Nmap Security Scanner
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Técnicas de Rastreio(Scan) de PortasComo um novato executando uma reparação automóvel posso perder
horas tentando usar minhas ferramentas rudimentares (martelo, fita
adesiva, grifo, etc.) nas tarefas. Quando eu falho miseravelmente e
reboco minha lata-velha para um mecânico de verdade ele invariavelmente
pesca aqui e ali em um enorme baú de ferramentas até pegar a coisa perfeita
que torna a tarefa numa brincadeira. A arte de rastrear(scaning) portas é
similar. Os peritos entendem as dezenas de técnicas de rastreio(scan) e
escolhem as que são apropriadas (ou uma combinação) para uma dada
tarefa. Usuários inexperientes e script kiddies, por outro lado, tentam
resolver todos os problemas com o scan SYN default. Uma vez que o Nmap é
gratuito a única barreira para a mestria em rastreio(scaning) de portas é o
conhecimento. Isso certamente é melhor que no mundo automóvel onde
pode ser necessário uma grande habilidade para determinar que
precisa de um compressor de molas e então tem que pagar milhares de
euros por um. A maioria dos tipos de rastreio(scan) está disponível apenas para usuários
privilegiados. Isso acontece porque eles enviam e recebem pacotes em
estado bruto(raw), o que requer acesso de root em sistemas Unix. Utilizar a
conta de administrador no Windows é recomendado, embora o Nmap às vêzes
funcione com usuários sem privilégios nessa plataforma quando o WinPcap
foi carregado no SO. Requerer privilégio de root era uma séria limitação
quando o Nmap foi lançado em 1997, pois muitos usuários apenas tinham
acesso a contas de shell compartilhadas. Agora o mundo é diferente.
Computadores estão mais baratos, muito mais pessoas tem acesso directo e
permanente à Internet e computadores desktop Unix (incluindo Linux e
MAC OS X) são comuns. Uma versão para o Windows do Nmap se encontra
actualmente disponível permitindo que se use em muito mais computadores
desktop. Por todas essas razões os usuários têm menos necessidade de
executar o Nmap a partir de contas de shell compartilhadas e limitadas.
Isso é muito bom pois as opções privilegiadas tornam o Nmap muito mais
poderoso e flexível. Embora o Nmap tente produzir resultados precisos tenha em mente
que todas as deduções são baseadas em pacotes devolvidos pelas
máquinas-alvo (ou firewalls na frente delas). Tais anfitriões(hosts) podem
não ser confiáveis e enviar respostas com o propósito de confundir ou
enganar o Nmap. Muito mais comum são os anfitriões(hosts) não-de-acordo-com-a-rfc
que não respondem como deveriam às sondagens do Nmap. As sondagens FIN,
Null e Xmas são particularmente suscetíveis a esse problema. Tais
questões são específicas de determinados tipos de scan e portanto são
discutidos nas entradas individuais de cada um dos tipos. Esta seção documenta as dezenas de técnicas de rastreio(scan) de
portas suportadas pelo Nmap. Apenas um método pode ser utilizado de cada
vezm excepto que um scan UDP (-sU) pode ser combinado
com qualquer um dos tipos de scan TCP. Como uma ajuda para a memória as
opções dos tipos de rastreio(scan) de portas estão no formato
-s<C>, onde
<C> é um caracter proeminente no nome do rastreio(scan),
normalmente o primeiro. A única excepção a essa regra é para o rastreio(scan)
denominado FTP bounce (-b). Por default o Nmap executa
um rastreio(scan) SYN, embora ele substitua por um rastreio(scan) Connect() se o usuário não
tiver os privilégios adequados para enviar pacotes em estado bruto(raw)
(requer acesso de root no UNIX) ou se alvos IPv6 forem especificados.
