar isto
            automaticamente, mas ele informará se não conseguir.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--source-port &lt;númerodaporta&gt;;</option>
          <option>-g &lt;númerodaporta&gt;</option> (Disfarça o número de
          porta de origem)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--source-port</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--g</primary>
            </indexterm>

            <para>Um erro de configuração surpreendentemente comum é confiar
            no tráfego com base apenas no número da porta de origem. É fácil
            entender como isso acontece. Um administrador configura um
            firewall novinho em folha, só para ser inundado com queixas de
            usuários ingratos cujas aplicações param de funcionar. Em
            particular, o DNS pode parar de funcionar porque as respostas DNS
            UDP de servidores externos não conseguem mais entrar na rede. O
            FTP é outro exemplo comum. Em tranferências FTP ativas, o servidor
            remoto tenta estabelecer uma conexão de volta com o cliente para
            poder transferir o arquivo solicitado.</para>

            <para>Soluções seguras para esses problemas existem,
            freqüentemente na forma de proxies no nível da aplicação ou
            módulos de firewall para análise de protocolo. Infelizmente também
            há soluções mais fáceis e inseguras. Observando que as respostas
            DNS chegam pela porta 53 e o FTP ativo pela porta 20, muitos
            administradores caem na armadilha de apenas permitir tráfego vindo
            dessas portas. Eles normalmente assumem que nenhum atacante irá
            notar e explorar essas brechas no firewall. Em outros casos, os
            administradores consideram isso uma medida provisória de curto
            prazo até que eles possam implementar uma solução mais segura.
            Então, eles normalmente se esquecem de fazer as atualizações de
            segurança.</para>

            <para>Administradores de rede sobrecarregados não são os únicos a
            caírem nessa armadilha. Diversos produtos foram empacotados com
            essas regras inseguras. Mesmo a Microsoft é culpada. Os filtros
            IPsec que vieram com o Windows 2000 e com o Windows XP contém uma
            regra implícita que permite todo o tráfego TCP ou UDP da porta 88
            (Kerberos). Em outro caso bastante conhecido, versões do firewall
            pessoal Zone Alarm, até a versão 2.1.25, permitiam qualquer pacote
            UDP entrante com a porta de origem 53 (DNS) ou 67 (DHCP).</para>

            <para>O Nmap oferece as opções <option>-g</option> e
            <option>--source-port</option> (elas são equivalentes) para
            explorar essas fraquezas. Apenas forneça um número de porta e o
            Nmap irá enviar pacotes dessa porta onde for possível. O Nmap
            utiliza números de porta diferentes para que certos testes de
            detecção de SO funcionem direito, e as requisições DNS ignoram a
            flag <option>--source-port</option> porque o Nmap confia nas
            bibliotecas de sistema para lidar com isso. A maioria dos scans
            TCP, incluindo o scan SYN, suportam a opção completamente, assim
            como o scan UDP.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--data-length &lt;número&gt;</option> (Acrescenta
          dados aleatórios nos pacotes enviados)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--data-length</primary>
            </indexterm>

            <para>Normalmente o Nmap envia pacotes minimalistas contendo
            apenas o cabeçalho. Dessa forma os pacotes TCP têm normalmente 40
            bytes e os echo requests ICMP tem só 28. Esta opção faz com que o
            Nmap acrescente o número informado de bytes aleatórios na maioria
            dos pacotes que envia. Os pacotes de detecção de SO
            (<option>-O</option>) não são afetados, pois a precisão exige
            consistência das sondagens, mas a maioria dos pacotes de ping e
            scan de portas funcionam assim. Isso atrasa um pouco as coisas,
            mas pode tornar um scan ligeiramente menos chamativo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--ttl &lt;valor&gt;</option> (Establece o valor do
          campo time-to-live)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--ttl</primary>
            </indexterm>

            <para>Estabelece que o campo tempo-de-vida (time-to-live) dos
            pacotes enviados terá o valor informado.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--randomize-hosts</option> (Torna aleatória a ordem
          dos hosts-alvo)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--randomize-hosts</primary>
            </indexterm>

            <para>Informa ao Nmap que ele deve embaralhar cada grupo de, no
            máximo, 8096 hosts antes de escaneá-los. Isso torna os scans menos
            óbvios a vários sistemas de monitoramento de rede, especialmente
            quando você combina isso com as opções de temporização lentas. Se
            você deseja fazer isso em grupos maiores, aumente o PING_GROUP_SZ
            no <filename>nmap.h</filename> e recompile. Uma solução
            alternativa é gerar uma lista de endereços IP-alvos com um scan de
            lista (<option>-sL -n -oN
            <replaceable>nomedoarquivo</replaceable></option>), embaralhar a
            lista com um script Perl e então fornecer a lista completa para o
            Nmap com <option>-iL</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--spoof-mac &lt;endereço mac, prefixo, ou nome do
          fabricante&gt;</option> (Disfarça o endereço MAC)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--spoof-mac</primary>
            </indexterm>

            <para>Solicita ao Nmap que utilize o endereço MAC informado para
            todos os frames ethernet em estado bruto (raw) que ele enviar.
            Esta opção implica em <option>--send-eth</option> para assegurar
            que o Nmap realmente envie pacotes no nível ethernet. O MAC
            fornecido pode assumir diversos formatos. Se for apenas a string
            <quote>0</quote>, o Nmap irá escolher um MAC completamente
            aleatório para a sessão. Se a string informada for um número par
            de dígitos hexa (com os pares opcionalmente separados por dois
            pontos), o Nmap irá usa-la como o MAC. Se menos do que 12 dígitos
            hexa forem informados, o Nmap preenche o restante dos 6 bytes com
            valores aleatórios. Se o argumento não for um 0 ou uma string
            hexa, o Nmap irá procurar no
            <filename>nmap-mac-prefixes</filename> para encontrar o nome de um
            fabricante contendo a string informada (não é sensível a
            maiúsculas ou minúsculas). Se encontrar, o Nmap usa o OUI (prefixo
            de 3 bytes) do fabricante e preenche os 3 bytes restantes
            aleatoriamente. Exemplos de argumentos
            <option>--spoof-mac</option> válidos são <literal>Apple</literal>,
            <literal>0</literal>, <literal>01:02:03:04:05:06</literal>,
            <literal>deadbeefcafe</literal>, <literal>0020F2</literal> e
            <literal>Cisco</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--badsum</option> (Send packets with bogus TCP/UDP
          checksums)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--badsum</primary>
            </indexterm>

            <para>Solicita ao Nmap que utilize uma soma de verificação
            (checksum) TCP ou UDP inválida para os pacotes enviados aos hosts.
            Uma vez que virtualmente todos as pilhas (stack) IP do host irão
            rejeitar esses pacotes, quaisquer respostas recebidas são
            provavelmente vindas de um firewall ou IDS que nem se incomodou em
            verificar a soma de verificação. Para mais detalhes desta técnica,
            veja <ulink
            url="http://nmap.org/p60-12.txt" /></para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-output">
      <title>Saída (Output)</title>

      <para>Qualquer ferramenta de segurança só é útil se a saída que ela gera
      também o for. Testes e algoritmos complexos são de pouco valor se não
      forem apresentados de uma forma organizada e compreensível. Dado o
      número de formas que o Nmap é utilizado pelas pessoas e por outros
      softwares, nenhum formato irá agradar a todos. Então o Nmap oferece
      diversos formatos, incluindo o modo interativo para humanos lerem
      diretamente e o XML para fácil interpretação por um software.</para>

      <para>Além de oferecer diversos formatos de saída, o Nmap fornece opções
      para controlar a verbosidade da saída, bem como das mensagens de
      depuração. Os tipos de saída podem ser enviados para a saída padrão
      (standard output) ou para arquivos, o qual o Nmap pode acrescentar ou
      então sobrescrever. Arquivos de saída também podem ser utilizados para
      se retomar scans abortados.</para>

      <para>O Nmap torna a saída disponível em cinco formatos diferentes. O
      padrão é chamado de <literal>saída interativa (interactive
      output)</literal>, e é enviada para a saída padrão (stdout). Há também a
      <literal>saída normal (normal output)</literal>, que é similar à
      <literal>interativa</literal> exceto pelo fato de mostrar menos
      informações e alertas sobre a execução uma vez que se espera que seja
      feita uma análise somente após o scan completar, ao invés de
      interativamente.</para>

      <para>A saída XML é um dos tipos de saída mais importantes pois permite
      a conversão para HTML, é facilmente analisada por programas como a
      interface gráfica do Nmap, ou pode ser importada em banco de
      dados.</para>

      <para>Os dois tipos restantes de saída são a simples <literal>saída para
      o grep (grepable output)</literal> que inclui a maioria das informações
      de um host-alvo em uma única linha e a <literal>s4íd4 sCRiPt KiDDi3
      (sCRiPt KiDDi3 0utPUt)</literal> para usuários que se consideram 1r4d0z
      (|&lt;-r4d).</para>

      <para>Embora a saída interativa seja a padrão e não tenha associada
      nenhuma opção de linha de comando, as outras quatro opções de formato
      utilizam a mesma sintaxe. Elas recebem um argumento, que é o nome do
      arquivo onde os resultados devem ser armazenados. Formatos múltiplos
      podem ser especificados, mas cada formato só pode ser especificado uma
      vez. Por exemplo, você pode querer armazenar a saída normal para seu uso
      enquanto grava a saída XML do mesmo scan para análise utilizando
      programas. Você pode fazer isso com as opções <option>-oX myscan.xml -oN
      myscan.nmap</option>. Embora este capítulo use nomes simples como
      <literal>myscan.xml</literal> por uma questão de brevidade, nomes mais
      descritivos normalmente são recomendados. Os nomes escolhidos são uma
      questão de preferência pessoal, embora eu use nomes longos que
      incorporam a data do scan e uma palavra ou duas que descrevam o scan,
      colocados em um diretório com o nome da empresa que eu estou
      escaneando.</para>

      <para>Mesmo que essas opções gravem os resultados em arquivos, o Nmap
      ainda assim mostra a saída interativa na stdout como de costume. Por
      exemplo, o comando <command>nmap -oX myscan.xml target</command> grava
      em XML no <filename>myscan.xml</filename> e enche a saída padrão com os
      mesmos resultados interativos que teria mostrado se a opção
      <option>-oX</option> não tivesse sido especificada. Você pode mudar isso
      passando um caracter hífen como argumento de um dos tipos de formato.
      Isso faz com que o Nmap desative a saída interativa e apenas grave os
      resultados no formato que você especificou para a saída padrão. Dessa
      forma, o comando <command>nmap -oX - target</command> irá enviar apenas
      a saída XML para a stdout. Erros sérios ainda podem ser mostrados na
      saída padrão de erros, stderr.</para>

      <para>Ao contrário de alguns argumentos do Nmap, o espaço em branco
      entre a flag da opção (como a <option>-oX</option>) e o nome do arquivo
      ou hífen é obrigatório. Se você omitir as flags e informar argumentos
      como <option>-oG-</option> ou <option>-oXscan.xml</option>, uma
      característica de compatibilidade retroativa do Nmap irá causar a
      criação de arquivos de saída do tipo <emphasis>normal format</emphasis>
      chamados <filename>G-</filename> e <filename>Xscan.xml</filename>
      respectivamente.</para>

      <para>O Nmap também oferece opções para controlar a verbosidade do scan
      e para acrescentar informações nos arquivos de saída, ao invés de
      sobrepor. Todas essas opções estão descritas abaixo.</para>

      <variablelist>
        <title>Formatos de Saída do Nmap</title>

        <varlistentry>
          <term><option>-oN &lt;especificaçãodearquivo&gt;</option> (Saída
          normal)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-oN</primary>
            </indexterm>

            <para>Solicita que a <literal>saída normal (normal
            output)</literal> seja direcionada para o arquivo informado.
            Conforme discutido acima, é um pouco diferente da <literal>saída
            interativa (interactive output)</literal>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-oX &lt;especificaçãodearquivo&gt;</option> (Saída em
          XML)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-oX</primary>
            </indexterm>

            <para>Solicita que a <literal>saída em XML (XML output)</literal>
            seja direcionada para o arquivo informado. O Nmap inclui uma
            definição do tipo de documento (document type definition, DTD) que
            permite que os analisadores (parsers) XML validem a saída em XML
            do Nmap. Embora seja primeiramente voltada para ser usada por
            programas, também pode ajudar os humanos a interpretar a saída em
            XML do Nmap. A DTD define os elementos válidos do formato, e
            geralmente enumera os atributos e valores que eles podem receber.
            A última versão está sempre disponível em <ulink
            url="http://insecure.org/nmap/data/nmap.dtd" />.</para>

            <para>O XML oferece um formato estável que é facilmente
            interpretado por software. Interpretadores (parsers) XML gratuitos
            estão disponível para as principais linguagens de computador,
            incluindo C/C++, Perl, Python e Java. As pessoas até já escreveram
            extensões para a maioria dessas linguagens para manipular a saída
            e a execução especificamente do Nmap. Exemplos são o <ulink
            url="http://sourceforge.net/projects/nmap-scanner/">Nmap::Scanner</ulink>
            e o <ulink url="http://www.nmapparser.com">Nmap::Parser</ulink> em
            Perl CPAN. Em quase todos os casos em que uma aplicação
            não-trivial faz interface com o Nmap, o XML é o formato
            preferido.</para>