Dos rastreios(scans) listados nesta secção os usuários não privilegiados podem
apenas executar os rastreios(scans) connect() e ftp bounce. -sS (rastreio(scan) TCP SYN)O rastreio(scan) SYN é a opção de rastreio(scan) default e a mais
popular por boas razões. Pode ser executada rapidamente fazendo o rastreio(scan)
a milhares de portas por segundo em uma rede rápida, não bloqueada por firewalls
intrusivos. O rastreio(scan) SYN é relativamente não-obstrusivo e camuflado,
uma vez que ele nunca completa uma conexão TCP. Ele também
trabalha contra qualquer pilha TCP padronizada ao invés de
depender de factores específicos de plataformas como os
rastreios(scans) Fin/Null/Xmas, Maimon e Idle fazem. Ele também permite uma
diferenciação limpa e confiável entre os estados aberto
(open), fechado (closed), e
filtrado (filtered). Esta técnica é freqüentemente chamada de rastreio(scan) de
porta entreaberta (half-open scanning), porque não abre uma
conexão TCP completamente. Você envia um pacote SYN, como se fosse
abrir uma conexão real e então espera uma resposta. Um SYN/ACK
indica que a porta está ouvindo (aberta) enquanto um RST (reset)
é indicativo de uma não-ouvinte. Se nenhuma resposta é recebida
após diversas retransmissões a porta é marcada como filtrada. A
porta também é marcada como filtrada se um erro ICMP de
inalcançável é recebido (tipo 3, código 1,2, 3, 9, 10, ou
13). -sT (rastreio(scan) TCP connect())O rastreio(scan) TCP Connect() é o rastreio(scan) default do
TCP quando o rastreio(scan) SYN não é uma opção. Esse é o caso quando o
usuário não tem privilégios para criar pacotes em estado bruto(raw) ou rastrear
redes IPv6. Ao invés de criar pacotes em estado bruto(raw) como a maioria dos
outros tipos de rastreio(scan) fazem, o Nmap pede ao sistema operativo
para estabelecer uma conexão com a máquina e porta alvos enviando
uma chamada de sistema connect(). Essa é a
mesma chamada de alto nível que os navegadores da web, clientes
P2P, e a maioria das outras aplicações para rede utilizam para
estabelecer uma conexão. É parte do interface de programação
conhecida como API de Sockets de Berkeley. Ao invés de ler as
respostas em pacotes em estado bruto(raw) directamente dos fios,
o Nmap utiliza esta API para obter informações do estado de cada
tentativa de conexão. Quando um rastreio(scan) SYN está disponível é normalmente a melhor
escolha. O Nmap tem menos controle sobre a chamada de alto nível
connect() do que sobre os pacotes em estado
bruto(raw) tornando-o menos eficiente. A chamada de sistema completa
as conexões nas portas-alvo abertas ao invés de executar o reset
de porta entreaberta que o rastreio(scan) SYN faz. Isso não só leva mais
tempo e requer mais pacotes para obter a mesma informação mas
também torna mais provável que as máquinas-alvo registrem a
conexão. Um sistema IDS decente irá detectar qualquer um deles,
mas a maioria das máquinas não tem esse tipo de sistema de alarme.
Muitos serviços na maioria dos sistema Unix irão acrescentar uma
nota na syslog e às vêzes uma mensagem de erro obscura, quando o
Nmap se conecta e então fecha a conexão sem enviar nenhum dado.
Serviços verdadeiramente patéticos irão travar quando isso
acontecer embora isso seja incomum. Um administrador que vê um
punhado de tentativas de conexão nos registros vindos de um único
sistema deveria saber que foi rastreado(scanned) com connect. -sU (rastreios(scans) UDP)Embora os serviços mais populares na Internet operem
sobre o protocolo TCP, os serviços UDP são
amplamente difundidos. O DNS, o SNMP e o DHCP (registrados nas
portas 53, 161/162, e 67/68) são três dos mais comuns. Pelo facto
do rastreio(scan) UDP ser normalmente mais lento e mais difícil que
o TCP alguns auditores de segurança ignoram essas portas. Isso é
um erro pois serviços UDP passíveis de exploração são bastante
comuns e invasores certamente não ignoram o protocolo inteiro.