            <para>A saída XML faz referência à uma folha de estilo que pode
            ser usada para formatar os resultados em HTML. A forma mais fácil
            de se utilizar isso é simplesmente carregar a saída XML em um
            navegador web como o Firefox ou o IE. Por padrão, isso só irá
            funcionar na máquina onde você rodou o Nmap (ou em uma máquina
            similarmente configurada) devido ao caminho (path) do sistema de
            arquivos (filesystem) gravado de forma inalterável do
            <filename>nmap.xsl</filename>. Utilize a opção
            <option>--webxml</option> ou <option>--stylesheet</option> para
            criar arquivos XML portáveis que podem ser interpretados como um
            HTML em qualquer máquina conectada à web.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-oS &lt;especificaçãodearquivo&gt;</option> (S4íd4
          ScRipT KIdd|3)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-oS</primary>
            </indexterm>

            <para>A saída script kiddie é como a saída interativa, com a
            diferença de ser pós-processada para atender melhor aos "hackers
            de elite" (l33t HaXXorZ) que antigamente rejeitavam o Nmap devido
            ao uso consistente de maiúsculas e minúsculas e a grafia correta.
            Pessoas sem senso de humor devem observar que esta opção serve
            para se fazer graça dos script kiddies antes de me xingar por
            estar, supostamente, <quote>ajudando-os</quote>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-oG &lt;especificaçãodearquivo&gt;</option> (Saída
          para o grep)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-oG</primary>
            </indexterm>

            <para>Este formato de saída é mencionado por último porque está
            depreciado. O formato de saída XML é muito mais poderoso e é
            bastante adequado para usuário avançados. O XML é um padrão para o
            qual existem dezenas de excelentes interpretadores (parsers)
            disponíveis, enquanto que a saída para o grep é um quebra-galho
            feito por mim. O XML é extensível para suportar novas
            características do Nmap conforme elas forem lançadas, por outro
            lado, sempre tenho que omitir essas novas características da saída
            para o grep por falta de onde colocá-las.</para>

            <para>Apesar disso, a saída para o grep é bastante popular. É um
            formato simples que lista cada host em uma linha e pode ser
            pesquisado de forma trivial, e interpretado por qualquer
            ferramenta padrão do Unix, como o grep, awk, cut, sed, diff, e
            Perl. Em mesmo uso-a para testes rápidos feitos na linha de
            comando. Descobrir todos os hosts com a porta ssh aberta ou que
            estão rodando o Solaris requer apenas um simples grep para
            identificá-los, concatenado via pipe a um comando awk ou cut para
            mostrar os campos desejados.</para>

            <para>A saída para o grep consiste de comentários (linhas
            começadas com o símbolo #) e linhas-alvo. Uma linha-alvo inclui
            uma combinação de 16 campos rotulados, separados por tab e
            seguidos por dois-pontos. Os campos são <literal>Host</literal>,
            <literal>Portas (Ports)</literal>,<literal>Protocolos
            (Protocols)</literal>, <literal>Estado Ignorado (Ignored
            State)</literal>, <literal>SO (OS)</literal>, <literal>Índice de
            Seqüência (Seq Index)</literal>, <literal>IPID</literal> e
            <literal>Estado (Status)</literal>.</para>

            <para>O campo mais importante é, normalmente, <literal>Portas
            (Ports)</literal>, que fornece detalhes de cada porta
            interessante. É uma lista com a relação de portas, separada por
            vírgula. Cada porta representa uma porta interessante, e tem o
            formato de sete sub-campos separados por barra (/). Esses
            sub-campos são: <literal>Número da Porta (Port number)</literal>,
            <literal>Estado (State)</literal>, <literal>Protocolo
            (Protocol)</literal>, <literal>Proprietário (Owner)</literal>,
            <literal>Serviço (Service)</literal>, <literal>informação sobre o
            SunRPC (SunRPC info)</literal> e <literal>informação sobre a
            Versão (Version info)</literal>.</para>

            <para>Assim como na saída XML, esta página man não permite que se
            documente o formato todo. Uma visão mais detalhada sobre o formato
            de saída para o grep do Nmap está disponível em <ulink
            url="http://www.unspecific.com/nmap-oG-output" />.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-oA &lt;nome-base&gt;</option> (Saída para todos os
          formato)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-oA</primary>
            </indexterm>

            <para>Para facilitar, você pode especificar <option>-oA
            <replaceable>nome-base</replaceable></option> para armazenar os
            resultados de scan nos formatos normal, XML e para o grep de uma
            vez. Eles são armazenados nos arquivos
            <replaceable>nome-base</replaceable>.nmap,
            <replaceable>nome-base</replaceable>.xml e
            <replaceable>nome-base</replaceable>.gnmap, respectivamente. Como
            na maioria dos programas, você pode colocar como prefixo aos nomes
            de arquivos o caminho de um diretório, como
            <filename>~/nmaplogs/foocorp/</filename> no UNIX ou
            <filename>c:\hacking\sco</filename> no Windows.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>

      <variablelist>
        <title>Opções de Verbosidade e depuração (debugging)</title>

        <varlistentry>
          <term><option>-v</option> (Aumenta o nível de verbosidade)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-v</primary>
            </indexterm>

            <para>Aumenta o nível de verbosidade, fazendo com que o Nmap
            mostre mais informações sobre o progresso do scan. Portas abertas
            são mostradas conforme são encontradas, e estimativas de tempo
            para o término são fornecidas quando o Nmap acha que um scan irá
            demorar mais do que alguns minutos. Use duas vezes para uma
            verbosidade ainda maior. Usar mais do que duas vezes não surte
            nenhum efeito.</para>

            <para>A maioria das alterações afetam apenas a saída interativa, e
            algumas também afetam a saída normal e script kiddie. Os outros
            tipos de saída foram feitos para serem processados por máquinas,
            então o Nmap pode dar informações bastante detalhadas por padrão
            nesse formatos sem cansarem o usuário humano. Entretanto, existem
            algumas mudanças nos outros modos onde o tamanho da saída pode ser
            reduzido substancialmente pela omissão de alguns detalhes. Por
            exemplo, uma linha de comentário, na saída para o grep, que
            fornece uma lista de todas as portas escaneadas só é mostrada no
            modo verboso porque ela pode ser bem longa.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-d [nível]</option> (Aumenta ou estabelece o nível de
          depuração)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-d</primary>
            </indexterm>

            <para>Se mesmo o modo verboso não fornece dados suficientes para
            você, o modo de depuração está disponível para inundá-lo com muito
            mais! Assim como na opção de verbosidade (<option>-v</option>), a
            depuração é habilitada com uma flag na linha de comando
            (<option>-d</option>) e o nível de depuração pode ser aumentado
            especificando-a múltiplas vezes. Alternativamente, você pode
            estabelecer o nível de depuração fornecendo um argumento para o
            <option>-d</option>. Por exemplo, <option>-d9</option> estabelece
            o nível nove. Esse é efetivamente o nível mais alto e irá produzir
            milhares de linhas, a menos que você execute um scan muito simples
            com poucas portas e alvos.</para>

            <para>A saída da depuração é útil quando há a suspeita de um bug
            no Nmap, ou se você simplesmente está confuso com o que o Nmap
            está fazendo e por quê. Como esta opção é, na maioria das vezes,
            destinada a desenvolvedores, a linhas de depuração nem sempre são
            auto-explicativas. Você pode obter algo como:
            <computeroutput>Timeout vals: srtt: -1 rttvar: -1 to: 1000000
            delta 14987 ==&gt; srtt: 14987 rttvar: 14987 to:
            100000</computeroutput>. Se você não entender uma linha, suas
            únicas opções serão ignorá-la, procurar no código-fonte ou pedir
            ajuda na lista de discussão de desenvolvimento (nmap-dev). Algumas
            linhas são auto-explicativas, mas as mensagens ficam cada vez mais
            obscuras conforme o nível de depuração é aumentado.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--packet-trace</option> (Rastreia pacotes e dados
          enviados e recebidos)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--packet-trace</primary>
            </indexterm>

            <para>Faz com que o Nmap mostre um sumário de todos os pacotes
            enviados ou recebidos. Isto é bastante usado para depuração, mas
            também é uma forma valiosa para novos usuário entenderem
            exatamente o que o Nmap está fazendo por baixo dos panos. Para
            evitar mostrar milhares de linhas, você pode querer especificar um
            número limitado de portas a escanear, como
            <option>-p20-30</option>. Se tudo o que lhe interessa for saber o
            que se passa no subsistema de detecção de versão, use o
            <option>--version-trace</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--iflist</option> (Lista as interfaces e rotas)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--iflist</primary>
            </indexterm>

            <para>Mostra a lista de interfaces e rotas do sistema conforme
            detectados pelo Nmap. Isto é útil para depurar problemas de
            roteamento ou erro de caracterização de dispositivo (como, por
            exemplo, no caso do Nmap tratar uma conexão PPP como se fosse uma
            Ethernet).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--log-errors</option> (Registrar os erros/avisos em um
          arquivo de sáida em modo normal)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--log-errors</primary>
            </indexterm>

            <para>Avisos e erros mostrados pelo Nmap normalmente aparecem
            apenas na tela (saída interativa), deixando quaisquer arquivos de
            saída com formato normal especificados íntegros. Mas quando você
            quer realmente ver essas mensagens no arquivo de saída que você
            especificou, inclua esta opção. É útil quando você não está vendo
            a saída interativa ou está tentando depurar um problema. As
            mensagens continuarão a aparecer no modo interativo. Isto não irá
            funcionar para a maioria dos erros ligados à argumento inválidos
            na linha de comando, ocorre que o Nmap pode ainda não ter
            inicializado seus arquivos de saída ainda. Somado a isso, algumas
            mensagens de erro/aviso do Nmap utilizam um sistema diferente que
            ainda não suporta esta opção. Uma alternativa ao uso desta opção é
            redirecionar a saída interativa (incluindo o fluxo de erros
            padrão) para um arquivo. Embora a maioria dos shells Unix tornem
            essa uma alternativa fácil, pode ser difícil fazer o mesmo no
            Windows.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>

      <variablelist>
        <title>Opções diversas (miscellaneous) de saída</title>

        <varlistentry>
          <term><option>--append-output</option> (Acrescenta no arquivo de
          saída, ao invés de sobrepor)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--append-output</primary>
            </indexterm>

            <para>Quando você especifica um nome de arquivo na flag de formato
            de saída, como <option>-oX</option> ou <option>-oN</option>, esse
            arquivo é sobreposto por padrão. Se você preferir manter o
            conteúdo existente do arquivo e acrescentar os novos resultados,
            especifique a opção <option>--append-output</option>. Todos os
            arquivos de saída especificados na execução do Nmap terão os
            resultados acrescidos ao invés de sobrepostos. Isso não funciona
            bem com os dados de scan para XML (<option>-oX</option>) pois o
            arquivo resultante não será adequadamente interpretado até que
            você conserte manualmente.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--resume &lt;nomedoarquivo&gt;</option> (Retoma um
          scan abortado)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--resume</primary>
            </indexterm>

            <para>Algumas execuções extensas do Nmap podem levar muito tempo
            -- na ordem de dias. Tais scans nem sempre rodam até o fim. Podem
            haver restrições que impeçam que o Nmap seja executado durante o
            horário de expediente, a rede pode cair, a máquina onde o Nmap
            está rodando pode sofrer um reboot planejado ou não, ou o Nmap
            pode simplesmente travar. O administrador que está rodando o Nmap
            poderia cancelá-lo por qualquer outra razão, bastando teclar
            <keycap>ctrl-C</keycap>. Reiniciar um scan inteiro do começo pode
            ser indesejável. Felizmente, se forem mantidas logs normal
            (<option>-oN</option>) ou para o grep (<option>-oG</option>), o
            usuário pode pedir que o Nmap continue o escaneamento do alvo que
            estava verificando quando a execução foi interrompida.
            Simplesmente especifique a opção <option>--resume</option> e
            informe o arquivo da saída normal/para o grep como argumento.
            Nenhum outro argumento é permitido, pois o Nmap analisa o arquivo
            de saída e usa os mesmos argumentos especificados anteriormente.
            Basta chamar o Nmap com <command>nmap --resume
            <replaceable>nomedoarquivodelog</replaceable></command>. O Nmap
            irá acrescentar os novos resultados ao arquivo de dados
            especificado na execução anterior. Essa retomada de execução não
            suporta o formato de saída XML porque combinar as duas execuções
            em um arquivo XML válido seria difícil.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--stylesheet &lt;caminho ou URL&gt;</option> (Informa
          a folha de estilo XSL usada para transformar a saída XML)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--stylesheet</primary>
            </indexterm>

            <para>O Nmap vem com uma folha de estilo (stylesheet) chamada
            <filename>nmap.xsl</filename> para visualizar ou traduzir a saída
            XML em HTML. A saída XML inclui uma diretiva
            <literal>xml-stylesheet</literal> que mostra para o
            <filename>nmap.xml</filename> onde ele foi inicialmente instalado
            pelo Nmap (ou para o diretório corrente no Windows). Simplesmente
            carregue a saída XML do Nmap em um navegador moderno e ele deve
            conseguir achar o <filename>nmap.xsl</filename> no sistema de
            arquivos e utilizá-lo para interpretar os resultados. Se você
            deseja utilizar uma folha de estilo diferente, especifique-a como
            um argumento para <option>--stylesheet</option>. Você deve
            informar o caminho completo ou a URL. Uma chamada comum é
            <option>--stylesheet
            http://insecure.org/nmap/data/nmap.xsl</option>. Isso diz ao
            navegador para carregar a versão mais atual da folha de estilo da
            Insecure.Org. A opção <option>--webxml</option> faz a mesma coisa
            com menos teclas e menor memorização. Carregar o XSL da
            Insecure.org torna mais fácil de se ver os resultados em uma
            máquina que não tenha o Nmap instalado (e, conseqüentemente o
            <filename>nmap.xsl</filename>). Então, a URL é normalmente mais
            útil, mas a localização nmap.xsl em um filesystem local é usada
            por padrão por questões de privacidade.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--webxml</option> (Carrega a folha de estilo da
          Insecure.Org)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--webxml</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção conveniente é apenas um apelido para
            <option>--stylesheet
            http://insecure.org/nmap/data/nmap.xsl</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--no_stylesheet</option> (Omite do XML a declaração da
          folha de estilo XSL)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--no_stylesheet</primary>
            </indexterm>