Felizmente o Nmap pode ajudar a inventariar as portas UDP. O rastreio(scan) UDP é activado com a opção -sU. Ele
pode ser combinado com um tipo de rastreio(scan) TCP como o rastreio(scan)
SYN (-sS) para averiguar ambos protocolos na mesma
execução. O SYN UDP funciona enviando um cabeçalho UDP vazio (sem
dados) para cada porta pretendida. Se um erro ICMP de porta
inalcançável (tipo 3, código 3) é retornado a porta está
fechada. Outros erros do tipo inalcançável
(tipo 3, códigos 1, 2, 9, 10, ou 13) marcam a porta como
filtrada. Ocasionalmente um serviço irá
responder com um pacote UDP provando que está
aberta. Se nenhuma resposa é recebida após as
retransmissões a porta é classificada como
aberta|filtrada. Isso significa que a porta
poderia estar aberta ou talvez que filtros de pacotes estejam
bloqueando a comunicação. Rastreios(scans) de versões (-sV)
podem ser utilizados para ajudar a diferenciar as portas
verdadeiramente abertas das que estão filtradas. Um grande desafio com o rastreio(scan) UDP é fazê-lo
rapidamente. Portas abertas e filtradas raramente enviam alguma
resposta, deixando o Nmap esgotar o tempo (time out) e então
efectuar retransmissões para o caso de a sondagem ou a resposta ter
sido perdida. Portas fechadas são normalmente um problema ainda
maior. Elas costumam enviar de volta um erro ICMP de porta
inalcançável. Mas, ao contrário dos pacotes RST enviados pelas
portas TCP fechadas em resposta a um rastreio(scan) SYN ou Connect, muitos
anfitriões(hosts) limitam a taxa de mensagens ICMP de porta inalcançável por
default. O Linux e o Solaris são particularmente rigorosos quanto
a isso. Por exemplo, o kernel 2.4.20 do Linux limita a quantidade
de mensagens de destino inalcançável a até uma por segundo (no
net/ipv4/icmp.c). O Nmap detecta a limitação de taxa e diminui o ritmo de
acordo para evitar inundar a rede com pacotes inúteis que a
máquina-alvo irá descartar. Infelizmente, um limite como o do
Linux de um pacote por segundo faz com que um rastreio(scan) de 65.536
portas leve mais de 18 horas. Idéias para acelerar o rastreio(scan)
UDP incluem rastrear(scan) mais anfitriões(hosts) em paralelo, fazer um rastreio(scan) rápido
apenas das portas mais comuns primeiro, rastrear(scan) por detrás de um
firewall e utilizar --host-timeout para saltar os
anfitriões(hosts) lentos. -sN; -sF;
-sX (rastreios(scans) TCP Null, FIN, e Xmas)Estes três tipos de rastreio(scan) (até mais são possíveis com a opção
--scanflags descrita na próxima secção) exploram
uma brecha subtil na RFC do TCP
para diferenciarem entre portas abertas e
fechadas. A página 65 diz que “se a porta
[destino] estiver FECHADA .... um segmento de entrada que não
contenha um RST irá causar o envio de um RST como
resposta.” Então a página seguinte discute os pacotes
enviados a portas abertas sem os bits SYN, RST ou ACK marcados,
afirmando que: “é pouco provável que chegue aqui, mas
se chegar, descarte o segmento e volte.” Quando se rastreia(scan) sistemas padronizados com o texto desta
RFC, qualquer pacote que não contenha os bits SYN, RST ou ACK irá
resultar em um RST como resposta se a porta estiver fechada e
nenhuma resposta se a porta estiver aberta. Contanto que nenhum
desses três bits esteja incluídos qualquer combinação dos outros
três (FIN, PSH e URG) é válida. O Nmap explora isso com três tipos
de rastreio(scan): - rastreio(scan) Null (
-sN) Não marca nenhum bit (o cabeçalho de flag do tcp é
0) - rastreio(scan) FIN (
-sF) Marca apenas o bit FIN do TCP. - rastreio(scan) Xmas(
-sX) Marca as flags FIN, PSH e URG, iluminando o pacote
como uma árvore de Natal.