            <para>Especifique esta opção para evitar que o Nmap associe
            qualquer folha de estilo XSL à saída XML. A diretiva
            <literal>xml-stylesheet</literal> é omitida.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-misc-options">
      <title>Opções Diversas (Miscelânea)</title>

      <para>Esta seção descreve algumas opções importantes (e
      não-tão-importantes) que realmente não couberam em nenhum outro
      lugar.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>-6</option> (Habilita o escaneamento IPv6)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-6</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>IPv6</primary>
            </indexterm>

            <para>Desde 2002, o Nmap oferece suporte a IPv6 na maioria de suas
            opções mais populares. Em particular, o scan com ping (apenas
            TCP), o scan com connect e a detecção de versão, todo suportam
            IPv6. A sintaxe de comando é a mesma de sempre, exceto que você
            irá também adicionar a opção <option>-6</option>. É claro que você
            deve usar a sintaxe IPv6 se especificar um endereço no lugar de um
            nome de host. Um endereço pode se parecer com
            <literal>3ffe:7501:4819:2000:210:f3ff:fe03:14d0</literal>,
            portanto os nomes de host são recomendados. A saída é a mesma de
            sempre, com o endereço IPv6 na linha <quote>portas
            interessantes</quote> sendo a única dica visível de se tratar
            realmente de IPv6.</para>

            <para>Muito embora o IPv6 não ter, exatamente, se alastrado pelo
            mundo, seu uso se torna mais significativo em alguns países
            (normalmente asiáticos) e a maioria dos sistemas operacionais
            modernos passam a suportá-lo. Para usar o Nmap com o IPv6, tanto a
            origem, quanto o alvo de seu scan devem estar configurados para
            IPv6. Se o seu provedor (ISP) (como a maioria) não aloca endereços
            IPv6 para você, alguns intermediários, que fazem o túnel
            gratuitamente, estão amplamente disponíveis e funcionam bem com o
            Nmap. Um dos melhores é disponibilizado pela BT Exact.
            Também tenho utilizado um,
            fornecido pela Hurricane Electric em <ulink
            url="http://ipv6tb.he.net/" />. Túneis 6para4 são outra abordagem
            gratuita e popular.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-A</option> (Opções agressivas de scan)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-A</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção habilita opções adicionais avançadas e
            agressivas. Ainda não decidi exatamente qual das duas é a certa.
            Atualmente ela habilita a Detecção de SO (<option>-O</option>) e o
            escaneamento de versão (<option>-sV</option>). Mais
            características poderão ser adicionadas no futuro. A questão é
            habilitar um conjunto completo de opções de escaneamento sem que
            as pessoas tenham que se lembrar de um grupo grande de flags. Esta
            opção apenas habilita as funções e não as opções de temporização
            (como a <option>-T4</option>) ou opções de verbosidade
            (<option>-v</option>) que você pode também querer.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--datadir &lt;nomedodiretório&gt;</option> (Especifica
          a localização dos arquivos de dados do scan)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--datadir</primary>
            </indexterm>

            <para>O Nmap obtém alguns dados especiais, em tempo de execução,
            em arquivos chamados <filename>nmap-service-probes</filename>,
            <filename>nmap-services</filename>,
            <filename>nmap-protocols</filename>,
            <filename>nmap-rpc</filename>,
            <filename>nmap-mac-prefixes</filename> e
            <filename>nmap-os-fingerprints</filename>. O Nmap primeiramente
            busca esses arquivos em um diretório especificado na opção
            <option>--datadir</option> (se houver). Qualque arquivo que não
            seja encontrado lá é procurado no diretório especificado pela
            variável de ambiente NMAPDIR. A seguir vem o
            <filename>~/.nmap</filename> para se achar os UIDs reais e
            efetivos (apenas em sistemas POSIX) ou a localização do executável
            do Nmap (apenas Win32) e, então, a localização definida na
            compilação, que pode ser
            <filename>/usr/local/share/nmap</filename> ou
            <filename>/usr/share/nmap</filename> . Como último recurso, o Nmap
            irá procurar no diretório corrente.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--send-eth</option> (Use a transmissão pela ethernet
          em estado bruto)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--send-eth</primary>
            </indexterm>

            <para>Solicita ao Nmap para que envie pacotes na ethernet (data
            link) em estado bruto (raw) ao invés de usar a camada de nível
            mais alto IP (rede). Por padrão, o Nmap escolhe o que for melhor
            para a plataforma onde está rodando. Soquetes (sockets) em estado
            bruto (camada IP) são normalmente mais eficientes em máquinas
            UNIX, enquanto que os frames ethernet são necessários nas
            operações do Windows, uma vez que a Microsoft desabilitou o
            suporte a soquetes em estado bruto. O Nmap ainda usa pacotes IP em
            estado bruto no UNIX, independentemente desta opção, quando não há
            outra alternativa (como no caso de conexões não-ethernet).</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--send-ip</option> (Envia no nível do IP em estado
          bruto)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--send-ip</primary>
            </indexterm>

            <para>Pede ao Nmap que envie os pacotes pelos soquetes IP em
            estado bruto ao invés de enviar pelo nível mais baixo dos frames
            ethernet. É o complemento da opção <option>--send-eth</option>
            discutida anteriormente.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--privileged</option> (Assume que o usuário é
          altamente privilegiado)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--privileged</primary>
            </indexterm>

            <para>Informa ao Nmap para simplesmente assumir que ele tem
            privilégio suficiente para executar transmissões de soquetes em
            estado bruto, farejar (sniff) pacotes e operações similares que
            normalmente requerem privilégio de root em sistemas UNIX. Por
            padrão, o Nmap se encerra se tal operação é solicitada mas o
            geteuid() não é zero. <option>--privileged</option> é útil com as
            possibilidades oferecidas pelo kernel do Linux, e sistemas
            similares, que pode ser configurado para permitir que usuários
            não-privilegiados executem scans de pacotes em estado bruto.
            Assegure-se de informar esta flag de opção antes de outras flags
            de opção que requeiram privilégios (scan SYN, detecção de OS,
            etc.). A variável NMAP_PRIVILEGED pode ser configurada como uma
            alternativa equivalente de <option>--privileged</option>.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--release-memory</option> (Release memory before
          quitting)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--release-memory</primary>
            </indexterm>

            <para>Esta opção é útil apenas para depuração de vazamentos de
            memória (memory-leak). Ela faz com que o Nmap libere memória
            alocada pouco antes de encerrar de forma a tornar os vazamentos de
            memória reais mais fáceis de se ver. Normalmente o Nmap pula essa
            parte pois o SO faz isso de qualquer forma no encerramento de um
            processo.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>--interactive</option> (Inicial em modo
          interativo)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>--interactive</primary>
            </indexterm>