Estes três tipos de rastreio(scan) são exatamente os mesmos em termos
de comportamento exceto pelas flags TCP marcadas no pacotes de
sondagem. Se um pacote RST for recebido a porta é considerada
fechada e nenhuma resposta significa que está
aberta|filtrada. A porta é marcada como
filtrada se um erro ICMP do tipo inalcançável
(tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13) for recebido. A vantagem principal destes tipos de rastreio(scan) é que eles podem
bisbilhotar através de alguns firewalls não-orientados à conexão e
de routers que filtram pacotes. Outra vantagem é que esses
tipos de rastreio(scan) são um pouco mais camuflados do que o rastreio(scan) SYN. Mas
não conte com isso -- a maioria dos produtos IDS modernos podem
ser configurados para detectá-los. O maior problema é que nem
todos os sistemas seguem a RFC 793 ao pé-da-letra. Diversos
sistemas enviam respostas RST para as sondagens independentemente
do facto da porta estar aberta ou não. Isso faz com que todas as
portas sejam classificadas como fechadas. A
maioria dos sistemas operativos que fazem isso são Microsoft
Windows, muitos dispositivos Cisco, BSDI e o IBM OS/400. Esse
rastreio(scan) funciona realmente contra a maioria dos sistemas baseados em
Unix. Outro ponto negativo desses rastreios(scans) é que eles não conseguem
diferenciar portas abertas de alguns tipos de
portas filtradas deixando com a resposta
abera|filtrada. -sA (rastreio(scan) TCP ACK)Este rastreio(scan) é diferente dos outros discutidos até agora pelo
facto de que ele nunca determina se uma porta está
aberta (ou mesmo
aberta|filtrada). Ele é utilizado para mapear
conjuntos de regras do firewall determinando se eles são
orientados à conexão ou não e quais portas estão filtradas. O pacote de sondagem do rastreio(scan) ACK tem apenas a flag ACK
marcada (a menos que use --scanflags).
Quando se rastreia(scan) sistemas não-filtrados as portas
abertas e fechadas irão
devolver um pacote RST. O Nmap então coloca nelas o rótulo
não-filtradas (unfiltered) significando que
elas estão alcançáveis pelo pacote ACK, mas se elas estão
abertas ou fechadas é
indeterminado. Portas que não respondem ou que devolvem certas
mensagens de erro ICMP (tipo 3, código 1, 2, 3, 9, 10, ou 13), são
rotuladas como filtradas. -sW (rastreio(scan) da Janela TCP)Rastreio(scan) da Janela é exactamente o mesmo que o rastreio(scan) ACK excepto
que ele explora um detalhe da implementação de certos sistemas de
forma a diferenciar as portas abertas das fechadas ao invés de
sempre mostrar não-filtrada quando um RST é
devolvido. Ele faz isso examinando o campo Janela TCP (TCP Window)
do pacote RST devolvido. Em alguns sistemas as portas abertas
usam um valor positivo de tamanho de janela (mesmo para pacotes
RST) enquanto que as portas fechadas têm um valor igual a zero.
Então, ao invés de mostrar sempre uma porta como
não-filtrada quando se recebe um RST de volta,
o rastreio(scan) da Janela mostra a porta como aberta ou
fechada se o valor da Janela TCP no reset for
positivo ou zero, respectivamente. Este rastreio(scan) se baseia em um detalhe de implementação de uma
minoria de sistemas na Internet, portanto não se pode confiar
sempre nele. Sistemas que não suportam isso irão normalmente
devolver todas as portas como fechadas. É claro
que é possível que a máquina realmente não tenha nenhuma porta
aberta. Se a maioria das portas rastreadas(scaned) estiver
fechada mas uns poucos números de portas comuns
(tais como 22, 25, 53) estão filtrados, o
sistema muito provavelmente está vulnerável. De vez em quando os
sistemas irão mostrar exatamente o comportamento oposto. Se o seu
rastreio(scan) mostrar 1000 portas abertas e 3 fechadas ou filtradas, então
essas três podem muito bem ser as verdadeiramente abertas. -sM (rastreio(scan) TCP Maimon)O rastreio(scan) Maimon recebeu o nome de seu descobridor, Uriel
Maimon. Ele descreveu a técnica na Phrack Magazine, edição 49
(Novembro de 1996). O Nmap, que incluiu essa técnica, foi lançado
duas edições mais tarde. A técnica é exatamente a mesma que os