            <para>Inicia o Nmap em modo interativo, que oferece um prompt
            interativo do Nmap, permitindo o início de múltiplos scans (tanto
            síncronos quanto em background). Isto é útil para pessoas que
            escaneiam a partir de sistemas multi-usuários e que normalmente
            querem testar a segurança sem deixar todo mundo saber exatamente
            quais sistemas eles estão escaneando Use
            <option>--interactive</option> para ativar este modo e então tecle
            <keycap>h</keycap> para uma ajuda (help). Esta opção é raramente
            utilizada porque um shell adequado é mais familiar e tem mais
            opções. Esta opção inclui um operador exclamação (!) para a
            execução de comandos de shell, o que é uma das muitas razões de
            não se instalar o Nmap com setuid root.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-V</option>; <option>--version</option> (Mostra o
          número da versão)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-V</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--version</primary>
            </indexterm>

            <para>Mostra o número da versão do Nmap e sai.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>-h</option>; <option>--help</option> (Mostra a página
          do sumário de ajuda)</term>

          <listitem>
            <indexterm significance="normal">
              <primary>-h</primary>
            </indexterm>

            <indexterm significance="normal">
              <primary>--help</primary>
            </indexterm>

            <para>Mostra uma pequena tela com as flags de comandos mais
            comuns. Executar o nmap sem nenhum argumento faz a mesma
            coisa.</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-runtime-interaction">
      <title>Interação em Tempo de Execução</title>

      <indexterm significance="normal">
        <primary>Interação em Tempo de Execução</primary>
      </indexterm>

      <para>Durante a execução do Nmap, todas as teclas pressionadas são
      capturadas. Isso permite que você interaja com o programa sem abortá-lo
      ou reiniciá-lo. Algumas teclas especiais irão mudar as opções, enquanto
      outras irão mostrar uma mensagem de estado dando informações sobre o
      scan. A convenção é que <emphasis>letras minúsculas aumentam</emphasis>
      a quantidade de informação e <emphasis>letras maiúsculas
      diminuem</emphasis>. Você também pode pressionar
      ‘<emphasis>?</emphasis>’ para obter ajuda.</para>

      <variablelist>
        <varlistentry>
          <term><option>v</option> / <option>V</option></term>

          <listitem>
            <para>Aumenta / Diminui a quantidade de informações
            (Verbosity)</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>d</option> / <option>D</option></term>

          <listitem>
            <para>Aumenta / Diminui o Nível de Depuração (Debugging
            Level)</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term><option>p</option> / <option>P</option></term>

          <listitem>
            <para>Habilita / Desabilita o Rastreamento de Pacotes (Packet
            Tracing)</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>
            <option>?</option>
          </term>

          <listitem>
            <para>Mostra uma tela de ajuda da interação em tempo de
            execução</para>
          </listitem>
        </varlistentry>

        <varlistentry>
          <term>Qualquer outra letra</term>

          <listitem>
            <para>Mostra uma mensagem de estado como esta:</para>

            <para>Stats: 0:00:08 elapsed; 111 hosts completed (5 up), 5
            undergoing Service Scan</para>

            <para>Service scan Timing: About 28.00% done; ETC: 16:18 (0:00:15
            remaining)</para>
          </listitem>
        </varlistentry>
      </variablelist>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-examples">
      <title>Exemplos</title>

      <para>Aqui estão alguns exemplos de utilização do Nmap, desde o simple e
      rotineiro, até o um pouco mais complexo e esotérico. Alguns endereços IP
      reais e nomes de domínio foram utilizados para tornar as coisas mais
      concretas. Nesses lugares você deve substituir os endereços/nomes pelos
      da <emphasis>sua própria rede</emphasis>. Embora eu não ache que o
      escaneamento de portas de outras redes seja, ou deva ser considerado,
      ilegal alguns administradores de rede não apreciam o escaneamento
      não-solicitado de suas redes e podem reclamar. Obter a permissão
      antecipadamente é a melhor opção.</para>

      <para>Para fins de teste, você tem permissão para escanear o host
      <literal>scanme.nmap.org</literal>. Esta permissão inclui apenas o
      escaneamento via Nmap e não tentativas de explorar vulnerabilidades ou
      ataques de negação de serviço (denial of service). Para preservar a
      banda, por favor não inicie mais do que uma dúzia de scans contra o host
      por dia. Se esse serviço de alvo livre para escaneamento for abusado,
      será derrubado e o Nmap irá reportar <computeroutput>Failed to resolve
      given hostname/IP: scanme.nmap.org</computeroutput>. Essas permissões
      também se aplicam aos hosts <literal>scanme2.nmap.org</literal>,
      <literal>scanme3.nmap.org</literal>, e assim por diante, embora esses
      hosts ainda não existam.</para>

      <para>
        <userinput>nmap -v scanme.nmap.org</userinput>
      </para>

      <para>Esta opção escaneia todas as portas TCP reservadas na máquina
      <literal>scanme.nmap.org</literal> . A opção <option>-v</option>
      habilita o modo verboso (verbose).</para>

      <para>
        <userinput>nmap -sS -O scanme.nmap.org/24</userinput>
      </para>

      <para>Inicia um scan SYN camuflado contra cada máquina que estiver ativa
      das 255 possíveis da rede <quote>classe C</quote> onde o Scanme reside.
      Ele também tenta determinar qual o sistema operacional que está rodando
      em cada host ativo. Isto requer privilégio de root por causa do scan SYN
      e da detecção de SO.</para>

      <para>
        <userinput>nmap -sV -p 22,53,110,143,4564
        198.116.0-255.1-127</userinput>
      </para>

      <para>Inicia uma enumeração de hosts e um scan TCP na primeira metade de
      cada uma das 255 sub-redes de 8 bits possíveis na classe B do espaço de
      endereçamento 198.116. Também testa se os sistemas estão executando
      sshd, DNS, pop3d, imapd ou a porta 4564. Para cada uma destas portas
      encontradas abertas, a detecção de versão é usada para determinar qual
      aplicação está executando.</para>

      <para>
        <userinput>nmap -v -iR 100000 -P0 -p 80</userinput>
      </para>

      <para>Pede ao Nmap para escolher 100.000 hosts de forma aleatória e
      escaneá-los procurando por servidores web (porta 80). A enumeração de
      hosts é desabilitada com <option>-P0</option> uma vez que enviar
      primeiramente um par de sondagens para determinar se um hosts está ativo
      é um desperdício quando se está sondando uma porta em cada host
      alvo.</para>

      <para>
        <userinput>nmap -P0 -p80 -oX logs/pb-port80scan.xml -oG
        logs/pb-port80scan.gnmap 216.163.128.20/20</userinput>
      </para>

      <para>Este exemplo escaneia 4096 endereços IP buscando por servidores
      web (sem usar o ping) e grava a saída nos formatos XML e compatível com
      o programa grep.</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-bugs">
      <title>Bugs</title>

      <para>Como seu autor, o Nmap não é perfeito. Mas você pode ajudar a
      torná-lo melhor enviando relatórios de erros (bug reports) ou mesmo
      escrevendo correções. Se o Nmap não se comporta da forma que você
      espera, primeiro atualize para a versão mais atual disponível em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/" />. Se o problema persistir, pesquise um
      pouco para determinar se o problema já foi descoberto e encaminhado.
      Tente procurar no Google pela mensagem de erro ou navegar nos arquivos
      da Nmap-dev em <ulink url="http://seclists.org/" />. Se não encontrar
      nada, envie uma mensagem com um relatório do erro para
      <email>nmap-dev@insecure.org</email>. Por favor, inclua tudo o que
      souber sobre o problema, bem como a versão do Nmap que você está
      executando e em qual versão e sistema operacional você está
      rodando-o.</para>

      <para>Correções codificadas para consertar os erros são ainda melhores
      que os relatórios de erro. Instruções básicas para a criação de arquivos
      de correções com as suas alterações estão disponíveis em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/data/HACKING" />.</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-author">
      <title>Autor</title>

      <para>Fyodor <email>fyodor@insecure.org</email> (<ulink
      url="http://insecure.org" />)</para>

      <para>Centenas de pessoas fizeram contribuições valiosas para o Nmap ao
      longo dos anos. Isso está detalhado no arquivo <filename
      moreinfo="none">CHANGELOG</filename> que é distribuído com o Nmap e
      também está disponível em <ulink
      url="http://insecure.org/nmap/changelog.html" />.</para>
    </refsect1>

    <refsect1 id="man-legal">
      <title>Avisos Legais</title>

      <refsect2>
        <title>Unofficial Translation Disclaimer / Aviso de Tradução
        Não-Oficial</title>

        <para>This is an unnofficial translation of the <ulink
        url="http://insecure.org/nmap/man/man-legal.html">Nmap license
        details</ulink> into Portuguese (Brazil). It was not written by
        Insecure.Com LLC, and does not legally state the distribution terms
        for Nmap -- only the original English text does that. However, we hope
        that this translation helps Portuguese (Brazil) speakers understand
        the Nmap license better.</para>

        <para>Esta é uma tradução não-oficial dos <ulink
        url="http://insecure.org/nmap/man/man-legal.html">detalhes do
        licenciamento do Nmap</ulink> em português (Brasil). Ela não foi
        escrita pela Insecure.Com LLC e não tem poder legal sobre os termos de
        distribuição do Nmap -- apenas o texto original em inglês o tem.
        Entretanto, esperamos que esta tradução auxilie os falantes de
        português (Brasil) a compreender melhor a licença do Nmap.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="nmap-copyright">
        <title>Copyright e Licenciamento do Nmap</title>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>copyright</primary>
        </indexterm>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>licenciamento</primary>
        </indexterm>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>GNU GPL</primary>
        </indexterm>

        <para>O Nmap Security Scanner é (C) 1996-2005 Insecure.Com LLC. O Nmap
        também é uma marca registrada de Insecure.Com LLC. Este programa é um
        software livre; você pode redistribuí-lo e/ou modificá-lo sob os
        termos da Licença Pública Geral GNU (GNU General Public License)
        conforme publicado pela Free Software Foundation; Versão 2. Isso
        garante o seu direito de usar, modificar e redistribuir este software
        sob certas condições. Se você desejar embutir a tecnologia do Nmap em
        um software proprietário, poderemos querer vender licenças
        alternativas (contate <email>sales@insecure.com</email>). Muitos
        vendedores de scanner de segurança já licenciam a tecnologia do Nmap,
        tal como a descoberta de hosts, escaneamento de portas, detecção de SO
        e detecção de serviços/versões.</para>

        <para>Observe que a GPL impõe restrições importantes em
        <quote>trabalhos derivados</quote>, embora ela não forneça uma
        definição detalhada desse termo. Para evitar más-interpretações,
        consideramos que uma aplicação constitui um <quote>trabalho
        derivado</quote>, para o propósito desta licença, se ela se enquadra
        em um dos seguintes ítens:</para>

        <itemizedlist>
          <listitem>
            <para>Integra código fonte do Nmap</para>
          </listitem>

          <listitem>
            <para>Lê ou inclui arquivos de dados do Nmap que são protegidos
            por copyright, tal como o
            <filename>nmap-os-fingerprints</filename> ou
            <filename>nmap-service-probes</filename>.</para>
          </listitem>

          <listitem>
            <para>Executa o Nmap e decompõe (parse) os resultados
            (diferentemente de uma execução típica de um shell ou aplicações
            de menu de execução, que simplesmente mostram a saída em estado
            bruto do Nmap e portanto não constituem um trabalho
            derivado).</para>
          </listitem>

          <listitem>
            <para>Integra/inclui/agrega o Nmap em um instalador executável
            proprietário, tal como os produzidos pelo InstallShield.</para>
          </listitem>

          <listitem>
            <para>Estabelece uma ligação (link) com uma biblioteca ou executa
            um programa que faz qualquer um dois ítens acima.</para>
          </listitem>
        </itemizedlist>

        <para>O termo <quote>Nmap</quote> deve ser considerado como contendo
        parte ou sendo trabalho derivado do Nmap. Esta lista não é definitiva,
        mas deve ser entendida como uma forma de clarear nossa interpretação
        de trabalho derivado com alguns exemplos comuns. Estas restrições
        apenas se aplicam quando você realmente redistribui o Nmap. Por
        exemplo, nada impede que você escreva e venda um front-end
        proprietário para o Nmap. Apenas redistribua o seu produto
        isoladamente e mostre às pessoas aonde elas podem <ulink
        url="http://insecure.org/nmap/" />baixar o Nmap.</para>

        <para>Nós não consideramos isso como restrições adicionais à GPL, mas
        apenas uma elucidação de como nós interpretamos <quote>trabalhos
        derivados</quote> pois elas se aplicam ao nosso produto Nmap
        licenciado no formato GPL. Isso é idêntico à forma como Linus Torvalds
        anunciou sua interpretação de como os <quote>trabalhos
        derivados</quote> se aplicam aos módulos do kernel do Linux. Nossa
        interpretação refere-se apenas ao Nmap - não respondemos por qualquer
        outro produto GPL.</para>

        <para>Se você tiver qualquer dúvida quanto às restrições do
        licenciamento GPL na utilização do Nmap em produtos não-GPL,
        ficaríamos felizes em ajudar. Como mencionado acima, também oferecemos
        licenças alternativas para a integração do Nmap em aplicações e
        dispositivos proprietários. Esses contratos foram vendidos para muitas
        empresas de segurança e geralmente incluem uma licença perpétua, bem
        como disponibiliza um suporte e atualizações prioritários, e também
        nos ajuda financeiramente o desenvolvimento contínuo da tecnologia do
        Nmap. Por favor, envie um e-mail para
        <email>sales@insecure.com</email> se desejar mais informações.</para>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>licença</primary>