rastreios(scans) Null, FIN e Xmas, exceto que a sondagem é FIN/ACK. De acordo
com a RFC 793 (TCP) um pacote RST deveria ser gerado em resposta
a tal sondagem se a porta estiver aberta ou fechada. Entretanto,
Uriel notou que muitos sistemas derivados do BSD simplesmente
descartavam o pacote se a porta estivesse aberta. --scanflags (rastreio(scan) TCP Customizado)Usuários verdadeiramente avançados do Nmap não precisam se
limitar aos tipos de rastreios(scans) enlatados oferecidos. A opção
--scanflags permite que desenhe seu próprio
rastreio(scan) permitindo a especificação de flags TCP arbitrárias. Deixe
sua imaginação correr solta enquanto dribla sistemas de detecção
de intrusão cujos fabricantes apenas olharam rapidamente a página
man do Nmap adicionando regras específicas! O argumento do --scanflags pode ser um
valor numérico da marca (flag) como o 9 (PSH e FIN), mas usar
nomes simbólicos é mais fácil. Apenas esprema alguma combinação de
URG, ACK,
PSH, RST,
SYN, e FIN. Por exemplo,
--scanflags URGACKPSHRSTSYNFIN marca tudo, embora
não seja muito útil para rastreio(scan). A ordem em que essas marcas
são especificadas é irrelevante. Além de especificar as marcas desejadas pode
especificar um tipo de rastreio(scan) TCP (como o -sA ou
-sF). Esse tipo-base diz ao Nmap como interpretar
as respostas. Por exemplo, um rastreio(scan) SYN considera nenhuma-resposta
como uma indicação de porta filtrada enquanto
que um rastreio(scan) FIN trata a mesma como
aberta|filtrada. O Nmap irá se comportar da
mesma forma que o tipo de rastreio(scan)-base escolhido, excepto que ele irá
usar as marcas TCP que especificar. Se não escolher um
tipo-base, o rastreio(scan) SYN é utilizado. -sI <hostzumbi[:portadesondagem]> (rastreio(scan)
Idle)Este método avançado de rastreio(scan) permite um rastreio(scan) TCP realmente
cego das portas do alvo (significando que nenhum pacote é enviado
para o alvo do seu endereço IP real). Ao invés disso um ataque
canal-lateral (side-channel) explora a previsível geração de
sequência de ID, consequência da fragmentação do IP no anfitrião(host)
zumbi, para juntar informações sobre as portas abertas no alvo.
Sistemas IDS irão mostrar o rastreio(scan) como se viessem da máquina zumbi
que especificou (que deve estar activa e obedecer a alguns
critérios). Este tipo fascinante de rastreio(scan) é complexo demais para se
descrever completamente aqui neste guia de referência, então eu
escrevi e postei um trabalho informal com detalhes completos em
http://nmap.org/book/idlescan.html. Além de ser extraordinariamente camuflado (devido à sua
natureza cega), este tipo de rastreio(scan) permite mapear relações de
confiança baseadas em IP entre máquinas. A listagem de portas
mostra as portas abertas da perspectiva do anfitrião(host)
zumbi. Portanto pode tentar rastrear(scan) um alvo
usando vários zumbis que acha que podem ser confiáveis (via
regras de router/filtro de pacotes). Você pode adicionar os dois-pontos seguindo do número da
porta ao nome do anfitrião(host) zumbi, se quiser sondar uma porta em
particular no zumbi verificando as mudanças de IPID. Do contrário
o Nmap irá utilizar a porta que ele normalmente usa por default
para pings tcp (80). -sO (Rastreios(Scans) do protocolo IP)Scans do Protocolo IP permitem que determine quais
protocolos IP (TCP, ICMP, IGMP, etc.) são suportados pelas
máquina-alvo. Isso não é tecnicamente um rastreio(scan) de portas, pois
ele varia os números do protocolo IP ao invés dos números de
portas TCP e UDP. Ainda assim, ele utiliza a opção
-p para seleccionar os números de protocolos a
rastrear(scan), mostra os resultados dentro do formato normal da tabela
de portas e até usa o mesmo mecanismo de rastreio(scan) dos
métodos de descoberta de portas. Portanto ele é parecido o
suficiente com um rastreio(scan) de portas e por isso pertence a este
lugar. Além de ser útil de certa forma, o rastreio(scan) de protocolo mostra o
poder do software de código aberto. Embora a idéia fundamental
seja bastante simples, eu não tinha pensado em adicioná-la e nem
havia recebido nenhuma solicitação para essa funcionalidade.