          <secondary>Exceção à OpenSSL</secondary>
        </indexterm>

        <para>Como uma exceção especial aos termos da GPL, a Insecure.Com LLC
        permite que uma ligação (link) do código deste program seja feito com
        qualquer versão da biblioteca do OpenSSL que seja distribuída sob uma
        licença idêntica àquela listada no arquivo Copying.OpenSSL incluso, e
        distribuir combinações de ligação incluindo os dois. Você deve
        obedecer à GPL GNU em todos os aspectos para todo o código utilizado
        que não seja OpenSSL. Se você modificar este aquivo, você pode
        estender esta exceção para a sua versão do arquivo, mas você não é
        obrigado a fazer isso.</para>

        <para>Se você recebeu estes arquivos com um acordo de licenciamento
        por escrito ou um contrato ditando termos que não sejam diferentes dos
        acima, então essa licença alternativa tem precedência sobre estes
        comentários.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="man-copyright">
        <title>Licença da Creative Commons para este guia do Nmap</title>

        <para>Este Guia de Referência do Nmap é (C) 2005 da Insecure.Com LLC.
        Está aqui colocado sob a versão 2.5 da <ulink
        url="http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/">Licença de
        Atribuição da Creative Commons</ulink>. Isso permite que você
        redistribua e modifique o trabalho como desejar, contanto que você
        credite a fonte original. Opcionalmente, você pode preferir tratar
        este documento sob as mesmas regras de licenciamento do Nmap
        (discutido anteriormente).</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="source-contrib">
        <title>Disponibilidade de código fonte e contribuições da
        comunidade</title>

        <para>O código fonte é fornecido com este software porque acreditamos
        que os usuários tem o direito de saber exatamente o que um programa
        irá fazer antes de se executá-lo. Isso também permite que você audite
        o software procurando por brechas na segurança (nenhuma foi encontrada
        até agora).</para>

        <para>O código fonte também permite que você porte o Nmap para novas
        plataformas, conserte problemas e adicione novas características. Você
        é altamente encorajado a enviar suas alterações para
        <email>fyodor@insecure.org</email> para uma possível incorporação na
        distribuição principal. Enviar essas alterações para Fyodor ou para
        alguém da lista de mensagens de desenvolvimento da Insecure.Org,
        pressupõe que você está oferecendo a Fyodor e à Insecure.Com LLC o
        direito ilimitado e não-exclusivo para reutilizar, modificar e
        re-licenciar o código. O Nmap sempre estará disponível como um Open
        Source, mas isto é importante porque a impossibilidade de re-licenciar
        o código causou problemas devastadores para outros projetos de
        Software Livre (tal como o KDE e o NASM). Nós também re-licenciamos
        ocasionalmente o código para terceiros, conforme discutido
        anteriormente. Se você deseja especificar condições de licenciamento
        especiais das suas contribuições, apenas deixe isso claro quando
        enviá-las.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="no-warranty">
        <title>Sem Garantia</title>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>garantia</primary>
        </indexterm>

        <para>Este programa é distribuído na esperança de que será útil, mas
        SEM QUALQUER GARANTIA; sem sequer a garantia implícita de
        COMERCIALIZAÇÃO ou ADEQUAÇÃO A QUALQUER PROPÓSITO PARTICULAR. Veja a
        Licença Pública Geral GNU para mais detalhes em <ulink
        url="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html" />, ou no arquivo COPYING
        incluído com o Nmap.</para>

        <para>Também deve ser observado que o Nmap reconhecidamente trava
        certas aplicações mal-escritas, a pilha TCP/IP e mesmo alguns sistemas
        operacionais. <emphasis remap="B">O Nmap nunca deve ser executado
        contra sistemas de missão-crítica</emphasis> a menos que você esteja
        preparado para lidar com o serviço fora do ar (downtime). Nós
        reconhecemos aqui que o Nmap pode travar os seus sistemas ou redes e
        nós renunciamos toda e qualquer responsabilidade por qualquer dano ou
        problema que o Nmap possa causar.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="inappropriate-usage">
        <title>Uso inapropriado</title>

        <para>Pelo fato de haver o menor risco de travamento e porque existem
        pessoas mal-intencionadas (black hats) que gostam de usar o Nmap para
        reconhecimento antes de atacar um sistema, existem administradores que
        ficam chateados e podem reclamar quando o sistema deles é escaneado.
        Portanto, é normalmente aconselhável que se solicite a permissão antes
        de fazer um scan de uma rede, por mais leve que seja.</para>

        <para>O Nmap nunca deveria ser instalado com privilégios especiais
        (p.ex.: suid root) por questões de segurança.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="third-party-soft">
        <title>Software de Terceiros</title>

        <para>Este produto inclui software desenvolvido pela <ulink
        url="http://www.apache.org">Apache Software Foundation</ulink>. Uma
        versão modificada da <ulink url="http://www.tcpdump.org">biblioteca
        portátil de captura de pacotes Libpcap</ulink> é distribuída junto com
        o Nmap. A versão para o Windows do Nmap, por outro lado, utiliza
        <ulink url="http://www.winpcap.org">biblioteca WinPcap</ulink>,
        derivada da libpcap. O suporte à expressões regulares é fornecido pela
        <ulink url="http://www.pcre.org">biblioteca PCRE</ulink>, que é um
        software de código aberto, escrito por by Philip Hazel. Algumas
        funções de rede em estado bruto utilizam a biblioteca de rede <ulink
        url="http://libdnet.sourceforge.net">Libdnet</ulink>, que foi escrita
        por Dug Song. Uma versão modificada é distribuída com o Nmap. O Nmap
        pode, opcionalmente, ser ligado ao <ulink
        url="http://www.openssl.org">conjunto de ferramentas de criptografia
        do OpenSSL</ulink> para o suporte à detecção de versão do SSL. Todos
        os softwares de terceiros descritos neste parágrafo são distribuídos
        gratuitamente sob o licenciamento de software no estilo BSD.</para>
      </refsect2>

      <refsect2 id="us-export">
        <title>Classificação do Controle de Exportação dos EUA</title>

        <indexterm significance="normal">
          <primary>controle de exportação</primary>
        </indexterm>

        <para>Controle de Exportação dos EUA: A Insecure.Com LLC acredita que
        o Nmap se enquadra no US ECCN (número de classificação para controle
        de exportação) 5D992. Essa categoria é chamada de <quote>software de
        Segurança da Informação não-controlado pela 5D002</quote>. A única
        restrição à essa classificação é o AT (anti-terrorismo), que se aplica
        a quase todos os produtos e nega a exportação à um punhado de nações
        não-confiáveis tais como o Irã e a Coréia do Norte. Portanto, exportar
        o Nmap não requer nenhuma licença ou permissão especial, ou qualquer
        outro tipo de autorização governamental.</para>
      </refsect2>
    </refsect1>
  </refentry>
</article>