Então, no verão de 2000, Gerhard Rieger concebeu a idéia, escreveu
uma excelente alteração (patch) implementando-a e enviou-a para a
lista de discussão nmap-hackers. Eu incorporei a alteração na
árvore do Nmap e lancei uma nova versão no dia seguinte. Poucos
produtos de software comercial tem usuários entusiasmados o
suficiente para desenhar e contribuir com melhorias! O rastreio(scan) de protocolo funciona de uma forma similar a um rastreio(scan)
UDP. Ao invés de ficar repetindo alternando o campo de número de
porta de um pacote UDP, ele envia cabeçalhos de pacote IP e faz a
repetição alternando o campo de protocolo IP de 8 bits. Os
cabeçalhos normalmente estão vazios, sem conter dados, nem mesmo
o cabeçalho apropriado do suposto protocolo. As três
excepções são o TCP, o UDP e o ICMP. Um cabeçalho de protocolo
apropriado para estes é incluído, uma vez que alguns sistemas não
os enviarão caso não tenham e porque o Nmap tem as funções para
criá-los ao invés de observar as mensagens de erro ICMP de porta
inalcançável, o rastreio(scan) de protocolo fica de olho nas mensagens ICMP
de protocolo inalcançável. Se o Nmap recebe
qualquer resposta de qualquer protocolo do anfitrião(host)-alvo, o Nmap marca
esse protocolo como aberto. Um erro ICMP de
protocolo não-alcançável (tipo 3, código 2) faz com que o
protocolo seja marcado como fechado. Outros
erros ICMP do tipo inalcançável (tipo 3, código 1, 3, 9, 10, ou
13) fazem com que o protocolo seja marcado como
filtrado (embora eles provem, ao mesmo tempo,
que o ICMP está aberto). Se nenhuma resposta
for recebida após as retransmissões, o protocolo é marcado como
aberto|filtrado. -b <anfitrião(host) para relay de ftp> (Rastreio(Scan) de
FTP bounce)Uma característica interessante do protocolo FTP (RFC 959) é
o suporte a conexões denominadas proxy ftp. Isso permite que um
usuário conecte-se a um servidor FTP e então solicite que
arquivos sejam enviados a um terceiro servidor. Tal característica
é sujeita a abusos em diversos níveis, por isso a maioria dos
servidores parou de suportá-la. Um dos abusos permitidos é fazer
com que o servidor FTP efectue o rastreio(scan) das portas de outros anfitriões(hosts).
Simplesmente solicite que o servidor FTP envie um arquivo para
cada porta interessante do anfitrião(host)-alvo. A mensagem de erro irá
descrever se a porta está aberta ou não. Esta é uma boa forma de
passar por cima de firewalls porque os servidores FTP de empresas
normalmente são posicionados onde tem mais acesso a outros anfitriões(hosts)
internos que os velhos servidores da Internet teriam. O Nmap
suporta o rastreio(scan) de ftp bounce com a opção -b. Ela
recebe um argumento no formato
<nomedousuário>:<senha>@<servidor>:<porta>.
<Servidor> é o nome ou endereço IP de um
servidor FTP vulnerável. Assim como em uma URL normal, pode
omitir
<nomedousuário>:<senha>,
neste caso as credenciais de login anónimo (usuário:
anonymous senha:-wwwuser@)
serão usados. O número da porta (e os dois-pontos) podem ser
omitidos, e então a porta FTP default (21) no
<servidor> será utilizada. Esta vulnerabilidade espalhou-se em 1997 quando o Nmap foi
lançado mas foi corrigida amplamente. Servidores vulneráveis
ainda estão por aí, então pode valer a pena tentar se tudo o mais
falhar. Se passar por cima de um firewall é o seu objetivo,
faça o rastreio(scan) da rede-alvo procurando por uma porta 21 aberta (ou mesmo
por qualquer serviço FTP se rastrear(scan) todas as portas com a
detecção de versão), então tente um rastreio(scan) bounce usando-as. O Nmap
irá dizer se o anfitrião(host) é vulnerável ou não. Se estiver apenas
tentando encobrir suas pegadas, não precisa (e, na verdade,
não deveria) limitar-se a anfitriões(hosts) na rede-alvo. Antes de sair
rastreando endereços aleatórios na Internet procurando por
servidores FTP, considere que os administradores de sistemas podem
não apreciar o seu abuso nos servidores deles.
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